A doença cardiovascular é hoje uma das principais causas de morte entre pacientes que sobrevivem ao câncer a longo prazo, consequência direta do sucesso do tratamento oncológico e, ao mesmo tempo, de seus efeitos colaterais sobre o coração. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reconhece o problema desde 2011, quando lançou a primeira diretriz brasileira de cardio-oncologia. Quinze anos depois, a especialidade que une as duas áreas ganha um espaço dedicado na programação do Congresso Oncologia Américas 2026, que a Rede Américas promove entre os dias 6 e 8 de agosto, no Grand Hyatt, em São Paulo.
O tema de cardio-oncologia discute o manejo de complicações como trombose, morte súbita e hipertensão pulmonar em pacientes oncológicos, a escolha entre ecocardiograma, ressonância e tomografia para monitorar o coração durante o tratamento, e os riscos cardiovasculares específicos da terapia com CAR-T, uma das frentes mais novas e mais discutidas da onco-hematologia atual. A programação também traz as atualizações mais recentes do European Heart Journal sobre o tema. A sessão é coordenada por Flávio Cury e reúne, entre os palestrantes, a médica Susan Dent, convidada internacional.
“Vivemos um paradoxo positivo: tratamos o câncer com uma eficácia sem precedentes, e isso significa que mais pacientes vão viver o suficiente para enfrentar riscos cardiovasculares que antes nem apareciam. Preparar a cardiologia para esse cenário é uma das fronteiras mais urgentes da oncologia atual”, afirma Ana Paula Victorino, presidente do Congresso Oncologia Américas.
A segunda edição do congresso reúne mais de 200 especialistas palestrantes em seis salas de conteúdo simultâneo, com temas dedicados aos tumores de mama, pulmão, trato gastrointestinal, geniturinário, ginecologia, hematologia, pele e sarcomas, sistema nervoso central, cabeça e pescoço, pesquisa clínica e gestão em oncologia — além da própria cardio-oncologia. A abertura oficial fica a cargo de Antonio Buzaid, Diretor Médico Geral do Centro de Oncologia dos Hospitais Nove de Julho e Samaritano Higienópolis, da Rede Américas, juntamente com o vice-presidente de Oncologia da Rede Américas, Gustavo Fernandes.
“O Congresso Oncologia Américas foi concebido para promover discussões sobre os temas que hoje desafiam e transformam a prática oncológica. A onco-cardiologia representa um excelente exemplo dessa evolução, mostrando como o cuidado multidisciplinar é essencial para oferecer tratamentos mais seguros e preservar a qualidade de vida dos pacientes. Nesta segunda edição, reuniremos especialistas de diferentes áreas para compartilhar evidências, experiências e as melhores práticas que já impactam a assistência oncológica”, finaliza Ana Paula.
As inscrições são gratuitas: ensinoepesquisa.saudeamericas.com.br/app/oncologia-americas-2026


