Ciclo otimizado é tendência para a geração de receitas nas instituições de saúde

A palavra “glosa” virou um termo bastante comum dentro das instituições de saúde, e define a falta de pagamento de algum item que compõe a conta hospitalar de quem é atendido. Com o impacto na receita do hospital, a busca por soluções que zerem ou ao menos diminuam os prejuízos tem aumentado, e é nesse contexto que a tecnologia surge para automatizar processos.

De acordo com o Observatório Anahp 2023, o prazo médio de recebimento dos recursos devidos pelas operadoras de planos de saúde aos hospitais pelos serviços prestados é de 68,56 dias. A demora no recebimento se deve principalmente aos processos realizados de forma manual, que demandam tempo.

“Errar na cobrança agrega também um ‘reprocesso’ custoso e perigoso à instituição, além da manipulação excessiva de contas médicas. Quanto mais ajustar uma conta médica por cobranças indevidas, mais estará suscetível a falhas nas cobranças devidas”, explica Henrique Antunes, CEO da GIF Healthtech, empresa especializada na gestão inteligente da receita hospitalar.

Segundo o Observatório Anahp 2023, o índice de glosas aumentou no ano passado em relação ao ano de 2021. Em 2022, a média passou a ser 4,67%. Além disso, olhando para a perspectiva das operadoras, as despesas com clientes representaram 86% dos R$ 286 bilhões de faturamento das operadoras de saúde brasileiras em 2021, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A solução para otimizar os custos sem a perda da qualidade pode ser pensar em uma jornada contínua, desde a entrada do paciente na instituição até a realização da baixa financeira. Esse, inclusive, tem sido um dos métodos adotados pelos gestores brasileiros.

“Trazer inúmeros conhecimentos, como a gestão à vista, gestão fee for value e a gestão à vista é fundamental para uma jornada sem percalços, que pode gerar caixa para melhorias futuras. Além disso, atuar na etapa certa é fundamental”, encerra Antunes.

A aposta tem sido feita desde a entrada do paciente até a realização da baixa financeira, passando por processos como o fechamento massivo de contas que permitem a verificação instantânea daqui que está errado e o rápido ajuste.

O conceito de “jornada do ciclo de receita” compreende esse processo, e engloba conceitos como a automação do faturamento e realização de auditoria pós, além do controle comercial e análise preditiva dos dados. Tudo isso permite uma visão 360°, possibilitando a rápida identificação dos problemas.

Novas soluções

Motivado por essa tendência, a GIF apresentou para o mercado três novas soluções voltadas para a gestão da receita hospitalar:  Receita Inteligente, Auditoria Inteligente e Glosa Inteligente, que formam o Ciclo Inteligente da Receita.

A primeira, Receita Inteligente, já mostra ao faturista o que precisa ser feito quando ele pega a conta do paciente atendido. Tudo que seria pensado e revisado manualmente, como taxas, diárias, medicamentos, procedimentos, exames passa a ser desenvolvido pela solução.

Já a segunda, a Auditoria Inteligente, possibilita fazer uma auditoria dentro da própria conta. A solução propicia uma análise da conta e levanta pontos que não estão de acordo, realizando o embate e conciliação da conta.

A Glosa Inteligente, por sua vez, tem como principal objetivo trabalhar o processo de glosa, aquilo que o convênio não vai pagar, assim como fazer a baixa da conciliação com o que o hospital vai pagar.

Por fim, através do Ciclo Inteligente da Receita é possível contar com benefícios como a assertividade de 100% da cobrança, a automação para trabalho à distância, redução de interação manual na conta, um processo digital sem papel, antecipação de erros de processos, entre outros.

Redação

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