Covid-19: Nova terapia associada à diálise minimiza recursos hospitalares e melhora atendimento

A pandemia de Covid-19 colocou no centro das atenções as tecnologias usadas para auxiliar no tratamento de problemas respiratórios, como a Síndrome de Angústia Respiratória do Adulto (SARA) e DPOC. Entre as questões levantadas, está a importância de equipamentos avançados para garantir a oxigenação dos pacientes.

A B. Braun, multinacional especialista em soluções médico-hospitalares, está implementando em instituições de saúde do Brasil o ECCO2R, uma opção de melhor custo-benefício, facilidade em uso e que tem como objetivo reduzir o tempo de internação e a necessidade de procedimentos mais invasivos.

A ECCO2R é, de forma simplificada, uma membrana acoplada a uma máquina de diálise que promove a remoção do excesso de gás carbônico (CO2) no sangue. “Dependendo do grau de lesão pulmonar podemos observar que o pulmão consegue garantir oxigenação sanguínea (oferta de oxigênio para o sangue), mas em contrapartida não consegue retirar o gás carbônico que acaba sendo retido no sangue do paciente. Sabemos que o gás carbônico é extremamente tóxico para o organismo, o que justifica a importância da terapia”, explica o nefrologista Dr. Douglas Gemente, consultor médico de diálise na B. Braun.

“O foco da terapia com o ECCO2R é prevenir a intubação, que é quando você coloca o paciente na ventilação mecânica. Naqueles que já estão intubados, o foco é proporcionar uma ventilação protetora. Ou seja, deixar o pulmão repousando para que o paciente tenha uma melhor recuperação e possa retornar à ventilação espontânea mais rapidamente. Quando paciente é intubado, aumenta a mortalidade, o custo e o tempo de permanência em UTI. A extubação precoce é um fator importante para a sobrevida do paciente na UTI”, avalia.

O filtro ECCO2R quando indicado deve ser utilizado na máquina de diálise da B. Braun, OMNI, existente nos maiores hospitais. Um dos diferenciais do ECCO2R no aparelho da B. Braun é que ele fica localizado antes do filtro de diálise, assim o sangue passa primeiro na membrana oxigenadora e depois no filtro de diálise (figura 1). “Isso é mais benéfico, para o paciente, pois proporciona maiores fluxos de sangue, reduz o risco de coagulação do sistema, melhora o equilíbrio do ácido básico e mantém o sangue em uma estrutura mais fisiológica. Além trazer mais benefícios ao paciente, aumenta a segurança da terapia”, explica Douglas Gemente.

A terapia, já estabelecida com sucesso em países da Europa, se mostrou efetiva e segura no tratamento dos pacientes com insuficiência hipercapnica decorrente da Covid-19, e no Brasil ainda não está disponível no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

“Buscamos sempre recursos para melhorar a jornada do paciente e a tecnologia ECCO2R é um dos avanços que nos auxiliará a proporcionar melhor suporte ventilatória aos pacientes com insuficiência respiratória hipercapnica em ambiente de terapia intensiva”, avalia o médico.

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