ESPECIAL – Coronavírus

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A OMS declarou emergência internacional de saúde para o Coronavírus, o que eleva o estado de prontidão dos países no sentido de tornar ainda mais rigoroso o controle da circulação do vírus. As informações sobre sua dispersão geográfica estão sendo atualizadas diariamente pela agência das Nações Unidas.

No Brasil estamos preocupados e torcendo para que ele não aporte por aqui, mas as perguntas são inevitáveis: estamos preparados para impor barreiras à entrada do vírus? Estamos prontos para diagnosticar e tratar os doentes?

O médico sanitarista Sérgio Zanetta e professor de Saúde Pública do Centro Universitário São Camilo – São Paulo esclarece que “o SUS possui há 30 anos um sistema preventivo e contínuo, com protocolos rígidos para conter a entrada desse tipo de vírus no País e tratar os casos que porventura possam ter passado pelas barreiras da Vigilância Sanitária”.

Em todos os pontos de acesso ao Brasil – fronteiras, portos e aeroportos – há uma equipe da Vigilância Sanitária de prontidão 24 horas por dia, durante 365 dias do ano, para monitorar a entrada no país. Ninguém tem acesso ao território brasileiro com febre ou qualquer sintoma suspeito mesmo que não haja alarme internacional.

Um boletim diário recebido da OMS indica os países dos quais os viajantes devem receber mais atenção. Quando as emergências sanitárias acontecem, como neste momento, as ações são redobradas. Atualmente, os passageiros provenientes da China são os principais pontos de atenção.

Vale ressaltar, entretanto, que como não existe voo direto entre China e Brasil, os passageiros que aqui chegam já passaram por inspeção tão rigorosa quanto a nossa, durante suas conexões na Europa ou nos EUA, sendo submetidos nesses casos à dupla triagem.

O rastreamento dos passageiros no Brasil ocorre de forma metódica e rigorosa. Antes do desembarque as tripulações das aeronaves, por exemplo, são rotineiramente acionadas pelas equipes da Vigilância Sanitária para identificar se há alguém com algum sintoma suspeito. Em caso positivo essa pessoa é automaticamente atendida para que seja feita a anamnese.

Caso ela possa ter contraído um vírus como Coronavírus, toda aeronave poderá ser isolada até que seja feita uma triagem segura. Os passageiros suspeitos ficam em ambiente controlado até a chegada da equipe de Infectologia.

E o trabalho não para aí. Em todas as cidades brasileiras com portos e aeroportos há hospitais de referência devidamente equipados para receber esses pacientes/passageiros. As equipes de Saúde estão treinadas para esses casos.

Zanetta lembra que já houve outras situações de risco que não fugiram ao controle no Brasil, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, do inglês) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS, do inglês), em 2002 e 2012, respectivamente, assim como a Gripe Suína H1N1, a Gripe Aviária e a Febre Ebola. Ele enfatiza: “existe um SUS que as pessoas não vêm, mas que protege de modo permanente e contínuo a população brasileira”.

“O trabalho desenvolvido pelo Brasil, por meio do SUS, é reconhecido pela comunidade internacional como uma das melhores barreiras epidemiológicas do mundo”, conclui o professor.


Mapa dinâmico que mostra localidades afetadas pelo coronavírus viraliza na internet

O mapa dinâmico criado pelo Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins, de Baltimore, nos Estados Unidos, que possibilita o acompanhamento dos casos de contágio e mortes ocasionadas pelo coronavírus, com localizações exatas dos registros da doença, já se tornou uma das principais fontes de informação sobre abrangência da doença. Segundo a empresa americana Esri, desenvolvedora do ArcGIS, o Sistema de Informações Geográficas utilizado como base para a criação do mapa, o app viralizou desde que foi lançado ao público, no dia 22 de janeiro. “É um dos aplicativos mais acessados na história do uso de nossa tecnologia”, revela Hiran Zani, Engenheiro de Soluções da Esri.

Atualizado diariamente e com acesso público e gratuito, o Wuhan Coronavirus Global Cases oferece o número de ocorrências por estados e países, a quantidade de casos confirmados, de óbitos e de pacientes recuperados, além da evolução do surgimento de novos casos da doença, conhecida desde 1960 e que voltou a assombrar a saúde pública mundial. “O aplicativo reúne dados das principais fontes oficiais de informações a respeito do vírus, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (CDC) e a Comissão Nacional de Saúde da China”, explica Zani. “Em casos como esse, é comum a disseminação de notícias falsas e contraditórias. Esse mapa informa o público geral, de maneira transparente, sobre total de casos confirmados, total de mortes e recuperações”, completa.

