SBP participa de reunião de entidades médicas com o presidente da República

A presidente da Sociedade Brasileira de Patologia, Katia Ramos Moreira Leite, compareceu à reunião nesta quarta-feira (27), às 11h, no Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília, de entidades médicas com o presidente da República, Jair Bolsonaro, acompanhado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, com as lideranças médicas do País.  “É um ato de diálogo entre a comunidade médica e o presidente da República”, diz Katia Leite, observando que participaram todos os presidentes dos Conselhos Regionais de Medicina e das demais sociedades de especialidades médicas.

O presidente da República anunciou que são estimados R$ 32 bilhões no ano que vem para a Secretaria de Atenção Primária. Ele destacou o programa Previne Brasil, criado em 2019, como um modelo de financiamento focado em aumentar o acesso das pessoas aos serviços de saúde de atenção primária, que são preventivos, como os de acompanhamentos de hipertensão arterial, diabetes e serviços de pediatria, entre outros. Também citou, entre outras realizações, que o seu governo criou e equipou 45 mil leitos de UTI. O presidente falou também da substituição do programa Mais Médicos pelo Médicos pelo Brasil, que prioriza a contratação de médicos brasileiros.

Os vetos do presidente à abertura de novas vagas em escolas médicas e da aplicação do teste de revalidação de médicos formados no exterior também foram lembrados pelo CFM. O número de escolas de Medicina mais do que quadruplicou entre 1990 e 2020, passando de 78 para 353, de acordo com Relatório das Escolas Médicas no Brasil do CFM, de 2020. Nesse processo, muitos novos cursos ficaram sem professores de algumas disciplinas, inclusive de Patologia, o que afeta a qualidade do ensino e, consequentemente, dos médicos formados dessa maneira e de seus atendimentos em potencial. “Somos contra a abertura de vagas porque não temos estrutura para formação de médicos nessa proporção”, comenta Katia Leite.

A SBP tem um convênio de Cooperação Técnica com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) do Ministério da Saúde pelo qual associados gratuitamente e voluntariamente proporcionam às mulheres indígenas, de 25 a 64 anos, em todo o país condições de agilizar os exames Papanicolau que detectam precocemente o câncer de colo de útero.

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