Cirurgião de Campinas leva tratamentos realizados na cidade para Congresso Europeu de Cirurgia de urgência, Emergência e Trauma

Técnicas de cirurgia e atendimento do Grupo Surgical, que atende em hospitais privados e públicos de Campinas (SP) e região, foram apresentadas e discutidas no 21º Congresso Europeu de Cirurgia de Urgência, Emergência e Trauma, que aconteceu de 24 a 26 de abril, em Oslo, na Noruega. Ao mesmo tempo em que o CEO do Grupo, Bruno Pereira, compartilhou experiências e protocolos adotados em Campinas, pôde ver o que está sendo feito de mais moderno no mundo para trazer aos pacientes atendidos aqui.

O cirurgião, que atua em Campinas, foi o brasileiro com maior número de participações no congresso, que é uma referência para os profissionais que atuam na área. No total, foram três apresentações e duas mesas de discussão de casos. O tema de maior importância apresentado por ele foi a palestra “Colecistite aguda – por que operar na primeira internação do paciente?”, afinal, esta é a cirurgia de urgência e emergência mais realizada no mundo. Apenas no ano passado, o Grupo Surgical realizou 608 procedimentos deste tipo nos hospitais em que atende.

Assunto polêmico, já que alguns serviços realizam a cirurgia após três ou quatro dias de internação, Pereira comprovou que quando o procedimento é realizado nas primeiras 24 horas, como é o protocolo do Grupo Surgical, as complicações são muito menores. “A maioria dos nossos pacientes com colecistite aguda (inflamação na vesícula) é operada nas primeiras 24 horas após a internação. Nós entramos com antibiótico e já agendamos a cirurgia. Isso faz com que os nossos resultados sejam muito bons em comparação com o descrito na literatura”, comenta. “A gente acaba tendo menos necessidade de intervir nesses pacientes, e as complicações também são menores porque a topografia da área que a gente opera está menos inflamada, portanto, a distorção anatômica, que é alteração na posição ou no formato, dessa região é menor”, explica. A colicestectomia – popularmente conhecida como retirada da vesícula – é considerada o tratamento padrão outro para a colecistite aguda.

Ex-presidente da Sociedade Mundial do Compartimento Abdominal e ex-diretor da SBAIT (Sociedade Brasileira de Atendimento Integrado ao Traumatizado), o cirurgião também apresentou um caso de trauma, ocorrido na região de Campinas, sobre um motociclista, que trabalha como segurança e sofreu uma queda de moto. “Levamos algumas curiosidades para discussão, como, por exemplo, que o motoqueiro estava usando um colete contra bala. Isso alterou a percepção do médico emergencista. Aproveitamos para levar ao congresso alguns insights, principalmente para as forças militares e táticas, sobre as possíveis lesões que podem ser causadas e mascaradas por causa do uso dessa vestimenta”, diz.

Considerado uma referência mundial em Síndrome Comportamental Abdominal, já que presidiu a maior sociedade médica sobre o tema no mundo, Pereira também falou sobre a importância de educar os médicos em relação ao diagnóstico e tratamento dessa doença. “Antigamente, o brasileiro e o latinoamericano pouco davam atenção a este problema. Depois de quase sete, oito anos de trabalho de educação na América Latina, a gente consegue mostrar uma melhora de conscientização em relação à síndrome compartimental e à hipertensão abdominal”, diz. As outras duas participações foram em mesas de discussões de caso.

“Para nós, é um orgulho muito grande poder compartilhar as ótimas experiências que temos em Campinas. Levamos o conhecimento, os aprendizados e os protocolos adotados aqui em nossa região. Ao mesmo tempo em que pudemos ver de perto o que está sendo praticado no mundo todo para fazer sempre melhorias nos serviços que prestamos”, comenta o cirurgião.

O Grupo Surgical atende no Hospital e Maternidade Madre Theodora, Hospital Santa Tereza, Hospital Irmãos Penteado, Hospital Beneficência Portuguesa, Hospital Renascença, Hospital do Coração e Hospital e Maternidade de Campinas, todos em Campinas, e Hospital e Maternidade Galileo, de Valinhos.

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