Técnica de enfermagem homenageia colegas com fotos de ‘sorrisos por trás das máscaras’

Técnica de enfermagem Giovanna Beatriz Ferraz. Foto: Giovanna Beatriz Ferraz

Doze técnicos de enfermagem, entre mulheres e homens, da UTI Covid do Vera Cruz Casa de Saúde, em Campinas (SP), foram fotografados pelo olhar da colega de trabalho Giovanna Beatriz Ferraz. Os registros fazem parte de uma sessão fotográfica cujo objetivo é homenagear os profissionais de saúde e perpetuar as expressões de quem luta há um ano e meio contra a pandemia.

Com o nome ‘Eu lutei contra a Covid’, a sequência de fotos retrata o sorriso por trás do equipamento de proteção. As expressões documentadas expõem um pouco do alívio dos profissionais com a diminuição de casos da doença e pelo avanço da vacinação.

“Depois de momentos difíceis, com muitas perdas, achei importante eternizar o sorriso que carregamos por trás das máscaras, item fundamental no combate ao novo Coronavírus. Nas imagens estão algumas pessoas que convivem comigo diariamente, lutando pela vida daqueles que foram contaminados. Quis mostrar o sentimento de alívio de todos nós, de que o pior já passou, pois o ritmo da vacinação segue aumentando e os casos diminuindo”, detalha.

Para Beatriz, recém-formada e também estudante de fotografia, a primeira experiência profissional na área da saúde tem sido desafiadora. “Foi a melhor decisão que tomei quando escolhi encarar tudo isso e fazer parte da equipe em meio à pandemia. Fui acolhida por todos e aprendo demais a cada dia. É muito emocionante ver de perto um paciente que lutou muito ter alta da UTI e nos deixar com um lindo sorriso no rosto. Isso é o gás que me motiva”, adiciona a técnica de enfermagem.

Entre os outros onze profissionais que aceitaram participar do projeto está Alexsander Santos Pereira, de 25 anos. “Achei bacana a iniciativa em nos expressarmos pelo olhar”. Para ele, vivenciar de perto o impacto da pandemia o fez rever seus valores. “Passei a dar mais importância a coisas simples, como o fato de poder respirar, comer sem ajuda de aparelhos, de querer aproveitar mais tempo com minha família e amigos. A visão que tenho é quanto o ser humano é frágil, que deveríamos ser mais gentis e empáticos com o próximo. A vida é um sopro”, resume.

Giane Marques Silva, 47 anos, também teve o rosto retratado. A técnica de enfermagem conta que encarar este momento não tem sido fácil, mas que é preciso continuar lutando, com a certeza de que tudo vai passar. “Foram muitas perdas de pessoas conhecidas e desconhecidas. No começo, eram idosos, mas a doença se alastrou e atingiu gente fora dos grupos de risco, contaminando pessoas que não se cuidam ou se descuidam, independentemente da idade, sexo, raça, classe socioeconômica. Mas sei que tenho que continuar, que tudo vai passar e meu papel é essencial nisso. Tenho muito orgulho do que faço”, conclui.

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