Equipe de Medicina Nuclear realiza primeiro tratamento com PSMA Lutécio-177 para câncer de próstata

Os pacientes com câncer de próstata metastático resistente à castração (CPRC) já podem contar com uma inovadora terapia oferecida pela Medicina Nuclear como opção à quimioterapia. A partir do uso da molécula PSMA-1 marcada com lutécio radioativo, em um processo de ionização, as células malignas do câncer de próstata são destruídas em um procedimento bastante simples realizado por medicação intravenosa. Além disso, poucos são os efeitos colaterais relatados, como boca e olhos secos. Há também bons prognósticos com relação a redução das lesões e até remissão da doença.

Em procedimento ambulatorial realizado no Hospital Santa Paula, em São Paulo (SP), em setembro de 2020, com o apoio do laboratório Delboni Auriemo – ambos do Grupo Dasa – o primeiro paciente com CPRC a realizar o procedimento apresentou ótima tolerância ao procedimento e nenhum efeito colateral significativo. A diminuição das metástases é esperada após a segunda aplicação, conforme relato do médico responsável e coordenador da Medicina Nuclear da Dasa e do Hospital Santa Paula, Dr. Dalton Alexandre dos Anjos. A equipe liderada pelo especialista é uma das 8 certificadas para a realização desta terapia no Brasil e tem mais de 12 anos de experiência em tratamentos com radiofármacos marcados com Lutécio-177.

Em trabalhos apresentados no último congresso americano de oncologia (ASCO) em junho de 2020, o PSMA Lutécio-177 proporcionou melhores respostas oncológicas (redução de PSA) e menos efeitos adversos graves quando comparado à quimioterapia.

É importante lembrar que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens, atrás somente do câncer de pele não-melanoma.

Estima-se que mais de 40% dos indivíduos diagnosticados com este tumor desenvolva doença metastática; apesar de na maioria dos doentes se verificar uma resposta inicial favorável à castração médica ou cirúrgica, pode ocorrer progressão para uma fase resistente à castração.

O diagnóstico precoce continua sendo a principal estratégia para melhorar as chances de tratamento.

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