Fonoaudiólogo: o que faz e como ele pode ajudar no tratamento contra o câncer

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Você sabia que algumas cirurgias para o tratamento do câncer e até mesmo a radioterapia podem ter impacto nas estruturas responsáveis pela fala, deglutição, mastigação e voz?

Frequentemente as pessoas não fazem essa associação, mas ela existe. O IBCC Oncologia atua para identificar, prevenir e avaliar essas questões e para oferecer a melhor forma de reabilitação.

Os fonoaudiólogos do hospital auxiliam o paciente a recuperar a deglutição de forma independente, assim como contribui para retornar a falar bem e ser compreendido.

Em pacientes oncológicos, sobretudo acometidos por câncer de cabeça e pescoço, os fonoaudiólogos atuam em conjunto com as equipes médicas, cirúrgicas, multidisciplinar, de internação e ambulatorial tanto para tratar alterações da fala como mastigação e deglutição, decorrentes da própria patologia  ou do tratamento que o paciente recebeu.

A coordenadora da equipe multidisciplinar do IBCC Oncologia, Laís Fonseca, ressalta “eles atuam na prevenção e na ocorrência da disfagia que é a dificuldade de engolir alimentos, saliva e líquidos e na voz, além de proporcionar a comunicação alternativa, usada quando o paciente está consciente porém não pode ou não consegue falar”, destaca Laís.

Além de ações de reabilitação, os fonoaudiólogos do IBCC Oncologia contribuem com o gerenciamento de riscos; com orientações aos familiares; com a participação na equipe multidisciplinar para auxiliar na obtenção de metas terapêuticas pré-determinadas; e com atuação em cuidados paliativos com foco no máximo conforto que podem proporcionar ao paciente de forma individualizada.

E hoje (09/12) se celebra o profissional encarregado por esse trabalho. A data foi instituída por meio do decreto de lei nº 6.965 de 9 dezembro de 1981 ocasião que houve a regulamentação da profissão no Brasil.

A fonoaudiologia ou terapia da fala, antes denominada logopedia é a ciência que tem como objeto de estudo as funções biológicas e comportamentais envolvidas na comunicação humana.

Entre elas estão as funções incluem as neurovegetativas relacionadas à mastigação, deglutição e aspecto funcional da respiração; as neurológicas ligadas ao desenvolvimento, aperfeiçoamento e distúrbio na audição periférica, central, cognitiva e vestibular; e na função estomatognática que envolve a mandíbula.

O Conselho Federal de Fonoaudiologia reconhece 11 áreas de atuação para o especialista. São elas:

– Audiologia: diagnostica e previne problemas de audição; realiza teste e faz reabilitação auditiva; seleciona e adapta aparelhos para correção de problemas auditivos.

– Linguagem: previne e trata distúrbios na fala e na escrita; trabalha com comunicação suplementar ou alternativa para auxiliar crianças com dificuldade de aprendizado da linguagem e adultos vítimas de acidente ou doenças graves que afetam a comunicação oral.

– Motricidade orofacial: avalia e trata problemas relacionados à sucção, deglutição, mastigação, respiração e fala.

– Voz: aplica técnicas para aperfeiçoar a articulação, respiração, entonação e pronúncia de pessoas que utilizam a voz em atividades profissionais e previne e trata problema como rouquidão.

– Saúde coletiva: intervém em políticas públicas e atua na atenção à saúde, nas esferas de promoção, prevenção e educação a partir do diagnóstico de grupos populacionais.

– Disfagia: avalia, define e/ou altera as condutas terapêuticas para ampliar as possibilidades de o paciente receber dieta por via oral seguramente.

– Fonoaudiologia educacional: estuda situações que contribuam para a promoção, aprimoramento e prevenção de alterações dos aspectos relacionados à audição, linguagem oral e escrita, motricidade oral e voz e que favoreçam o processo de ensino e aprendizagem.

– Gerontologia: realiza promoção da saúde do idoso para prevenir e avaliar os distúrbios relacionados à audição, ao equilíbrio, à fala, à linguagem, à deglutição, à motricidade orofacial e à voz nessa população.

– Fonoaudiologia neuro funcional: realiza avaliação, diagnóstico, prognóstico, habilitação e reabilitação fonoaudiológicas de pessoas em diferentes ciclos de vida com alterações neuro funcionais. Atua nas sequelas resultantes de danos ao sistema nervoso central ou periférico.

– Fonoaudiologia do trabalho: promove mudanças consecutivas na forma de organização do trabalho; leva em consideração a saúde e o aperfeiçoamento da comunicação humana; desenvolve programas de prevenção ocupacional; implanta programas de qualidade de vida do trabalho.

– Neuropsicologia: previne, avalia, trata e gerencia os distúrbios que afetam a comunicação humana relacionando-a com o funcionamento cerebral.

Vale lembrar que o fonoaudiólogo pode atuar em consultórios privados, hospitais públicos e particulares, escolas, centros de saúde, instituições e empresas.

Leitura complementar

TRATADO DE OTOLOGIA – 2ª EDIÇÃO

Editor: Ricardo Ferreira Bento

Coeditoras: Graziela de Souza Queiroz Martins e Mariana Hausen Pinna

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