Hospital Santa Helena implanta protocolo para o tratamento de dor torácica

Médicos Natalino da Cunha, Luiz Mauro de Paula, Celmo Celeno Porto e Arnaldo Porto. Foto: Talline Cristina

Com o objetivo de oferecer maior segurança no atendimento aos pacientes, o Hospital Santa Helena (HSH), de Goiânia (GO), acaba de implantar um “Protocolo para Tratamento e Diagnóstico da Dor Torácica”. As diretrizes do novo protocolo, apresentado na quinta-feira (8) durante um evento realizado no Restaurante Árabe, serão seguidas por médicos do pronto-socorro, Unidade de Terapia Intensiva, cardiologia e hemodinâmica do HSH a fim de agilizar e aperfeiçoar a assistência a pacientes com dor torácica, um dos problemas mais comuns na clínica médica em todo o mundo e uma das causas mais prevalentes de internação, respondendo por cerca de 5% a 10% dos atendimentos em emergências nas unidades de saúde.

A palestra de apresentação do protocolo foi aberta pelo diretor clínico do Hospital Santa Helena, Arnaldo Lemos Porto. Ele explicou que a iniciativa de implantar o novo protocolo visa melhorar o atendimento ao paciente. “O que estamos buscando é aperfeiçoar o atendimento à dor torácica, visto que são em média 5 milhões de pessoas por ano que chegam aos prontos-socorros com queixa deste problema”, comentou. Os procedimentos previstos pelo protocolo, segundo Arnaldo Porto, são padronizados desde o acolhimento do paciente até o encaminhamento para os primeiros exames de sustentação ao diagnóstico.

O diretor clínico do HSH destacou que em hospitais com protocolos bem estruturados aumentam a qualidade do atendimento aos pacientes e ao mesmo tempo reduzem drasticamente as possibilidades de erros, como liberar pacientes com risco de morrer. “O protocolo será gerenciável e todos os dados mensurados para que no futuro possamos publicar os resultados, além de nos auxiliar para que no dia a dia consigamos avaliar a qualidade e aperfeiçoar cada vez mais os serviços prestados”, pontuou.

O cardiologista Flávio Borges de Oliveira palestrou na segunda parte da apresentação do protocolo. Ele ressaltou a importância de se estabelecer diretrizes comuns aos tratamentos no hospital a serem seguidas pelos médicos. “A primeira avaliação do paciente no pronto-socorro é fundamental para o sucesso do tratamento, por isso padronizamos esta avaliação desde a coleta de dados até a análise das informações coletadas”, salientou. Ele apresentou os critérios de classificação de risco previstos pelo novo Protocolo de Dor Torácica e elogiou o grau de excelência do Hospital Santa Helena no atendimento em cardiologia. “Nós somos um hospital terciário, de alta complexidade, mas com vocação para a cardiologia”, acrescentou.

A terceira palestra da apresentação do novo documento foi comandada pelo coordenador da clínica médica do hospital, Humberto Graner Moreira, médico cardiologista e intensivista. Ele afirmou que o protocolo pretende alinhar os procedimentos feitos por todos os profissionais envolvidos no atendimento ao paciente. “Seguir o protocolo eleva o nível de excelência do hospital e garante que o atendimento seguirá as mesmas regras, seja num sábado à noite ou em horário comercial”, disse.

Humberto Graner esclareceu que um dos desafios do protocolo é reduzir o tempo de permanência do paciente no hospital, seja na internação ou no pronto-socorro. Outro diferencial do novo protocolo, segundo ele, é a utilização da ferramenta Heart Score. “É um recurso atual, seguro e que auxilia o profissional durante a avaliação clínica para direcionar o fluxo do paciente”, argumentou. Ele ainda elencou outra ferramenta importante para auxiliar os médicos no diagnóstico de dor torácica e disponível no HSH: o exame de medição da troponina. “O resultado do exame de troponina sai em até 15 minutos, permitindo assim uma avaliação com segurança ainda na primeira hora do atendimento”, afirmou. O médico esclareceu que a presença da troponina indica que células cardíacas estão morrendo e a ocorrência de infarto.
 
Sinergia

O médico Paulo César da Silveira Filho, do HSH, enalteceu a iniciativa da direção do hospital em implantar o Protocolo de Dor Torácica e defendeu que as novas diretrizes irão definir o fluxo do paciente na unidade. “Acredito que há uma grande sinergia entre os profissionais e juntos vamos trabalhar para reduzir possibilidades de falhas, como altas indevidas”, observou.

​Ele acredita que o protocolo irá trazer bons resultados para o HSH e que um dos diferenciais do hospital é o bom relacionamento entre os médicos que mantêm sempre uma comunicação aberta e colaborativa. “Vamos auditar os prontuários da entrada à saída do paciente, sempre buscando melhorar a qualidade do atendimento”, disse. O médico lembrou que o HSH é um dos hospitais pioneiros no Estado e no país a adotarem o Heart Score. “Estamos oferecendo algo novo ao paciente, aquilo que os melhores do mundo oferecem em tratamento de dor torácica”, finalizou.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor insira seu comentário
Por favor insira seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.