Estudos apontam que medicina preventiva reduziria custos de saúde no Brasil

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No 23° Congresso Internacional UNIDAS, que abordou novas perspectivas da Saúde e colocou 2020 como o divisor de águas no setor, tendo como destaque de abertura a expansão da Telemedicina no Brasil. Entre os especialistas convidados estava a Iron, especialista em telemedicina. Entre eles, a diretora da equipe médica da empresa Patrícia Vieira, a diretora do departamento de pesquisas da Iron Sandra Sassaki e a infectologista Ana Helena Figueiredo, que apresentaram dados importantes sobre o quadro de saúde no Brasil, apontando cenários comparativos do setor antes da pandemia e como o atendimento de saúde online se mostrou eficiente e cada vez mais importante, tanto para os cuidados de emergência, quanto para os acompanhamentos a longo prazo.

“O paciente tem uma cultura muito imediatista e focada na doença que o acomete, mas pensando a longo prazo e com um devido acompanhamento personalizado, podemos diminuir essas emergências e promover a saúde e o bem-estar da população”, explica Dra. Patrícia.

De acordo com os números da pesquisa feita pela Harvard Business Review, pacientes com doenças crônicas representam 50% dos custos no setor de saúde, episódios agudos vêm em seguida com 35% dos gastos, e o investimento com medicina preventiva gira em torno de 5 a 14%. “Com a promoção de saúde e a medicina preventiva, a gente consegue evitar casos de emergência espontânea, podendo salvar muitas vidas e evitando esses episódios agudos, que são os maiores custos das operadoras de plano de saúde no Brasil”, afirma Dra. Ana Helena Figueiredo.

A Iron possui um serviço direcionado para essa promoção de saúde, que conta com diversas equipes multidisciplinares. Cada uma com cinco profissionais (enfermeiro, farmacêutico, médico, nutricionista e psicólogo), planos estratégicos individualizados e médicos para qualquer necessidade, 24 horas por dia. O médico responsável entra em contato por telefone para coletar dados de saúde importantes como condições atuais de saúde e doenças crônicas e a partir dessas informações, o corpo médico definirá os cuidados voltados para qualidade de vida, promoção do bem-estar e prevenção de outras enfermidades, juntamente com os contatos dos profissionais que serão encarregados de monitorar todo o planejamento individual de cada paciente. O atendimento se dá por videochamada e inclui todas as fases de uma consulta: acolhimento, avaliação clínica, indicação do melhor cuidado para cada condição de saúde.

Um levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar realizado ano passado revela que, dos beneficiários dos planos de saúde no Brasil, cerca de 1,0 milhão são fumantes, mais de 1,0 milhão são portadores de diabetes, 2,9 milhões são obesos, 8,4 milhões apresentam excesso de peso e menos da metade dos beneficiários praticam atividade física. “O Brasil não tem uma estratégia de promoção de saúde. O paciente não entende sobre a importância do estilo e qualidade de vida e o quanto o serviço de medicina preventiva pode interferir na saúde dele, e os planos de saúde poderiam se beneficiar indiretamente desse serviço”, reflete a infectologista.

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