Artigo – De ponta a ponta: o omnichannel torna-se essencial ao setor de saúde e bem-estar

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Medicamentos de alta complexidade, que podem salvar vidas caso obedeçam a condições específicas de armazenamento e cheguem ao paciente na hora certa, percorrem uma jornada repleta de etapas e complexidade logística. Entre o laboratório que desenvolve a medicação e o paciente que precisa recebê-lo em um momento específico existe uma cadeia formada por distribuidores, representantes comerciais, farmacêuticos, médicos, clínicas e hospitais. Cada elo responde por uma etapa dessa jornada que, em muitos casos, pode cruzar o país ou até mesmo transcendê-lo. A omnicanalidade surge como um requisito essencial na transformação digital para que esses e outros processos sejam cumpridos à risca.

O termo omnicanalidade designa capacidade de agir e integrar diferentes canais de atuação, garantindo uma experiência unificada ao consumidor. Na área de saúde, especificamente, na busca por se tornar omnichannel, o avanço tecnológico é importante, mas responde apenas por parte do processo. Antes de tudo, é necessário que haja interconectividade, que os stakeholders do setor participem da cadeia de forma unificada, contando com informações que possibilitem identificar e eliminar gargalos e situações de ruptura, bem como, os pontos que precisam ser melhorados, as preocupações dos profissionais envolvidos e o que pode beneficiá-los a médio e longo prazo. Ainda que sua participação seja apenas em uma etapa no ciclo de negócios, é vital entender todos os estágios.

Para se consolidar no setor, empresas, profissionais e organizações precisam contar com parceiros capazes de dialogar com cada um desses canais, oferecendo soluções e know-how que não apenas resolvam os problemas rotineiros, mas que também acrescentam valor e experiência ao negócio, em linha com os preceitos da indústria 4.0, que, aliás, cada vez mais revoluciona o setor farmacêutico.

Com visão global e logística bem estruturada, fica mais fácil integrar e promover relacionamentos entre todas as companhias presentes na cadeia, garantindo que o produto fabricado na região Sudeste seja devidamente entregue ao paciente na região Sul na velocidade requerida para cada tipo de produto. Existem situações em que um paciente depende da chegada de um produto para a realização de uma cirurgia ou outro procedimento médico e isto implica no cumprimento de uma série de processos que devem ser executados no tempo previsto.

O Conceito de HUB de negócios foi criado para identificar a empresa capaz de integrar os stakeholders da cadeia, desde o fabricante até o consumidor final, seja ele um paciente ou comprador de produto de higiene. Em suma, o modelo se sustenta pela efetiva conectividade que somente pode ser proporcionada por meio de um processo altamente qualificado, ágil e seguro.

 

 

 

Bruna Silvestro Franco é Diretora Comercial da Interplayers, Hub de Saúde e Bem Estar

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