Artigo – Sim, é possível economizar com a manutenção de equipamentos hospitalares

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O custo de ter um equipamento médico é muito alto. E não falo só das parcelas para adquiri-lo. A manutenção desses aparelhos também está atrelada a altos valores, mas ela é essencial tanto para a segurança dos pacientes e profissionais da saúde, quanto para garantir o funcionamento das máquinas e, consequentemente, daquele setor da clínica ou do hospital.

No Brasil, o prazo de garantia legal obrigatório para todos os produtos duráveis é de 90 dias, cobrindo defeitos e vícios. O lado bom é que algumas vezes, dependendo do valor e complexidade do equipamento, as fabricantes chegam a oferecer garantias de um a dois anos. Mas é claro que, se o problema for ocasionado por mau uso, a empresa não se responsabiliza pelo conserto e ainda pode invalidar o restante da garantia.

Por isso, quem tem ou opera equipamentos hospitalares precisa conhecer as boas práticas para fazer o uso correto desses dispositivos. E muita gente já escorrega no primeiro passo, que é a leitura do manual. É fundamental verificar quais as condições de funcionamento do equipamento e seguir o protocolo de manutenção preventiva — de tempos em tempos (geralmente entre seis meses e um ano de uso) é necessário realizar esta manutenção para evitar o desgaste precoce do aparelho.

A manutenção preditiva também é uma importante aliada à performance dos dispositivos médicos. Nela, os técnicos utilizam as informações dos sensores do equipamento ou de medidores externos para detectar quais peças estão no fim da vida útil, para trocá-las antes que estraguem e interrompam o funcionamento das máquinas. Tanto a manutenção preventiva quanto a preditiva são programadas, então dá para fazer um cronograma e preparar a clínica ou hospital para o período em que o aparelho ficará parado.

E quando a garantia expira? É possível recorrer à própria fabricante, que vai direcionar para a assistência autorizada. Outras empresas prestam o serviço de assistência técnica de equipamentos médicos em geral, sem necessariamente estarem ligadas às marcas. Na hora de optar por elas, é importante analisar sempre, além do custo, a segurança. A assistência precisa ter um registro ativo no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA), bem como um responsável técnico. Outra dica é buscar pelas avaliações online da empresa, quando houver. Infelizmente este setor não tem uma presença digital muito relevante, então a instituição de saúde acaba dependendo de indicações de conhecidos na maior parte das vezes. Quando a garantia expira é que as manutenções preventivas e preditivas mostram sua eficiência, pois o valor delas é muito baixo se comparado ao custo da manutenção corretiva e o tempo em que o equipamento ficará parado.

O aluguel de equipamentos médicos é uma alternativa aos altos custos de manutenção — no caso de um ultrassom, uma preventiva pode chegar a R$ 3 mil, enquanto em uma manutenção corretiva, que envolva troca de peças ou reparo em placas, só a mão de obra pode chegar a R$ 15 mil. A maioria das empresas que têm no portfólio o serviço de locação inclui também a assistência técnica garantida e até podem emprestar uma outra máquina para não deixar a instituição na mão durante o período do conserto. Na Rentsy, primeira plataforma focada no aluguel de equipamentos hospitalares, é possível fazer cotações de todos os tipos de dispositivos, como monitores de sinais vitais, aparelhos de ultrassom e tomografias computadorizadas. E os planos de aluguel sempre incluem a assistência técnica, com prazo de atendimento.

O essencial é: tenha sempre uma boa assistência técnica para contar. Isso irá diminuir o tempo em que o seu equipamento ficará parado e você conseguirá ofertar o melhor serviço para os seus pacientes.

Thiago Roberto Goularte é engenheiro eletrônico, especializado em Engenharia Clínica. Tem experiência como responsável técnico de assistências na área de dispositivos médicos. Atualmente, é sócio-diretor da Rentsy, marketplace de aluguel de equipamentos médicos

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