Bastante utilizada no combate de disseminação de doenças, a tecnologia GIS – responsável por agrupar e cruzar as informações oficiais com insumos geográficos – foi, inclusive, utilizada na época da epidemia ebola, em 2014, a segunda maior epidemia da história que chegou a matar mais de 11 mil pessoas na África Ocidental. “Neste caso, um dos benefícios da utilização do ArcGIS, é que ele possibilitou a rápida publicação dos dados coletados pelas agências, em uma interface dinâmica e amplamente acessível ao público em geral”, explica Caio Riebold, Arquiteto de Soluções na Imagem, distribuidora oficial da Esri no Brasil.

Segundo o especialista, visualizar as informações em contexto geográfico facilita a análise do problema e, consequentemente, auxilia na rápida definição de respostas e tomada de decisões. “Uma tecnologia que dá a distância exata entre duas localidades que apresentaram casos confirmados, ajuda o poder público a concluir se aquela é uma região de risco ou se são apenas casos isolados, podendo, desse modo, tomar medidas mais assertivas para controle ou prevenção de novos contágios”, conclui.

O aplicativo Wuhan Coronavirus Global Cases pode ser acessada pela internet no seguinte endereço eletrônico: gisanddata.maps.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6


Em parceria com o Ministério da Saúde, Twitter exibirá notificação para informações sobre o novo coronavírus

Já está em funcionamento no Twitter um recurso que ajuda as pessoas a encontrar as melhores informações sobre o novo coronavírus. Aqueles que fizerem uma busca no Twitter por termos associados ao vírus vão receber, como primeiro resultado, uma notificação para acessar conteúdos oficiais do Ministério da Saúde (@minsaude) relacionados ao tema.

Recém lançada pelo Twitter, a funcionalidade facilita o acesso a conteúdos completos e confiáveis sobre o novo coronavírus que estão disponíveis no site Ministério da Saúde . Entre as informações que podem ser encontradas estão detalhes sobre as causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção do novo coronavírus. O mesmo recurso também está disponível no Twitter em outros idiomas e em países espalhados pelo mundo, incluindo a região da Ásia.

“Temos um trabalho contínuo no Twitter para trazer novas funcionalidades e ressaltar informações confiáveis, relevantes e de alta qualidade na plataforma. Essa iniciativa junto ao Ministério da Saúde é parte de uma parceria que visa levar a população conteúdos relevantes relacionados a temática da saúde”, afirma Fernando Gallo, gerente de políticas públicas do Twitter Brasil.

Para o diretor de Comunicação do Ministério da Saúde, Ugo Braga, essa parceria é importante para as pessoas terem acesso à informação clara, transparente e atualizada. “A cada nova doença que surge no mundo, há muita informação desencontrada, medos e notícias falsas. Por isso, essa parceria com o Twitter é fundamental, porque direciona para a página do Ministério da Saúde, onde todas as informações sintomas, prevenção, número de casos no Brasil e no mundo são atualizadas dia e noite. O compromisso do Ministério da Saúde é levar informação clara e transparente para as pessoas”, destaca Braga.


SBI e AMB lançam documento para esclarecer dúvidas sobre o assunto

A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB), reuniu em um documento as principais perguntas e respostas sobre o novo Coronavírus, que surgiu na China e tem colocado o mundo todo em alerta. A ideia é esclarecer as dúvidas de profissionais da saúde e do restante da população sobre o assunto.

O documento esclarece, por exemplo, o que são coronavírus, o que caracteriza o novo tipo, como ele foi identificado, as origens do surto atual, além de informações técnicas sobre transmissão, incubação, sintomas, tratamento, casos no Brasil e riscos de epidemia global.

No Brasil há um caso de coronavírus sob suspeita, registrado em Minas Gerais. Trata-se de uma mulher de 22 anos que esteve na China recentemente. Ela foi atendida em um hospital de Belo Horizonte com sintomas de doença respiratória e está isolada. O ciclo de 14 pessoas que tiveram contato com a paciente também está sendo observado. Estas pessoas próximas a ela não estão em isolamento, pois não manifestaram sintomas. A análise genômica da paciente que comprovará a existência do vírus tem a previsão de ser divulgada na sexta-feira (31).

Acesse o documento em anexo ou pelo link: drive.google.com/file/d/1alqe7VUWgUOyrS8kwvmKL7OCDuvJsXcx/view.


Centro de Informações sobre o Coronavírus leva a profissionais de saúde conteúdo gratuito relevante e baseado em evidências

Para colaborar com toda a comunidade médica e científica mundial, a Elsevier criou o Centro de Informações sobre Coronavírus. Trata-se de um portal público de informações que reúne todo o conteúdo relevante dos periódicos médicos, livros didáticos, especialistas clínicos e outras informações clínicas e literatura médica da Elsevier. Informações disponíveis em inglês e chinês sobre o 2019-nCoV, incluindo novas informações sobre o recente surto na China.

