Fisioterapeuta alerta sobre as consequências de estalar o pescoço

Devido às atividades do dia a dia, é comum sentirmos a região dos ombros e pescoço sobrecarregados, com uma leve tensão ou travamento. Buscando alívio imediato, muitas pessoas costumam estalar essa região, girando o pescoço de um lado para o outro, porém tal prática pode trazer sérias complicações para a saúde incluindo riscos a vida. “Apesar de parecer algo inofensivo, estalar o pescoço é bastante perigoso, devido às articulações que compõem essa região. E em alguns casos, ao invés de gerar alívio, é possível que a pessoa agrave o quadro piorando o posicionamento da musculatura”, afirma Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico do ITC Vertebral de Guarulhos (SP).

No pescoço, passam artérias importantes para a circulação do sangue de todo o nosso corpo, e tal complicação médica, se dá devido ao movimento abrupto, que pode causar a interrupção da passagem do sangue e contribuir para a formação de coágulos. “O AVC está relacionado ao estalar, devido ao movimento feito de forma amadora, não medindo a intensidade e a pressão. Dependendo de como ele é reproduzido, pode causar descolamento da parede interna das artérias, responsáveis por levar o sangue ao cérebro, o que causa tal fatalidade”, explica.

Além do AVC existem outras complicações que podem acometer o corpo humano com a prática de se estalar, devido às terminações nervosas que estão presentes em todo o corpo. A repetição dos estalos pode também estar ligada a fatores psicológicos. “O hábito de estalar o pescoço pode causar fraturas nas vértebras, deslocamento de tendões e ligamentos, além de ser uma prática que pode indicar algum tipo de mania ou tique”, comenta.

Atualmente existem inúmeros métodos que podem ser feitos por profissionais, para aliviar a tensão do corpo, e de toda a região musculoesquelética, como a fisioterapia, alongamentos e pilates, além claro, da prática de atividade física. “No consultório, sempre reforço aos pacientes a importância de se manter ativo, praticando atividades físicas e tendo hábitos saudáveis”, conclui Bernardo.

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