Técnica em cirurgias reparadoras reduziu em cerca de 70 vezes o custo de próteses

O ex-aluno da pós-graduação em Cirurgia Plástica da PUC-Rio Pablo Maricevich acaba de conquistar a primeira colocação no “Premiando a Inovação e a Criatividade Cirúrgica”, no 55º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica, realizado no fim de 2018, em Recife, Pernambuco. O cirurgião plástico, que atualmente trabalha no Serviço de Neurocirurgia do maior hospital público de Pernambuco, o Hospital da Restauração (SUS), usou a tecnologia 3D, em parceria com o Centro de Tecnologia e Inovação Renato Archer em Campinas (SP), para reduzir o custo em 70 vezes de próteses para reconstrução de calota craniana com prótese customizada de PMMA após craniectomias descompressivas.

Para o médico, que também realiza cirurgias estéticas particulares, tão importante quanto criar essa tecnologia é universalizar o acesso dos pacientes à técnica de ponta: “A inovação está no ato de tornar possível o acesso da população às cirurgias plásticas reparadoras complexas com tecnologia de ponta. E o conceito de uma tecnologia de sucesso passa pela reprodutibilidade. Se a tecnologia não é reprodutível e a população não tem acesso, esta vale tanto quanto nada. Cada prótese custa, em média, R$ 200 mil reais. Até então, já operamos 81 pacientes, o que, na ponta do lápis, gerou uma economia de cerca de R$ 14,5 milhões de reais ao Governo de Pernambuco. O que fazemos pode ser feito em qualquer hospital do Brasil de forma factível e sustentável”, ressalta o ex-aluno de pós-graduação em cirurgia plástica da PUC-Rio.

Para o diretor da pós-graduação em cirurgia plástica da PUC-Rio, dr. Francesco Mazzarone, ter um ex-aluno à frente de um feito tão importante para a medicina é, além de motivo de orgulho, a sensação de missão cumprida: a de universalizar o acesso a cirurgia plástica, legado defendido pelo profObri. Ivo Pitanguy, fundador da pós-graduação: “A realização de uma formação profissional numa escola tradicional e conceituada permite não só trilhar uma carreira prestigiosa, como também incrementar a inventividade que contribui no desenvolvimento da especialidade. E assistir a um ex-aluno criar uma inovação tão importante é materializar o propósito defendido pelo prof. Ivo de buscar a deselitização da cirurgia plástica, tornando-a acessível a um número maior de pessoas”, destaca o cirurgião plástico, também diretor do Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa, no Centro do Rio.

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