A Tiktokização dos médicos na pandemia e a importância da informação

O avanço das tecnologias da informação sobre o cotidiano dos brasileiros, especialmente durante o período de distanciamento e isolamento social, acelerou o consumo de conteúdo e desenvolveu os canais de comunicação que já estavam sendo explorados, anteriormente, por profissionais de quase todos os segmentos. Neste contexto, as médicas e os médicos também foram impactados positivamente e perceberam um novo espaço para diálogo e para a transmissão de algumas orientações básicas a todos os seus “espectadores”.

Nas redes sociais, principalmente no Reels, do Instagram, e no Tik Tok, da chinesa Byte Dance, os especialistas em saúde descobriram inclusive novas estratégias para conversar com pessoas que antes estavam fora do seu raio de atuação. Público distante inclusive das campanhas, propagandas e notícias sobre os trabalhos realizados nas clínicas, hospitais e consultórios em questão. Adequando as mensagens a danças, músicas e a outras tendências que circulam nos ambientes digitais, os profissionais têm conseguido levar informações importantes, como por exemplos sobre os cuidados em relação ao coronavírus, dicas sobre a prevenção sexual, conselhos sobre a atenção necessária à própria pele no home office e outras questões de igual relevância.

Cada vez mais, esses profissionais têm buscado orientação especializada para a elaboração de conteúdos com ética e responsabilidade, respeitando os limites do público e valorizando a seriedade e/ou urgência dos temas propostos em cada publicação. O aumento da interação é positivo, devido à possibilidade de captação de novos pacientes ou até mesmo pelas portas que se abrem em relação a parcerias e novos contratos, mas fica ainda mais fundamental, neste momento, por levar informação de credibilidade, gratuita e acessível para o maior número de pessoas, em um momento crítico, devido a pandemia do novo Coronavírus.

Por outro lado, é importante, sempre, pesquisar sobre os médicos e, claro, conferir outras opiniões, visto que a profusão de informações e o vasto ambiente em que elas circulam propiciam também o surgimento de dados questionáveis ou até mesmo falsos. “É preciso conhecer o médico ou a médica que está trabalhando as informações, inclusive pesquisando o número de registro do Conselho Regional de Medicina (CRM) e o Registro de Qualificação de Especialização (RQE) dos profissionais. É interessante buscar, também, as clínicas, hospitais ou consultórios em que atuam, além das indicações de outros pacientes. Isso é simples, hoje, na internet. Todavia, há muitos profissionais fazendo um trabalho muito legal nas redes sociais e todo mundo ganha com isso, principalmente as pessoas que procuram qualidade de vida e mais saúde”, comentou a Dra. Caroline Motta Aguiar, médica dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (CRM: 175434/ RQE 84833).

“De toda forma, precisamos lembrar que os Tik Toks, Reels, Stories e outras publicações são apenas para orientações simples. É sempre necessário sublinhar que eles não substituem as consultas, os exames, as conversas e os demais procedimentos em prol da saúde realizados nos hospitais e clínicas. É essencial procurar o serviço médico de confiança para iniciar ou dar continuidade a um tratamento com um profissional. Só assim é possível garantir mais efetividade”, acrescentou.

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