Artigo – 2023, o ano da interoperabilidade na saúde

Saúde e tecnologia se aproximaram ainda mais em 2022. Desde 2019, presenciamos um crescimento de 16% no número de healthtechs, que chegaram a 548 apenas na área da saúde, segundo pesquisa da Liga Ventures e PWC Brasil. A telemedicina, o monitoramento remoto do paciente, a IA (inteligência artificial) para os médicos e as tecnologias para a saúde mental registraram significativos avanços, beneficiando a vida de todos. Agora, chegou a hora de avançar ainda mais na interoperabilidade de dados na saúde, fundamental solução e grande tendência da Tecnologia da Informação neste setor.

A CTC, atenta a isto, expandiu sua área de atuação e investiu em RPA (automação de processos robóticos), IA, desenvolvimento ágil, qualidade de testes e healthcare. Firmamos uma parceria com Instituto HL7 Brasil, responsável pela criação de padrões internacionais para a representação e a transferência de dados clínicos e administrativos entre sistemas de informação em saúde. Juntos, trabalhamos em prol de promover e facilitar a interoperabilidade de dados na saúde brasileira, no âmbito público e privado.

A CTC também criou um cargo inovador na área de tecnologia em saúde no segundo semestre: o de CMIO (Chief Medical Information Officer), liderança essencial para auxiliar nossos clientes no exigente processo de #transformaçãodigital necessário para a interoperabilidade.

O primeiro grande resultado destas ações é a FastComm, plataforma lançada em novembro no 11º Conahp (Congresso Nacional de Hospitais Privados), em São Paulo. Esta solução opera com padrão de interoperabilidade HL7 FHIR, escolhido pela RNDS (Rede Nacional de Dados de Saúde), plataforma brasileira de troca de dados em saúde, o mesmo adotado pelo ConecteSUS, abrangendo todos os dados do SUS (Sistema Único de Saúde).

Através dela, healthtechs e instituições de saúde, de grandes hospitais e laboratórios a pequenas e médias empresas do setor estarão conectadas em um mesmo ecossistema. Todos os players interessados poderão, de forma totalmente segura, trocar dados de pacientes. Já temos 10 healthtechs e 5 hospitais conectados e esperamos alcançar 100 instituições de saúde ainda em 2023.

A pandemia escancarou alguns dos grandes desafios de hospitais no mundo todo. As vacinas, criadas em menos de um ano, são prova de como a tecnologia auxilia as tomadas de decisões, cada vez mais rápidas e assertivas.

A interoperabilidade é a grande tendência mundial em healthcare e será um amplificador da relação entre saúde e tecnologia. Ao interligar toda a cadeia de informações da saúde, conseguiremos olhar para o paciente de forma integrada, provendo informações em tempo real sobre seus antecedentes, alergias, diagnósticos prévios e história clínica. Isso trará segurança para o paciente, agilidade no atendimento e dados disponíveis para que os médicos tomem as melhores decisões possíveis.

 

 

Valter Lima é CEO da CTC

Redação

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