Erro de diagnóstico contribui para aumento dos casos de câncer colorretal avançado antes dos 50 anos

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Um estudo organizado pela Colorectal Cancer Alliance, organização norte americana de apoio a pacientes com câncer colorretal indicou que casos avançados da doença em pessoas com menos de 50 anos foram, inicialmente, mal diagnosticados. A pesquisa mostrou ainda que 70% dos pacientes, precisou procurar mais de um médico para obter o diagnóstico da neoplasia. O Dr. Marcos Belotto, gastrocirurgião do Hospital Sírio Libanês repercute o problema. “O câncer colorretal tem apresentado um aumento significativo em pessoas mais jovens. Estudos já mostram uma possível relação desse aumento com hábitos como obesidade, sedentarismo, e consumo de alimentos considerados inflamatórios, como excesso de carne vermelha e alguns alimentos processados”, alerta.

A pesquisa aponta também informações importantes a respeito dos principais fatores de risco do tumor de intestino, conforme detalha Belotto. “Cerca de 30% dos entrevistados no estudo relataram um histórico familiar de neoplasia, e, 8% tiveram diagnóstico de síndrome de Lynch. Essa é uma síndrome que aumenta os riscos de desenvolvimento de câncer em geral”, pontua.

Além de analisar a dificuldade de diagnóstico do câncer colorretal, o artigo mostrou também que muitos dos entrevistados demoraram para procurar ajuda médica. ” Uma das informações mais alarmantes do estudo é o fato de que 60% dos entrevistados demoraram em 3 e 12 meses para procurar auxílio médico, e isso porque, não reconheciam esses sintomas como um possível câncer, por isso é importante procurar ajuda assim que os sintomas começarem e ficar atento aos exames de prevenção”, frisa o especialista.

Por ser um tipo de câncer com incidência alta, o tumor colorretal exige algumas medidas de prevenção importante, listadas pelo gastrocirurgião. “O rastreamento de lesão suspeita ou pólipos (tumor benigno que pode se transformar em câncer em 5 a 7 anos) é fundamental. A colonoscopia é um dos exames que detecta precocemente os tumores que agridem o cólon e o reto. A conscientização é um fator importante para a redução das mortes provocadas pelo câncer de intestino”, conclui.

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