Hospital Erasto Gaertner conquista certificação da Anvisa em segurança em UTI

O Hospital Erasto Gaertner é um dos principais centros oncológicos do estado do Paraná. A missão do hospital, localizado em Curitiba, é combater o câncer com humanismo, ciência e afeto. Na foto, UTI do HEG. Foto: Marcelo Andrade

Referência em tratamento oncológico no Sul do país, o Hospital Erasto Gaertner (HEG), de Curitiba (PR), atesta constantemente seu trabalho qualificado e creditado com certificações nacionais e locais. A instituição comprova sua excelência e segurança mais uma vez ao conquistar uma importante chancela que avalia a proteção oferecida ao paciente internado na UTI, a certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a segurança contra infecções hospitalares.

O reconhecimento foi obtido na Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente, cujos critérios consideram o controle de indicadores de estrutura, processo de trabalho e gestão de risco em relação à qualidade da assistência hospitalar com Unidade de Terapia Intensiva.

A diretora-geral do HEG, Dra. Carla Martins, ressalta que a pessoa atendida no Erasto está no centro de todo o cuidado dedicado pelos profissionais. “Seguimos um modelo de gestão da qualidade e de processos. Esse reconhecimento nos enche de orgulho e é um estímulo poderoso para que nossas equipes busquem a melhoria contínua e a segurança, desde infraestrutura aos processos assistenciais e de apoio”, comemora.

Carla Martins explica, ainda, que esse trabalho no Erasto faz parte de um projeto nacional com a participação de outras instituições de saúde e hospitais de referência no Brasil. Para a obtenção do resultado, foi adotada uma metodologia específica, conhecida como Ciência da Melhoria, a qual estabelece um programa de controle de infecção dentro da UTI que demandou ferramentas, controle, gestão de qualidade, sistema de medição apurada e mensuração semanal de indicadores.

“Esse esforço envolveu também a ronda da liderança. Participamos de treinamentos e visitas e rondas semanais e conversas com equipes técnicas e operacionais. A mobilização foi de todos: equipe médica, equipe de enfermagem e equipe multiprofissional da UTI. O engajamento da família do paciente também foi muito importante. Ela foi participativa nos cuidados. A permanência da família na UTI é mais uma barreira de segurança para o paciente. Atingimos com isso níveis consolidados e mantivemos, apesar da pandemia, esses indicadores dentro dos melhores níveis. Chegamos a quase mil dias sem infecção de sondagem vesical, sem pneumonia, sem infecção na corrente sanguínea associada a cateter”, disse.

Na avaliação de Dra. Carla, a metodologia é robusta a tal ponto de manter o HEG em destaque de benchmarking em UTI. “Isso significa que somos referência para as demais instituições. Vamos estender essa metodologia também para as demais unidades. É um resultado de um trabalho relevante de toda a equipe.”

Prevenção

Outro projeto implantado pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) é o ‘Juntos prevenindo e Controlando Infecção Hospitalar’ (JPCIH), que foi idealizado pela diretora-geral Carla Martins. O objetivo é estruturar metodologicamente conteúdo técnico científico para o aprimoramento da equipe assistencial, tornando-os controladores de Infecção.

“Fizemos um cronograma com assuntos mais específicos, como prevenção de infecção, higiene das mãos, sistema de precauções, microbiologia e uso racional de antibióticos em um  formato de uma pequena pós-graduação. O objetivo é qualificar os enfermeiros/técnicos de enfermagem para gerar mais segurança aos pacientes. As aulas são ministradas por vários profissionais da própria instituição.”

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