Prevenção de sequelas e reabilitação de pacientes graves de Covid-19 são tema de evento

Médicos alertam para sequelas da Covid-19 e uma possível pandemia de incapacidade

Para quem está do lado de fora de uma UTI, as formas graves da Covid-19 já são assustadoras. Quem presencia a evolução das condições dos pacientes e as sequelas que a doença provoca teme uma pandemia de incapacidade. Enquanto correm contra o tempo para salvar as vidas dessas pessoas, os médicos intensivistas se veem diante de um outro desafio: prevenir ou minimizar os danos irreversíveis e reabilitar os sobreviventes.

A  chefe do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre (RS), Roselaine de Oliveira, alerta que os profissionais precisam pensar nos desfechos a longo prazo. “Além do risco de morte, a Covid-19 pode comprometer a qualidade de vida dos sobreviventes que apresentaram formas graves. Além de sequelas físicas, como fraqueza muscular, observamos sequelas cognitivas, como demência, e de saúde mental: ansiedade, depressão, estresse pós- traumático. São danos tipicamente duradouros e que podem constituir uma barreira importante para o retorno destes pacientes às suas atividades plenas na sociedade, como os estudos, o trabalho, o lazer”, pontua a médica intensivista.

Para discutir e provocar uma reflexão sobre essas questões, a instituição promove o ‘I Seminário CTI Hospital Moinhos de Vento: Cuidando dos Sobreviventes de Formas Graves de Covid-19’. O evento científico reúne especialistas do hospital e convidados do Rio de Janeiro e de Salvador, que vão abordar a prevenção das sequelas e reabilitação dos pacientes.

O evento é online e acontece na próxima quinta-feira (10), a partir das 19h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do hospital.

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