Combate às Fake News na área da Saúde é urgente

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Pesquisa realizada em setembro deste ano pelo Ibope em parceria com sociedades médicas e Avaaz confirmou que mais de dois terços (67%) dos brasileiros envolvidos no questionário acreditaram que pelo menos uma das dez notícias falsas (Fake News) sobre vacinas que tem sido divulgadas nas redes sociais e internet eram verdadeiras, entre elas de que há boa possibilidade das vacinas causarem efeitos colaterais graves a quem recebe a imunização.

O montante registrado é grave já que, segundo o superintendente médico do Hospital Aliança e professor titular de Gastro-Hepatologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Dr. Raymundo Paraná, “não há qualquer comprovação científica de que a vacinação faz mal à saúde ou que existe qualquer vínculo com o autismo.

“A vacinação salva vidas e mudou a história das endemias em vários países. Algumas vacinas podem ocasionar raros problemas de alergias e raríssimos problemas clínicos principalmente com a vacinação utilizando vírus vivo. Contudo, são situações raras e muito pontuais. Não há qualquer dúvida de que o risco da vacinação é infinitamente menor do que o seu benefício.”, ressalta o hepatologista.

Entre as notícias falsas da pesquisa que mais enganaram a população, 24% acreditou nos efeitos colaterais graves, 20% de que as vacinas causam as doenças que dizem prevenir, e 19% de que as mulheres grávidas não podem se vacinar, sendo que existe um calendário específico para as mesmas.

Faça parte do combate

Para evitar a disseminação das Fake News e não ser vítima delas, é sempre importante checar as informações antes de divulgá-las e se consultar com o médico antes de começar qualquer tratamento que esteja sendo veiculado nas redes sociais. Um profissional competente é a melhor fonte para iniciar tratamentos benéficos à sua saúde.

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