Impactos da pandemia na prevenção do câncer de próstata no DF

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Neste Novembro Azul, as informações sobre a prevenção do câncer de próstata no Distrito Federal não são nada animadoras.

Levantamento inédito do Sindilab do Distrito Federal, sindicato que reúne os laboratórios e centros de diagnósticos privados, com base em mais de 120 unidades de diagnósticos espalhadas pelo DF, aponta, no comparativo entre janeiro e outubro de 2020 com o mesmo período de 2019, diminuição de 45% nos volumes realizados de exames de sangue para avaliação do PSA, hormônio que em condições anormais podem indicar a presença da doença no organismo.

Este cenário, de acordo o farmacêutico e biomédico – presidente do Sindilab – Alexandre Bitencourt é preocupante, pois pode indicar maior prevalência de diagnósticos tardios da doença ao longo de 2021, o que pode sobrecarregar os sistemas públicos e privados de saúde. “É a maior queda histórica já registrada, representando uma verdadeira bomba-relógio para a saúde pública do DF”, afirma.

Na visão de Alexandre, neste momento o problema ainda está em uma fase inicial, sem grandes desdobramentos. Afinal, os exames utilizados para o tratamento da doença já instalada nos indivíduos não sofreram grandes oscilações.

“Registramos na fase mais críticas do contágio pelo Coronavírus em que o isolamento social foi mais restritivo uma pequena diminuição média de 10% em exames como ultrassom e urina específicos para o tratamento do câncer de próstata. Logo após a retomada das atividades observamos rapidamente uma estabilização”, explica.

Com base nos indicadores levantados pelo sindicato, no comparativo por gênero, as mulheres do Distrito Federal se mostram mais cuidados do que os homens em relação à saúde. A queda no volume de prevenção do câncer de mama foi de 12% em 2020 no comparativo com o ano passado.

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