Centro de Saúde Escola cria projeto de musicoterapia para acolher usuários

Não restam dúvidas de que a música é capaz de proporcionar benefícios físicos. A ciência tem comprovado cada vez mais sua eficácia no tratamento de alguns problemas de saúde. Um exemplo é o experimento criado pela enfermeira e pesquisadora especialista em Saúde Pública, Eliseth Leão, que usa a música como forma de cura para a dor de cabeça tensional, um tipo comum de cefaleia.

Com a finalidade de promover melhor acolhimento e humanização, o Centro de Saúde Escola (CSE), unidade auxiliar da Faculdade de Medicina de Botucatu-Unesp (FMB), iniciou um projeto que leva música a seus usuários. “Tem início na sala de grupo e expande-se para a sala de espera, sendo as músicas escolhidas pelos participantes e improvisadas por eles, possibilitando trocas e um espaço acolhedor”, explica Cíntia Aparecida de Oliveira Nogueira, psicóloga da unidade.

O projeto é coordenado por residentes, estagiários e colaboradores da comunidade. Por estar em fase inicial, a iniciativa está arrecadando instrumentos musicais (corda, sopro, percussão) para se consolidar e estender o serviço.

De acordo as residentes Bárbara Molck e Márcia Caroline dos Santos, “o projeto visa proporcionar meios de socialização e resgate de identidade, facilitar a construção de vínculos afetivos, ampliar a autonomia dos usuários e suas vivências pessoais”.

“A música na sala de espera proporciona acolhimento, reconhecendo sua utilização e aplicabilidade no cuidado em saúde na vida das pessoas, intervindo em seu bem-estar físico, psicológico e participação social. A influência que a música exerce no cuidado em saúde na sala de espera contribui com a redução da ansiedade, do estresse, da dor, dos quadros de depressão, dos níveis de pressão arterial, além de melhorar o índice de aleitamento materno, relaxamento e autoestima”, afirma Cíntia.

Os encontros são realizados às sextas-feiras no período da manhã, sendo um grupo aberto com usuários e acompanhantes presentes na sala de espera do CSE, que possuem ou não habilidades musicais.

Matéria originalmente publicada na Revista Hospitais Brasil edição 92, de julho/agosto de 2018. Para vê-la no original, acesse: portalhospitaisbrasil.com.br/edicao-92-revista-hospitais-brasil

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