Dia Mundial do Câncer: o papel da medicina preventiva na cura e prevenção

Segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), publicados na “Estimativa 2020: incidência de câncer no Brasil”, a incidência e a mortalidade por câncer é o principal problema de saúde pública no mundo, sendo a doença um dos quatro principais motivos de morte antes dos 70 anos de idade na maioria dos países.

Criado por uma iniciativa global da União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) – e com apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) -, o Dia Mundial de Combate ao Câncer, comemorado em 4 de fevereiro, surgiu como uma forma de conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce desta doença, assim como incentivar um modo de vida saudável e preventivo.

Em 2018, a mais recente estimativa mundial – também apontada no relatório do INCA -, mostrou que ocorreram 18 milhões de novos casos de câncer no mundo, sendo que 9,6 milhões foram a óbito. Um dos motivos para esse índice de chance de cura ser menor que 50%, segundo a oncologista Camila Guerra, do Grupo NotreDame Intermédica (GNDI), é a falta de tratamento médico preventivo, que além de evitar o surgimento da doença, proporciona o diagnóstico precoce que facilita a cura.

“Um dos papéis da medicina preventiva é ajudar a evitar que procedimentos mais invasivos ocorram no tratamento das doenças e isso também se enquadra na prevenção e detecção do câncer. Além da prevenção primária, o paciente oncológico precisa buscar formas de impedir o avanço do seu quadro clínico, e esse também é um dos papéis que desempenhamos no tratamento destes pacientes nos Centros de Medicina Preventiva do GNDI”, explica a médica, que atua nos programas específicos de oncologia nas Unidades de Medicina Preventiva do Grupo, pioneiro há mais de 25 anos neste tipo de tratamento.

Hoje, os dados do INCA também apontam que o tipo de câncer mais incidente no mundo é o de pulmão, juntamente com o de mama, seguido pelo câncer de cólon, reto e próstata. O câncer também tem incidência maior em homens, representando 53% dos novos casos no mundo em 2018, e 47% em mulheres. Para a Dra. Camila, a busca por tratamentos preventivos é mais comum por pessoas do sexo feminino que, normalmente, recebem o diagnóstico precoce e ganham mais longevidade e chances de cura.

O movimento da medicina preventiva surgiu entre o período de 1920 e 1950 na Inglaterra, EUA e Canadá, e foi incorporado no GNDI em 1982, sendo o grupo a primeira empresa e a principal referência do assunto no país. Nos tratamentos preventivos de oncologia, a rede conta com equipes multidisciplinares especializadas nas Unidades de Medicina Preventiva, que apresentam infraestrutura adequada para a realização de atendimento médico multiprofissional, grupos de apoio e centro de infusão quimioterápico. Com a incorporação destes programas, os diagnósticos precoces aumentaram, interferindo em queda nas internações. No ano passado, ano do início da pandemia, o Grupo conseguiu dar suporte aos pacientes através da telemedicina e central telefônica de monitoramento, ajustando medicações e intensificando cuidados.

“A prevenção do câncer no paciente oncológico proporcionará maior chance de cura, porém, se a doença já estiver diagnosticada, precisamos oferecer a medicação certa no tempo adequado. Hoje, contamos com centros de Oncologia com equipes especializadas, tratamentos personalizados com medicamentos inteligentes que atuam diretamente no tumor, além de ambulatórios com equipe multidisciplinar que auxiliam o paciente oncológico nos cuidados além da quimioterapia, como nutricional, psicólogo, dor, entre outros”, explica a Dra. Camila Guerra.

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