Biópsia líquida pode melhorar a qualidade de vida de transplantados de coração no INC

Um dos principais centros de transplante de coração do Brasil, o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) vai iniciar uma pesquisa com a chamada biópsia líquida, que deve beneficiar pacientes transplantados.

Após o transplante, os receptores do órgão precisam se submeter periodicamente a exames que avaliam se o seu organismo não está rejeitando o coração doado. Hoje o exame é realizado por meio de cateter inserido, que retira pequenos pedaços do coração para serem biopsiados em laboratório.

A biópsia líquida vai substituir esse método invasivo por uma simples coleta de sangue. A equipe do INC vai analisar o sangue do transplantado por meio do sequenciador de DNA de última geração do Instituto.

“Se o sequenciamento identificar DNA circulante do doador na amostra de sangue, isso pode indicar que o coração transplantado está sendo rejeitado pelo organismo do receptor. O caso contrário indica que as células do coração transplantado estão íntegras”, destaca a Dra. Helena Cramer, coordenadora de Ensino e Pesquisa do INC.

O estudo será financiado com verba de um edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) para instituições de ciência e tecnologia, como o INC. A pesquisa está prevista para começar já em dezembro e deve durar dois anos.

Nesse período, os novos pacientes do Instituto submetidos a transplante de coração farão tanto a biópsia tradicional como a com a nova técnica. A hipótese do estudo é que o novo método tem o mesmo nível de eficácia do tradicional na identificação de rejeição ao coração transplantado.

Se for confirmada a efetividade do método, a ideia é que a biópsia líquida passe a ser o padrão, o que representará um ganho expressivo de qualidade de vida para os transplantados, ressalta Helena Cramer.

O INC realiza anualmente em média 20 transplantes de coração.

Redação

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