Com cirurgias eletivas represadas, cirurgias de urgência e emergência batem recorde em Campinas

O número de cirurgias de urgência e emergência em janeiro deste ano (190 casos) foi 43,9% maior que em janeiro do ano passado, quando foram registrados 132 casos. Os dados, de nove hospitais de Campinas, Valinhos e Vinhedo, foram divulgados pelo Grupo Surgical, que registrou, no mês passado, o maior número mensal deste tipo de procedimento desde o início das suas atividades, em 2016. Segundo a equipe, este aumento provavelmente está relacionado à pandemia, que causou um represamento de cirurgias eletivas e diagnósticos precoces, o que acabou contribuindo para o agravamento dos casos.

“A pandemia trouxe vários reflexos para as cirurgias de emergência e emergência. Na fase em que as pessoas estavam com mais medo, nos deparamos com casos mais graves. Percebemos que elas esperavam mais tempo em casa antes de procurar o hospital, e isso piorava o quadro de maneira geral”, explica o cirurgião de urgência e emergência e CEO do Grupo Surgical, Bruno Pereira. “Mas este aumento de janeiro, parece estar relacionado ao fato de as cirurgias eletivas terem ficado represadas no ano passado, o que acabou transformando muitas delas em cirurgias de urgência. Paralelamente a isso, muitos pacientes tiveram mais dificuldade para fazer exames nesse período, o que acabou atrasando o diagnóstico”, pondera Pereira.

Apesar de janeiro deste ano ter registrado o recorde de cirurgias de urgência e emergência, o Grupo já vinha sentindo uma tendência de alta neste tipo de atendimento. “Nós tivemos uma redução nessas cirurgias nos meses de abril, maio e junho, quando as pessoas estavam com muito medo de procurar hospital. A partir daí, todos os meses foram superiores que os mesmos meses do ano anterior, mas nenhum aumento tão significativo quanto de janeiro”, comenta.

Cirurgias eletivas

O Grupo registrou uma queda de 28,3% no número de cirurgias eletivas em 2020, se comparado a 2019. “Por um período, as cirurgias eletivas foram suspensas e realizadas apenas em casos muito necessários. Alguns hospitais retomaram, mas de forma mais moderada, então, ainda não voltamos ao ritmo normal de eletivas. Nossa prioridade, na pandemia, é garantir atendimento e leitos para os casos de urgência e emergência”, destaca.

Sinais de alerta

De acordo com Pereira, algumas doenças podem se agravar em poucas horas e colocar a vida do paciente em risco. Por isso, é muito importante procurar um serviço médico se apresentar sintomas como mudança no hábito intestinal, que pode ser tanto constipação quanto diarreia, dor abdominal insistente, cólica forte, sangramento ou escurecimento das fezes, vômito com sangue, falta de apetite, náusea e dor abdominal migratória. “As pessoas realmente não devem ir até um hospital por motivos simples, mas alguns sintomas, como esses, não podem ser negligenciados. Quanto mais precoce o diagnóstico, menores os riscos, tanto cirúrgico quanto pós-cirúrgico, reforça.

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