EMBRAPII firma parceria com a ABIMO para incentivar inovação na área da saúde

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Para incentivar a indústria de equipamentos médicos e hospitalares a investir em Inovação, a EMBRAPII e a ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos) firmam parceria durante o 7º Cimes (Congresso de Inovação em Materiais e Equipamentos para Saúde), que acontece nos dias 22 e 23 de agosto, em São Paulo. O acordo pretende estimular projetos de PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) entre empresas e Unidades EMBRAPII, tornando a rede de Unidades EMBRAPII referência para atividades de pesquisa e inovação do setor.

Durante o encontro, que une representantes do governo, setor produtivo e pesquisadores do da área de saúde, também acontece uma Rodada de Negócios entre as Unidades EMBRAPII – centros de pesquisas de excelência do país – e empresas da área. “Estaremos no CIMES para conversar com o setor empresarial, entender quais são as necessidades e de que forma poderemos ajudar. A aliança é mais um passo neste processo. A maioria das empresas do Brasil não tem centro de PD&I. O acordo vai aproximar e estreitar as relações do setor com as Unidades EMBRAPII, que contam com infraestrutura de ponta e equipes de pesquisa capacitadas para atender as demandas do mercado”, declarou José Luis Gordon, diretor de planejamento e gestão da EMBRAPII.

Serão 25 Unidades presentes no CIMES – cada uma com área de competência definida, entre elas Inteligência Artificial, Nanotecnologia e robótica. A rodada de negócios permitirá que as empresas conversem com as unidades EMBRAPII e encontrem aquela que tem mais alinhamento com seu projeto.

Investimentos em saúde

O presidente da ABIMO defende que o apoio da EMBRAPII deva ser considerado pelas empresas ao traçar sua estratégia de PD&I e no desenvolvimento de novos produtos e tecnologia. “Cerca de 60% das nossas associadas são empresas com faturamento de até R$ 10 milhões por ano. E a parceria com a Embrapii é fundamental justamente por aumentar o volume de verba disponível para projetos de inovação”, comenta Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da ABIMO.

Desde 2013, a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) já investiu R$ 13,7 milhões em 49 projetos de PD&I para o desenvolvimento de novos de equipamentos médicos e odontológicos em parceria com empresas nacionais, o que corresponde a 1/3 de todo capital investido de R$ 41 milhões nos últimos 5 anos.

Em março, o Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 150 milhões para o desenvolvimento e pesquisa de produtos, processos, equipamentos na área médica para projetos EMBRAPII. Os investimentos podem ser utilizados tanto no desenvolvimento produtos e equipamentos voltados para cura, diagnóstico e prevenção de doenças quanto em tecnologia que permitam a melhora experiência do usuário, como desenvolvimento de software e aplicativos.

EMBRAPII

A EMBRAPII foi criada em 2013 com o objetivo de estimular a inovação na indústria brasileira, promovendo a interação entre instituições de pesquisa tecnológica e empresas do setor industrial. O seu modelo de atuação prevê o financiamento de até 1/3 do custo total de cada projeto aprovado, com recursos não reembolsáveis (ou seja, a indústria não precisa devolver o montante aportado) e o restante é dividido entre a indústria e as unidades EMBRAPII. Ao compartilhar riscos de projetos com as empresas, espera-se estimular o setor industrial a inovar mais e com maior intensidade tecnológica para, assim, potencializar a força competitiva das empresas, tanto no mercado interno, como no mercado internacional. O processo é ágil e sem burocracia. Atualmente, 42 instituições tecnológicas são credenciadas pela entidade.

Conheça alguns projetos EMBRAPII na área de equipamentos médicos:

Tratamento de Doenças Crônicas

No Brasil, cerca de 7,5 milhões de pacientes com DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) pessoas precisam utilizar oxigênio medicinal em suas residências. A Unidade EMBRAPII CESAR e a empresa Salvus estão desenvolvendo dispositivo de monitoramento de gases medicinais. O equipamento se conectar pela internet com os cilindros de oxigênio e transmitir os dados de consumo e estoque para o computador do gestor da empresa. A empresa realiza, assim, o gerenciamento remoto da carga. Além da melhoria da logística e economia de recursos, há também ganho para a segurança do paciente que necessita de oxigênio.

Reabilitação Neuromotora

A Unidade EMBRAPII CPqD e empresa Bioxthica estão desenvolvendo de sensores, softwares e óculos de realidade virtual (RV), para ser utilizada na reabilitação física e neurofuncional de pacientes com deficiências motoras decorrentes, por exemplo, de acidente vascular cerebral (AVC). O projeto permite ao usuário o controle desse ambiente simulado por meio do seu próprio smartphone.  Além de motivar o paciente, a intenção é oferecer uma ferramenta de auxílio ao trabalho do profissional de saúde para monitorar os avanços e resultados do tratamento e, eventualmente, ajudar na tomada de decisões.

Equipamentos Cirúrgicos

A Unidade EMBRAPII IF-BA e a empresa BARRFAB trabalham no desenvolvimento de um equipamento de Foco Cirúrgico em que o controle do campo de iluminação (ampliação, redução, mudança de cor etc) é feito eletronicamente, a partir de um simples e leve toque do cirurgião. O toque sensível substituirá o manuseio que exige movimentos (por vezes, bruscos), a participação de um médico –assistente, ou até mesmo que o cirurgião interrompa o procedimento para fazer a mudança focal. O novo equipamento garante maior segurança ao paciente, mais agilidade ao procedimento cirúrgico e que o profissional de saúde se mantenha concentrado na atuação direta da cirurgia.

Atendimento Domiciliar

A Unidade EMBRAPII Lactec e a pequena empresa D´Express desenvolveram um consultório odontológico portátil leve, ergonômico, eficiente e que respeita as normas técnicas de Saúde Pública. Com ele, é possível atender pacientes com dificuldade motora, como idosos e pacientes com Alzheiner, Parkinsom, AVC, entre outras. Também é uma possibilidade para alcançar uma parcela da população que não é atendida por profissionais da área, como aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas.

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