Estudo inédito sobre Valor em Saúde no Brasil foi apresentado pela ABIMED

A partir das inquietudes da ABIMED a respeito do futuro da saúde no Brasil sob a ótica da ética e motivada pelos desafios jurídicos, de acesso e regulação, a entidade, em parceria com a consultoria global IQVIA, especialista em análises de informações sobre tecnologia e expertise humana na área de saúde, promoveu uma pesquisa entre os representantes do elo da cadeia do setor de saúde. O diagnóstico desse levantamento gerou o Paper ‘Valor em Saúde’ e, com o seu lançamento, a associação se consagra, no setor de produtos de alta tecnologia para saúde, como a precursora na implementação de uma agenda de valor em saúde no país, que depende de uma gama de fatores que englobam não somente as evidências e dados disponíveis, mas também ações e condições viabilizadoras, como o engajamento dos atores da cadeia com o tema.

O Paper ‘Valor em Saúde’ visa posicionar a indústria de tecnologia em saúde como parceira estratégica na implementação de novos modelos de remuneração na América Latina, com o objetivo de garantir melhores resultados em saúde da população e a melhor experiência do paciente, contribuindo também para a sustentabilidade do Sistema de Saúde. Foi um trabalho colaborativo e ao longo de 2020 foram realizadas entrevistas com mais de 30 líderes do setor em diversos estados do país, incluindo representantes de hospitais, convênios privados de saúde, gestores de saúde pública, sociedades médicas e acadêmicas e gestores de recursos humanos. O resultado foi um documento estruturado em três grandes frentes: desafios jurídicos, regulação e acesso que sinalizam como a indústria de tecnologia médica se encaixa neste novo contexto, considerando as particularidades e necessidades do sistema de saúde brasileiro.

De acordo com o presidente executivo da ABIMED, Fernando Silveira Filho, o ponto focal desse estudo aponta para a percepção das lideranças de que a existência única do modelo tradicional do pagamento por volume não é mais sustentável e que uma mudança gradual em direção a novos modelos se faz necessária. “A indústria como provedora de tecnologias em saúde tem papel ativo na construção de iniciativas e propostas de valor junto a outros atores da cadeia de saúde”, afirma.

Para lançar este estudo inédito do setor, foi realizado no dia 26 de julho o evento-debate online ‘Desafios para implementação de uma agenda de saúde baseada no Valor Brasil’. Participaram o diretor Real-World Insights da IQVIA, Guilherme Silva Julian; o diretor presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Rogério Scarabel; a superintendente de economia da saúde do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), Vanessa Teich; o superintendente de custos da SulAmérica Saúde, Aimar Tarrufi, o diretor de Relações Públicas e Acesso a Mercado da Medtronic Brasil, Igor Zanetti; e o diretor de Acesso a Mercado e Economia da Saúde da J&J, Silvio Junqueira, além da moderação de Fernando da ABIMED.

Para Vanessa Teich, “temos um longo caminho a seguir neste tema, que vem da necessidade de garantir a sustentabilidade e favorecer o paciente”, refletiu a executiva. Segundo Aimar Tarrufi, “é importante acompanhar a jornada completa do paciente para descobrir qual o desfecho desejado e, a partir disso, simplificar os modelos”. Rogério Scarabel reforçou a necessidade “de aprimorar o modelo de saúde para manter a cadeia de forma sustentável e que o foco seja o usuário”.

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