Campanha Agosto Dourado visa fortalecer amamentação por meio da educação e apoio

Considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a estratégia que, isoladamente, mais contribui para a diminuição da mortalidade infantil em todo o mundo, a amamentação proporciona segurança alimentar às crianças desde o início da vida. Prevenindo infecções, o leite materno pode reduzir em até 13% a mortalidade por causas evitáveis em crianças menores de cinco anos.

Além de promover um vínculo entre mãe e filho, independentemente do cenário, o gesto é comprovadamente benéfico também à saúde da mulher, que tem as chances de desenvolver um câncer de mama reduzidas entre 4,3% e 6% a cada ano que amamenta, conforme estudo publicado pela revista científica Lancet.

Para promover e incentivar o leite materno como alimento exclusivo até o sexto mês de vida, a OMS, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), criou a Campanha Agosto Dourado, que promove ações de incentivo ao aleitamento materno em todo o mundo.

Dra. Anatália Basile, coordenadora geral do Programa Parto Seguro à Mãe Paulistana, gerenciado pelo CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, explica que a cor foi escolhida para representar a campanha pelo fato de o leite materno ser considerado por especialistas “padrão ouro de qualidade”.

Entre as ações promovidas pela campanha está a Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM), realizada entre os dias 1º e 7 de agosto, que neste ano tem como slogan “Fortalecer a amamentação – educando e apoiando”. “O suporte e a educação são considerados bases fundamentais para o desenvolvimento dos bebês e a proteção do aleitamento materno”, explica.

Pandemia

Neste ano, a cartilha da Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno (World Alliance for Breastfeeding Action – WABA) traz como destaques os danos à causa gerados pela pandemia de Covid-19 e os conflitos geopolíticos que se ampliaram, aumentando as desigualdades.

Conforme a publicação, essas questões levaram mais pessoas à insegurança alimentar, e as limitações à capacidade do sistema de saúde deixaram lacunas no apoio à amamentação, já que faltaram profissionais para apoiar o aleitamento materno devido à doença.

Outro ponto de destaque da cartilha são as regras de distanciamento físico, que significaram menos contatos para alguns pais, resultando em menos conhecimento e menos oportunidades para aconselhamento em amamentação.

“No entanto, além das problemáticas abordadas, o material é muito rico e também conta com conteúdo educativo acerca da amamentação, que pode ser utilizado tanto para puérperas como para os pais, e rede de apoio à lactante, como chamamos o grupo de pessoas que contribui de alguma forma com a mãe”, reitera Dra. Anatália.

Parto Seguro

De acordo com a especialista, no Programa Parto Seguro, presente em oito hospitais da rede municipal de saúde, os colaboradores são capacitados para auxiliarem a mãe, o bebê e seus familiares no manejo do aleitamento materno.

Entre as ações práticas, os profissionais do programa orientam as mães sobre como reconhecer os sinais de fome de seu bebê, capacidade gástrica, apoio e orientação à mãe no posicionamento e pega correta da mama. Eles também ensinam a mãe como massagear e realizar extração de leite da mama, quando necessário.

“Também oferecemos informações relevantes às mulheres, além de ajuda prática, intensificando o processo antes do nascimento e durante toda a internação, para que a mãe saia da alta fortalecida para essa importante prática, que é o aleitamento materno”, finaliza.

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