Números dos laboratórios privados confirmam preocupação com segunda onda da Covid-19

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Foto: Pedro Vilela/Agência I7

Os números de exames da Covid-19 realizados pelo Grupo Pardini em todo o país e da taxa de positividade na primeira quinzena do mês de novembro chamam a atenção para a segunda onda da doença no Brasil. Com a maior capacidade produtiva do país para realização de exames moleculares para diagnóstico da doença, o laboratório recebeu mais de 26 mil exames nas última 48 horas. O Núcleo Técnico Operacional do Grupo, situado em Minas Gerais, tem capacidade para processar, por dia, 20 mil exames RT-PCR (padrão ouro para diagnóstico da doença).

A realidade é a mesma nos principais laboratórios privados do Brasil. Segundo a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, que representa 60% do setor, apenas nos últimos 15 dias houve aumento de 30% na procura pelos exames e de 25% na positividade.

Em um dos maiores laboratórios do país, considerando apenas os primeiros 15 dias do mês de novembro, foram realizados 95 mil exames no laboratório, um aumento de 29% em relação ao mesmo período de outubro. Além do aumento pela procura do exame, o avanço da taxa de positividade também subiu. Foi de 20 para 24% e alerta para a segunda onda da pandemia no país. São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro e Mato Grosso são, respectivamente, os cinco Estados que mais realizaram exames nos laboratórios do Grupo Pardini e que trazem as maiores taxas de positividade.

O Grupo Pardini foi um dos primeiros do país a realizar o exame RT-PCR e, desde o início da pandemia no Brasil, vem ampliando sua capacidade produtiva. Desde março, já foram 1,5 milhão e meio de exames realizados em todo o país, sendo um milhão somente do exame RT-PCR.

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