O portal é indicado para profissionais de saúde, pesquisadores, médicos e público em geral. O acesso é gratuito e oferece informações relevantes de periódicos médicos, livros didáticos e especialistas clínicos, além de literatura médica da Elsevier.

O site oferece recursos e ferramentas, como:

  • Orientação Clínica (Clinical Guidance) sobre diagnóstico e tratamento
  • Folheto para educação do paciente, disponível para download
  • Planos de Cuidado e habilidades de cuidados de enfermagem (Skills)
  • Links para autoridades globais de saúde pública e ministérios nacionais de saúde

O Centro de Informações foi criado por clínicos e outros profissionais da Elsevier e será atualizado com frequência com as pesquisas mais recentes e informações baseadas em evidências disponíveis. Acesse o Centro de Informações e fique atualizado: www.elsevier.com/connect/coronavirus-information-center


Informações baseadas em evidência estão disponíveis gratuitamente

A Wolters Kluwer Health, especialista no fornecimento de informações para profissionais e estudantes da área da saúde, engajada na luta contra a rápida propagação do Coronavírus, está provendo acesso online gratuito às informações baseadas em evidência disponíveis sobre o vírus vindo da China em seu recurso de suporte à decisão clínica, o UpToDate. Nesta quinta-feira (30), a OMS declarou emergência de saúde pública internacional para o Coronavírus, não pelo que ocorre na China, mas pelo avanço da doença – já existem registros de casos em outros 20 países. No Brasil, existem nove casos suspeitos até o momento.

O UpToDate é o recurso que fornece suporte à decisão clínica para mais de 1,5 milhão de provedores de assistência médica em todo o mundo. Trata-se de um recurso de apoio à decisão clínica baseado em evidências, de autoria e revisado exclusivamente por médicos reconhecidos em suas especialidades, e que pode ser acessado de qualquer lugar: dispositivo móvel ou online. Mais de 6.700 especialistas clínicos continuamente mantêm e publicam atualizações sobre mais de 25 especialidade e trazem mais de 11 mil tópicos clínicos e o Coronavírus é um deles. Para ter acesso às informações e recomendações do vírus basta acessar o link .

De acordo com a OMS, a maioria dos infectados com o novo Coronavírus desenvolve sintomas semelhantes aos da gripe, e cerca de 20% progride para doenças mais graves, como pneumonia e insuficiência respiratória. O Coronavírus já matou 213 pessoas na China e infectou 9.720 – taxa estimada de letalidade de 2,19%, segundo autoridades chinesas. Isso significa que a cada 100 pessoas doentes, duas morrem. Os dados são estimados porque o número total de infecções ainda é desconhecido. Nos outros 20 países, têm mais de 100 pacientes infectados.


Amparo Saúde lista cuidados para profissionais com a possível chegada do Coronavírus

No início de Janeiro, a OMS divulgou um alerta sobre um grupo de pessoas com quadro severo de Pneumonia na China, com histórico de contato com um mercado de frutos-do-mar e animais. Uma semana depois (07/01), foi identificado um novo tipo do Coronavírus (já existiam outros tipos), mas agora com um upgrade: 2019 nCoV. Os rumores têm deixado a população em alerta, e a Amparo Saúde, primeira rede de clínicas privadas de APS do Brasil, traz informações e cuidados para profissionais da saúde.

Desde o primeiro caso registrado, milhares de infecções foram confirmadas na China e em outros 18 países, alcançando quatro continentes. No Brasil, as autoridades locais investigam casos em Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, de pacientes que apresentam sintomas do vírus e que viajaram recentemente à China. Desta forma, nos próximos dias, uma ação de cuidados especiais deve ser planejada entre autoridades, governo e, ainda, especialistas da saúde.

Muitas pessoas são infectadas com outras cepas do Coronavírus, mas dificilmente apresentam complicações. Segundo o Diretor Médico da Amparo Saúde, Renato Walch, o termo “nova gripe” deve ser evitado, pois pode confundir ao associar com a Gripe (Influenza), que mantém a sua sazonalidade. “Em termos mais técnicos, se trata de um RNA-vírus, de ordem nidoviridae da família Coronaviridade, normalmente hospedeiro em mamíferos e aves (intermediário)”. Ainda sob análise e estudo, o vírus pode ficar incubado por até 10 dias e, normalmente, atinge mais pessoas do gênero masculino, de 02 a 75 anos, com média de 45 anos.

