“Papo de Bar” reúne colaboradores de hospital para falar do câncer de próstata

O Time de Humanização do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV) criou uma maneira interessante de reunir os colaboradores da instituição para falar sobre a prevenção do câncer de próstata. Nesta sexta-feira (19), ocorreu o primeiro “Papo de Bar”, que teve direito a cerveja gelada, sem álcool, e petiscos. A ação incluiu a participação dos médicos Daniel Beltrame e Martin Bottene, que abordaram a importância da realização de exames periódicos e preventivos do câncer de próstata, desmistificando o tema num papo descontraído. O encontro foi no anfiteatro do HSV. Na semana que vem o evento terá mais uma edição.

Além da iniciativa, a instituição, que é referenciada para atendimento oncológico para Jundiaí (SP) e região, também iluminou sua fachada na cor azul, como forma de promover a conscientização e apoiar a causa. O hospital também está viabilizando a realização de exames gratuitos para seus colaboradores com mais de 45 anos.

Emocionado, acompanhante agradece equipe do Hospital São Vicente com doação de bombons

Bruno durante a entrega da homenagem para a equipe da USI Doces foram acompanhados de uma mensagem especial

Ser profissional da saúde envolve amor, compaixão, dedicação, coragem, resiliência e muita, mas muita estabilidade emocional. O medo, a angústia e a insegurança de pacientes e familiares, transformam o relacionamento entre eles e os heróis da saúde em algo único, unindo as histórias de vida de cada um e fortificando o laço construído entre eles. Na última semana, a equipe da Unidade de Suporte Intensivo (USI) do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo, recebeu uma linda homenagem do acompanhante Bruno Marino, que entregou 70 bombons como forma de agradecimento ao atendimento prestado a sua esposa.

A paciente Caroline Mendes Marino, de 29 anos, precisou de atendimento no último mês e, após 26 dias de internação, acabou falecendo devido a diversas complicações de saúde. Abatidos, os profissionais se emocionaram com a atitude do marido da paciente e juntos relembraram os momentos de alegria que passaram com Caroline. “Nos preparamos por anos para dar o nosso máximo aos pacientes e também aos familiares neste momento de fragilidade física e emocional. Existe um envolvimento com as histórias e, por isso, nos sentimos tristes com as perdas. Ao mesmo tempo, ficamos com nossos corações transbordando de amor quando conseguimos oferecer consolo aos familiares. Neste momento, com o carinho da família da Caroline, nos sentimos renovados para continuarmos nossa jornada”, conta a enfermeira Graciane Lima.

Durante a visita para entrega da homenagem, Bruno aproveitou para expressar sua gratidão. “Durante esses 26 dias, nos deram carinho e nos ofereceram palavras de conforto. Serei eternamente grato a todos que dedicaram suas vidas para manter ela viva, sempre limpinha e cheirosa para que quando chegássemos na visita estivesse tudo em ordem. Não tenho palavras para descrever essa equipe maravilhosa. É uma cesta simples, mas feita com muito amor, respeito e admiração. Cada bombom representa paz, luz e esperança. Tenho certeza que a Carol está orgulhosa de toda equipe de médicos e enfermeiros, assim como nós estamos”.

Reforçando o compromisso da instituição com a humanização, a enfermeira Daniele Gonzales, evidencia o importante papel dos profissionais no processo de acompanhamento tanto dos pacientes, quanto dos familiares. “A empatia é um sentimento que está presente em todos os momentos da assistência, tanto ao admitir um paciente ansioso com a internação, quanto ao medicar e explicar o porquê de cada medicação e suas possíveis reações. O nosso cuidado está além do físico, está em cada parte desse processo, ao dar banho, durante as trocas de roupas e até mesmo nos piores momentos. Foi assim durante todo o processo no cuidado da Caroline. Sabíamos da luta dela contra as doenças que possuía, do carinho do esposo que esteve presente todos os dias e do amor pelas filhas, que estava tatuado na pele. Expressamos em palavras o nosso carinho e respeito por toda a família”.

Para Bruno, que foi colaborador de instituição por quatro anos, falar da esposa é muito simples. “Estávamos juntos há 12 anos. A Carol tinha muita vontade de viver e nunca deixou se abater, mesmo com todas as morbidades que tinha. Era uma mulher verdadeira, guerreira, batalhadora, amorosa, carinhosa com a família e com as filhas”. Forte, o relato ainda ressalta o carinho com a qual a paciente será lembrada. “Nossas meninas terão orgulho da mamãe. Fazemos questão de falarmos para elas todos os dias o quanto a Carol batalhou para viver, para cuidar delas. Ela foi e para sempre será o grande amor da minha vida. Foi ela que me ensinou a amar e viver a vida com intensidade, quem me deu o maior presente de todos, que são nossas meninas”.

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