3 de junho – Dia Mundial do Pé Torto Congênito (PTC)

Considerada como o defeito congênito ortopedico mais comum, o PTC afeta 200 mil recém-nascidos a cada ano, sendo 80% deles nos países em desenvolvimento, segundo a PIA- Ponseti International.

Há também milhares de crianças e adultos jovens que vivem com esta condição debilitante em todo o mundo. O método Ponseti, que leva o nome de seu criador, pode ter até 95% de bons resultados quando aplicado por ortopedista pediátrico treinado e é considerado o tratamento “padrão ouro” para levar a criança a uma vida normal e produtiva.

As crianças que apresentam essa condição têm os pés encurvados para dentro, com pouca mobilidade nas articulações do pé e tornozelo e estão associados à rigidez do pé. Apesar de evidências apontarem para fatores genéticos, a causa do PTC ainda é desconhecida. Porém, o diagnóstico pode ser feito a partir do 2º trimestre de gestação por meio do ultrassom morfológico.

O pé torto pode envolver os ossos, músculos e tendões (tirar vasos sanguíneos), o tratamento é feito com cerca de cinco gessos seguidos de uma pequena cirurgia (tenotomia do tendão calcâneo). Com os pés corrigidos, a criança pode ter uma infância ativa com brincadeiras e esportes sem limitações.

Conheça a história do Vinicius

Esse é o caso do pequeno Vinicius Cunha Alves. Atualmente com 10 meses, Vinicius já apresentava sinais de PTC no pé esquerdo desde o exame morfológico. Ao nascer, os pais perceberam que ele precisaria de um tratamento rápido, já que tinha os dois pés encurvados.

“Na maternidade já falaram sobre o método Ponseti para o caso dele e, na primeira consulta com a pediatra, ela nos indicou o Centro Especializado em Pé Torto Do Sabará Hospital Infantil”, explica a mãe Jéssyka Leite Cunha Alves.

A mãe contou que foram pesquisar sobre o assunto, já que nunca tinha visto algo parecido na família ou entre os amigos. No entanto, as conversas com a Dra. Tatiana Guerschman, especialista no Método Ponseti no Brasil e ortopedista do Centro de Excelência do Sabará Hospital Infantil, foram primordiais para a definição do tratamento.

“Assim que o problema é detectado, o bebê deve seguir com acompanhamento com um ortopedista pediátrico para a realização do tratamento adequado que é muito eficaz, principalmente se iniciado logo nos primeiros meses de vida”, explica a Dra. Tatiana Guerschman, especialista no Método Ponseti no Brasil e ortopedista do Centro de Excelência do Sabará Hospital Infantil, que possui cuidados focados nessa doença.

O pequeno Vinicius realizou todo o processo por meio do método Ponseti. Colocou cinco gessos no pé direito e quatro no pé esquerdo; além disso, realizou a cirurgia no tendão. “A cada gesso que nosso bebê fazia nós pensávamos: agora é menos um. O que nos tranquilizava é que a Dra. Tatiana sempre explicava todo o processo, nos passando bastante segurança. A cada troca, percebíamos a diferença no pezinho entre um e outro”, conta a mãe.

Atualmente, Vinicius está utilizando órtese e tem se adaptado e se desenvolvido como um bebê da idade dele; engatinhando e já ficando em pé.

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