Hospital da Bahia realiza procedimento inovador para tratamento minimamente invasivo do coração

O Hospital da Bahia realizou seu primeiro procedimento de reparo transcateter da válvula tricúspide com o sistema TriClip, tecnologia indicada para pacientes selecionados com insuficiência tricúspide importante. O procedimento representa um marco para a instituição e para a cardiologia estrutural no estado, sendo o quinto realizado na Bahia e o terceiro em Salvador. A realização do procedimento exigiu planejamento detalhado, integração entre diferentes especialidades e atuação coordenada de uma equipe multiprofissional altamente especializada, evidenciando a maturidade do programa de cardiologia estrutural do Hospital da Bahia.
Diferentemente da cirurgia convencional, o reparo com TriClip é realizado por meio de uma punção na veia da perna, sem necessidade de abertura do tórax. Com o auxílio de imagens em tempo real, pequenos clipes são levados até o coração e posicionados na válvula para ajudar suas bordas a se aproximarem, reduzindo o vazamento de sangue e melhorando seu funcionamento. A técnica é destinada a pacientes criteriosamente selecionados, especialmente aqueles que apresentam maior risco para procedimentos cirúrgicos convencionais.
Para o cardiologista intervencionista do Hospital da Bahia, Franco Benjamim, a realização do procedimento representa um avanço importante para a assistência cardiovascular no estado. “Essa inovação amplia as opções terapêuticas para pacientes com insuficiência tricúspide. É uma tecnologia que alia precisão, segurança e menor impacto para o paciente, refletindo a evolução da medicina cardiovascular”, destaca.
A insuficiência tricúspide ocorre quando a válvula localizada no lado direito do coração não consegue se fechar adequadamente, permitindo o refluxo do sangue. Entre os principais sintomas estão cansaço, falta de ar, inchaço nas pernas, retenção de líquidos e sensação de distensão abdominal, comprometendo significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Segundo o cardiologista intervencionista e coordenador do serviço de hemodinâmica do Hospital da Bahia, Bruno Aguiar, a complexidade da técnica reforça a importância da atuação integrada entre diferentes áreas da assistência. “Esse procedimento é resultado da integração entre tecnologia, planejamento e uma equipe multiprofissional qualificada. Mais do que incorporar uma nova técnica, o Hospital da Bahia reforça sua capacidade de oferecer tratamentos de alta complexidade, com foco na segurança e na qualidade do cuidado ao paciente”, afirma.
A instituição também recebeu médicos de diferentes cidades e estados que acompanharam o procedimento. O intercâmbio de experiências contribui para a formação de equipes, o aperfeiçoamento técnico e a ampliação do acesso a terapias estruturais de alta complexidade no país.
Com a realização do primeiro procedimento com o sistema TriClip, o Hospital da Bahia amplia seu portfólio de terapias minimamente invasivas e fortalece sua atuação como centro de referência em cardiologia intervencionista e estrutural. O investimento contínuo em tecnologia, qualificação das equipes e assistência multidisciplinar amplia as possibilidades de tratamento para pacientes de alta complexidade, sempre com foco na excelência assistencial, na segurança e no cuidado centrado no paciente.
Redação

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