Transplante de menisco promove avanços no tratamento de lesões no joelho

O menisco é responsável por diversas funções no joelho, entre elas, manter espaço adequado entre os ossos da coxa e da perna (fêmur e tíbia) e ajudar na absorção de carga (efeito amortecedor) nas caminhadas ou corridas, por exemplo. Por desconhecimento dessas funções no passado, quando lesionado, o menisco era removido durante o procedimento cirúrgico, o que causava efeitos irreversíveis para as articulações e quadros de artroses, caracterizados por desgaste na articulação.

Com o avanço das técnicas cirúrgicas, hoje é possível resolver problemas como este com sutura ou transplante de menisco. O Instituto do Joelho HCor, referência na reabilitação de atletas profissionais e amadores, realiza esse procedimento com a equipe do Prof. Dr. Rene Abdalla, diretor médico do Instituto.

“Quando ocorre a ruptura de menisco e o tratamento cirúrgico acaba por remover grande parte ou a totalidade do menisco, o transplante tem indicação em pacientes selecionados, que após tratamento são liberados para o procedimento cirúrgico que utiliza doações do banco de tecidos”, explica Dr. Rene.

Antes, com a retirada do menisco, as forças de carga nos joelhos aumentavam entre duas ou três vezes. A ausência do menisco levava a consequências como lesões da cartilagem articular (artrose) e alteração da anatomia óssea do joelho.

“Vale ressaltar que o transplante do menisco não é curativo. Porém, em curto prazo, os objetivos são a melhora da dor e função do joelho, além de possibilitar a realização de atividades rotineiras sem dor e postergar o surgimento de artrose”, ressalta Dr. Rene.

Nem toda lesão de menisco pode ser corrigida com transplante, procedimento que tem indicação para restaurar, parcialmente, a anatomia da articulação, melhorar os sintomas dos pacientes e proteger a articulação. Geralmente, o transplante é indicado para pessoas com menos de 50 anos, retirada prévia do menisco, ausência de osteoartrose e alinhamento normal de membro inferior.

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