Panorama da vacinação da Covid-19 no Brasil será debatido no Congresso Brasileiro de Alergia

“O Brasil está se recuperando muito no quesito vacinação da Covid-19. A oferta de vacinas aumentou e tendo em vista nossa capacidade de imunização, o número de pessoas vacinadas aumentou bastante. Temos hoje 2/3 da população com pelo menos uma dose e 1/3 com vacinação completa”. Essa é a visão do Dr. Jorge Kalil, Professor de Imunologia Clínica e Alergia da USP e um dos palestrantes do 48º Congresso Brasileiro de Alergia e Imunologia, que acontece de 30 de outubro a 1 de novembro no formato totalmente online.

A aula do Dr. Kalil trará o tema “Panorama e Perspectivas da Vacinação Covid-19 no Brasil e no Mundo/Vacinas Covid-19 – Como Estamos”. Abaixo, o especialista responde a algumas questões sobre a vacinação no Brasil.

Independentemente da marca da vacina, a terceira dose será necessária? No caso da Janssen, também será necessária a dose de reforço?

Os idosos e os imunocomprometidos não alcançaram o nível de imunidade possível com as duas doses de Coronavac. Veja que a vacina tem por volta de 30% de efetividade em pessoas acima de 80 anos. Estudos do meu laboratório de imunidade celular e anticorpos mostram que, a partir de 55 anos, não é adquirido o nível de imunidade aceitável. Por isso a necessidade de uma terceira dose para completar a vacinação. E deverá ser feita com outra vacina, preferencialmente a da Pfizer.

Outra questão é a dose de reforço que está sendo feita em outros países porque a imunidade está caindo e a variante delta está trazendo muitos casos novos. A Janssen foi utilizada em outra faixa etária e estudos estão sendo feitos nos EUA sobre a necessidade de ampliar a vacinação para este produto.

A imunização da Covid-19 deve seguir de forma parecida com a da influenza, ou seja, anual? Ou esse período deve ser mais curto?

Ainda não sabemos qual o prazo para as imunizações. Não temos dados suficientes. Depende também da circulação de novas variantes.

As variantes são um desafio para a imunização?

As variantes são um enorme desafio, pois podem escapar da resposta imune estabelecida pela vacinação. Vacinas melhores estarão disponíveis no futuro, que cubram as diversas variantes e que protejam não só da doença, mas também da infecção no nariz, pois mesmo imunizados podem se infectar e passar a doença para outras pessoas.

As pessoas que se recusam a se vacinar podem comprometer a chamada “imunidade de rebanho”?

Sabemos que na Flórida, por exemplo, 92% dos pacientes internados com covid-19 não são vacinados. Se houver muita gente não vacinada, o vírus continuará a circular e mais mortes ocorrerão.

Inscrições: congressoalergia2021.com.br/inscricoes

O evento será no formato online e é realizado pela Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia – ASBAI.

Redação

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