Telemedicina é apontada como principal marco no setor de saúde

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O enfrentamento do novo Coronavírus reafirmou a importância da tecnologia, voltando nossos olhares para ações por muito postergadas e que se tornaram fundamentais em tempos de pandemia. Esse foi o tema central da terceira edição do Anahp Ao Vivo, evento online organizado pela Associação Nacional de Hospitais Privados que contou com a presença de representantes da Saúde e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Em meio aos desafios enfrentados com o ainda crescente número de casos da Covid-19, o mundo voltou as atenções aos cientistas e aos adventos tecnológicos, sendo um dos principais a telemedicina, apontada de forma unânime durante o debate como uma indispensável ferramenta para o setor de saúde.

Doutora em Tecnologia da Informação e assessora do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Regiane Relva Romano, trouxe para o debate as iniciativas realizadas pela classe científica do Brasil. “As ações tiveram início em fevereiro, com a criação de um comitê para definir as prioridades desse enfrentamento. Estamos em contato diário e trocando melhores práticas com outros países”. Como entusiasta da inovação, Regiane reforçou o coro sobre a continuidade da telemedicina no período pós-pandemia.

A telemedicina também foi um dos principais temas apontados pelo presidente do Instituto Coalizão Saúde (ICOS), Claudio Lottenberg. “Períodos de revolução, como o que vivemos agora, tornam as mudanças ainda mais intensas. Espero que a telemedicina venha para ficar e supere toda a resistência em relação ao seu uso”, afirmou.

Defensor da inovação e do empreendedorismo, o médico e superintendente do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini destacou que mesmo na liderança de um hospital tradicional, segue integrando as inovações tecnológicas na rotina da instituição. “Os empreendedores devem ter a liberdade de inovar, com o foco em um desenvolvimento de resultado. Nosso objetivo final é sempre o bem estar e saúde do paciente”.

O diretor de Inovação do Hospital das Clínicas, Marco Bego, falou sobre a importância do ecossistema de inovação, além da inserção da tecnologia como mecanismo de diminuição dos custos do setor, visando a realidade financeira pós-pandemia. “A situação atual nos mostrou diversos caminhos da inovação que sabíamos que deveríamos entrar, mas não havíamos entrado. Saímos da nossa zona de conforto”.

Após seis meses da propagação de um vírus que mudou a rotina de diversos países, a ciência conquistou o protagonismo dos noticiários mundo a fora. Pessoas que há meses eram anônimas, em meio a tubos de ensaios e microscópios, vêm ganhando o merecido reconhecimento.

O encontrou apresentou o novo relacionamento que teremos com a ciência e tecnologia, agentes protagonistas na construção de soluções eficientes no enfrentamento da Covid-19. Além da eficácia, a tecnologia apresenta soluções que poderão ser integradas no “novo normal”, buscando salvar vidas e cuidar da saúde de toda população. Nesta vertente, o bate-papo entre players do setor mostrou ainda que a telemedicina veio para ficar e que terá espaço garantido em um mundo pós-pandemia.