Brasil possui terceiro maior banco de doadores de Medula Óssea do mundo

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Dr. Roberto Luíz da Silva. Foto: ACS IBCC

O Brasil possui o terceiro maior banco de doadores de medula óssea do mundo com mais de 4 milhões e 600 mil doadores cadastrados no REDOME, Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. E o IBCC – Instituto Brasileiro de Controle do Câncer, de São paulo (SP), possui um dos maiores centros de transplante de medula óssea do Brasil, com 50 leitos e uma capacidade para realizar até 100 transplante de medula óssea por ano. No próximo dia 16 de setembro comemora-se o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, uma importante data para lembrar que a chance de se identificar um doador compatível na fase preliminar é de até 88%.

Segundo o dr. Roberto Luíz da Silva, médico coordenador da Unidade de Transplante do IBCC, o primeiro passo após a decisão de doar medula óssea, o candidato deve procurar o Hemocentro mais próximo de sua residência. Lá, ele vai assinar um Termo de Consentimento Livre Informado que autoriza a realizar o exame de compatibilidade, chamado Antígeno Leucocitário Humano. Para isso é feita uma coleta de apenas 10 ml de sangue. E nesse pequena amostra consegue-se identificar a identidade genética desse paciente, que vai ser utilizada então pelos bancos de medula óssea.

Quem pode ser doador? Os candidatos a doação de medula óssea devem ser pessoas entre 18 e 55 anos de idade e possuírem boa saúde, ou seja, não podem possuir doença infecciosa, doenças neoplásicas (chamados cânceres) ou doenças imunológicas.

Caso esse candidato seja compatível com algum paciente em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, esse candidato à doação vai ser convocado pelo Hemocentro, onde vai receber uma avaliação médica para constatar se ele possui de fato condições para doação de medula óssea. Serão repetidas todas as sorologias, todos os exames necessários para garantir que essa medula chegue de uma maneira saudável para o doador e também para que não ocorra nenhum tipo de risco para quem está fazendo a doação.

Nessa segunda fase as chances de compatibilidade reduzem mais de 15%. “A redução estatística acontece porque a qualidade desse exame é mais profunda, é realizada de uma forma mais segura e mais profunda. Além disso é feita avaliação clínica mais intensa desse candidato, de maneira que a seleção é mais rigorosa. A queda da estatística é basicamente para efeito de aumentar a segurança desse candidato a doação”, explica o Dr. Roberto Luís da Silva.

Ainda segundo o coordenador, todo procedimento médico possui o risco relacionado ao procedimento. No entanto, para doação de medula óssea – tanto diretamente da medula óssea quanto da medula através do sangue periférico, o paciente tem um acompanhamento médico rigoroso e o risco é mínimo. “Em contrapartida, os benefícios relacionados à doação de medula óssea são infinitos. Hoje existem mais de 80 doenças com indicações de realização de transplante de medula óssea e isso traz um benefício imensurável para esses pacientes que necessitam desse tratamento”, conclui.

Doadores concentrados nas regiões sul e sudeste

É de fundamental importância que a concentração de doação não fique apenas no sul e sudeste, mas que seja expandida para todo o Brasil, pois a população brasileira é uma muito miscigenada e quanto mais expansão houver maior a chance de conseguir um doador de medula óssea.

Se você já é cadastrado no Redome, lembre-se, mantenha o seu registro de cadastro atualizado. Isso agilizará o contato do Redome com você caso seja compatível, proporcionando uma maior rapidez na realização do transplante de medula óssea. Consulte aqui os hemocentros que recebem doadores para cadastro: redome.inca.gov.br/doador/hemocentros.

Doadores

No IBCC um grupo de doadores de medula óssea entende que o cadastramento é um gesto muito simples e que traz esperança para muitas pessoas. “Nós que trabalhamos diretamente na assistência ao paciente nas fases pré durante e pós transplante nos sensibilizamos com iniciativas como essas e buscamos conscientizar todos ao nosso redor para que sejam doadores”, afirma Michelle Andrade, enfermeira da Unidade de Transplante do IBCC.

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