Oclusão do apêndice atrial esquerdo é realizada pela primeira vez em Chapecó

Proporcionar aos pacientes procedimentos de alta complexidade e minimamente invasivos é o que a Unimed Chapecó (SC) tem buscado a cada dia. No mês de janeiro de 2021, foi realizado na cooperativa médica pela primeira vez o procedimento de oclusão do apêndice atrial esquerdo. De acordo com um dos médicos responsáveis, o cardiologista e eletrofisiologista, Dr. Alexander Dal Forno, a oclusão é um tratamento alternativo para a fibrilação atrial, uma doença na qual a formação de coágulos no interior do coração pode gerar grandes complicações, como a isquemia cerebral.

O procedimento é complexo e vem sendo feito no Brasil há alguns anos. Para sua realização, é necessário um laboratório de hemodinâmica e uma equipe treinada. O ineditismo do procedimento consiste também na prótese inserida por um pequeno corte na veia da virilha do paciente, que é utilizada para fechar o apêndice atrial esquerdo. Esta prótese impede que os coágulos formados alcancem a circulação da pessoa.

Participou do procedimento como orientador o médico cardiologista intervencionista Dr. Marcos Giuliano. De acordo com Dr. Giuliano, o tempo de cirurgia foi muito satisfatório. “Nós fizemos o procedimento em 50 minutos de pele a pele. Foi bastante simples, transcorreu como imaginávamos”, ressalta. Segundo o médico, a rotina para recuperação do paciente é que ele fique as primeiras 24 horas após a cirurgia na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com o uso de algumas medicações que ajudam na coagulação do sangue, e que no dia seguinte ele esteja no quarto. Em 48 horas, o paciente recebe alta e pode ir para casa.

O médico cardiologista intervencionista e cooperado da Unimed Chapecó, Dr. Julio Roberto Barbiero, um dos envolvidos no procedimento, explica que a cooperativa médica sempre buscou oferecer aos pacientes o que eles precisam para preservar a vida. “Aqui na Unimed Chapecó, investimos em tecnologia e em treinamento pessoal para dispor todas as alternativas possíveis aos nossos pacientes. Isso é fundamental para que possamos chegar nesse nível de complexidade. Fazer o básico bem feito e também avançar nessas questões mais complexas. Isso é o que nos motiva a cada vez ter mais vontade de inovar”, afirma.

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