Em congresso internacional, acreditadora de instituições de saúde compartilha os benefícios da saúde digital

Realizado nos dias 16 e 17 de junho, o Digital Health Tech Summit 2021 reuniu grandes líderes e referências do setor da saúde da América Latina para compartilharem suas visões e experiências sobre os mais recentes avanços tecnológicos desse campo.

O evento, que ocorre anualmente, apresenta modelos de gestão na saúde com ênfase nos objetivos estratégicos de clínicas reconhecidas, centros médicos e hospitais que estão transformando sua estrutura em um ecossistema com foco na necessidade de um melhor acesso ao paciente e um trabalho de redução de gastos, o que envolve o trabalho conjunto de autoridades governamentais, prestadores, provedores; laboratórios, empresas de tecnologia e seguradoras que buscam de forma integrada otimizar a qualidade e o acesso à atenção médica e diagnóstica.

Aprofundando um dos tópicos citados, o CEO do IQG – Health Services Accreditation no Brasil, Dr. Rubens Covello, falou sobre o Programa de Certificação e Acreditação de Medicina Digital na América Latina, exibindo indicadores de um programa de sucesso no país que pode ser expandido para as nações vizinhas da América Latina.

Por ser a maior acreditadora da América Latina e responsável exclusivo pelo desenvolvimento no Brasil dos padrões ‘QMentum International‘, mundialmente reconhecidos pela mais alta qualidade em gestão de instituições de saúde, o IQG promove um método efetivo de saúde digital a ser utilizado em hospitais, clínicas e laboratórios. Para Covello, essa ferramenta significa “um passo à frente em todo o sistema de saúde. Ela reflete diretamente na segurança e na assistência ao paciente e pode ser usada no mundo todo”.

E, para que uma equipe consiga trabalhar com saúde digital, é preciso que exista uma constante atualização, acessibilidade, facilidade do uso das ferramentas; portabilidade dos aparatos digitais, uma comunicação transparente, além de ter um programa de manutenção preventiva: “É muito importante que a equipe tenha todos esses pré-requisitos. Depois veremos um a um se estão acontecendo e sendo colocados em prática, se estão registrados e como estão descritos. Ao fazer a Acreditação, nós olhamos mais do que profundamente para a equipe, olhamos para estes requisitos dentro da equipe”, afirmou Covello.

Para exercer uma saúde digital de maneira segura, Covello garante que é importante usar uma base de dados segura, certificada por órgãos como Health Insurance Portability and Accountability Act (HIPPA) e ABNT, por exemplo. Usar redes sociais, como Instagram, WhatsApp, Skype ou Facebook para consultas, pode significar um problema futuro, já que essas bases de dados não são seguras.

Quando perguntado sobre quais seriam as melhores práticas para medir a satisfação dos usuários do serviço de saúde, Covello foi preciso ao afirmar que em todo esse desenho da Acreditação, o ponto principal é o paciente: “Nós temos que envolver o paciente no processo. Temos que mantê-lo sempre informado sobre tudo, fazer com que ele compreenda todo o processo que está sendo realizado e até onde a saúde digital é importante para ele. Nós sempre temos como prioridade agregar valor ao paciente”, afirmando ainda que, para que isso seja feito da melhor maneira possível, é preciso ter qualidade no atendimento, visando à redução dos custos: “A qualidade não é custosa. Qualidade é um processo de gestão que tem que obrigatoriamente diminuir os custos”, finalizou.

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