No Dia do Hospital, Federação lança alerta pelo atendimento certo no lugar certo

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A Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (FEHOESP) promove uma série de ações de comunicação para conscientizar a população sobre como procurar o atendimento certo no lugar certo, incluindo posts em suas redes sociais, matérias sobre o tema no site da entidade durante o mês de julho e comunicados online aos seus associados, além de divulgações à imprensa.

O presidente da Federação, Yussif Ali Mere Jr, explica que o modelo assistencial que predomina atualmente no país é hospitalocêntrico, ou seja, centrado no hospital. “Muitos pacientes acabam procurando os pronto-socorros de hospitais por oferecerem atendimentos mais rápidos e eficientes, quando na verdade deveriam procurar um consultório, uma UBS, um posto de saúde”, alerta.

Segundo o presidente da FEHOESP, o hospital é um elo importante da cadeia de saúde, mas pela complexidade, estrutura e tecnologias que dispõe, deveria tratar principalmente casos mais complexos. “Hoje, pelas deficiências do sistema de saúde brasileiro, tanto público quanto privado, o hospital acaba suprindo as falhas do sistema e vira, muitas vezes, porta de entrada do sistema de saúde”, afirma Yussif Ali Mere Jr.

A Federação dos Hospitais, que hoje representa cerca de 55 mil serviços privados de saúde, defende um sistema de saúde hierarquizado e integrado, onde ações de assistência se complementem. Nesse contexto, é preciso valorizar as ações de promoção e prevenção e toda rede assistencial que começa com o programa médico de família, os serviços primários de saúde, os consultórios, as UBS, os ambulatórios de especialidades, os serviços de diagnósticos, as clínicas até chegar ao hospital.

Nessa cadeia, explica o presidente da Federação, o hospital fica como uma das últimas opções por se tratar de um equipamento de alto custo. “É importante esclarecer que quem precisa de hospital deve ter acesso a ele. Defendemos apenas uma hierarquização da assistência em benefício do cidadão e da sustentabilidade do sistema de saúde, que precisa ser mais resolutivo”, afirma Ali Mere Jr.

Como mudar isso?

A FEHOESP defende a informatização total do sistema, com integração de dados de saúde públicos e privados; a melhoria do atendimento primário e secundário, especialmente no SUS; o enfoque em ações preventivas que destaquem hábitos saudáveis e o esclarecimento da população.

“O hospital sempre foi – desde sua origem histórica- um local de acolhimento. Sofrer, padecer de algum mal ou simplesmente suspeitar que está doente leva o paciente a pensar no hospital como um lugar adequado para resolver seus problemas. Mas, na verdade, precisamos conscientizar a população que nem sempre isso é verdadeiro. As autoridades de saúde também precisam agir para tornar o sistema de saúde mais eficiente”, destaca o presidente da FEHOESP.

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