Os sintomas comuns entre os pacientes infectados são: febre (geralmente alta), tosse e dispneia (falta de ar). Por se tratar de sintomas muitas vezes característicos de outras doenças, é levado em consideração o contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença em até 14 dias antes ou contato com pessoas que estiveram na China ou região de surto 14 dias antes. Esse contato é feito por proximidade, de até 2 metros dentro de local fechado, ou com secreções. “É indicado internação em casos consolidados de alveolar (pneumonia) no exame de imagem, ou, ainda, sinais de alteração do estado mental e insuficiência Respiratória Aguda”, reforça Walch.

Em ação, hospitais e clínicas têm passado orientações e implantado cuidados especiais. É o caso da Amparo Saúde, que produziu um material de apoio para disponibilizar para toda equipe com detalhes específicos sobre o vírus, como: ficha de identificação, período de incubação, transmissão, exames que podem ajudar a identificar e pontos importantes de atenção, além disso uma relação de cuidados que o paciente deve tomar para evitar a contaminação.

Orientações para médicos:

• Oferecer Máscara Cirúrgica para TODOS os pacientes com sintomas respiratórios (comuns);

• Acomodar paciente em lugar isolado;

• Paciente com máscara cirúrgica;

• Equipe (mínima) que realiza o atendimento com Epi padrão;

• Máscara N95 para quem for realizar procedimento com o paciente;

• Notificação imediata de casos suspeitos (que obedeçam aos critérios).


Por que o Coronavírus pode ser confundido com a gripe (influenza) do tipo B?

Após as primeiras semanas do anúncio do Coronavirus na China, diversos casos de suspeita de contaminação da doença foram relatados também no Brasil. Com as análises, porém, alguns dos pacientes foram diagnosticados com Influenza do tipo B. A confusão pode ocorrer, pois os sintomas do Coronavírus são muito parecidos com o de uma gripe, que podem causar casos graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Entre as precauções que devem ser tomadas para evitar a gripe, a vacinação é a mais eficiente. Atualmente o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, realiza uma campanha de vacinação pública contra gripe que utiliza a vacina trivalente. O produto imuniza contra três tipos do vírus influenza, duas cepas do tipo A e uma do tipo B, deixando a segunda cepa B de fora da cobertura, o que pode levar ao contágio no caso desta cepa estar circulando.

Já a vacina quadrivalente (duas cepas A e duas B), oferece uma proteção ampliada, pois contém uma cepa B adicional, imunizando contra quatro tipos de vírus. A definição dos vírus que farão parte da vacina é feita a partir de uma indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A circulação dos vírus da gripe pode mudar a cada ano. Por isso, uma vez ao ano, a OMS atualiza as recomendações sobre a composição da vacina contra os quatro tipos mais representativos em circulação.

“Além da proteção individual, a prevenção por meio da vacina é importante para evitar a transmissão do vírus da gripe entre as pessoas. No caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave, falamos de uma situação grave, que pode ocorrer com a infecção de qualquer um dos vírus influenza, independente da cepa, portanto proteger-se é fundamental”, afirma Sheila Homsani, diretora médica da Sanofi Pasteur.

Conhecida por seu potencial de gerar epidemias e pandemias, a gripe é uma infecção aguda causada pelo vírus influenza, que afeta o sistema respiratório e pode provocar complicações graves. Os anos com mais registros de gripe B foram 2013 e 2015, o primeiro com mais casos de SRAG nos últimos 10 anos, e os grupos mais afetados foram mulheres e jovens adultos, sem diferença entre os grupos étnicos, independentemente da sua condição de risco.

É importante lembrar que a vacina demora em torno de duas semanas para proteger quem foi imunizado e que, caso não seja tratada a tempo, a gripe pode, inclusive, levar à morte, principalmente populações consideradas de risco para as complicações dessa infecção.


Como o desespero coletivo pode afetar a população

Os números de mortes já passam de 350, os casos suspeitos chegam a quase 18 mil só na China e 148 em outros países. O dado alarmante já toma conta das políticas de saúde pública mundial e naturalmente, invade a cabeça de milhares de pessoas que temem o problema. Dr. Diego Tavares, psiquiatra e especialista em depressão e bipolaridade do Hospital das Clinicas da FMUSP, comenta porque do desespero coletivo sob os aspectos da psiquiatria, e como não se deixar levar pelo vírus.

A ansiedade é uma emoção muito normal ao ser humano, e surge comumente ao deparar com uma situação estressante, como a que o mundo vive agora diante de uma epidemia que pode se alastrar. “Quando há uma situação de ansiedade coletiva como essa que estamos vivenciando, isso é, várias pessoas preocupadas como um mesmo fato, as emoções e sentimentos podem ser potencializados e aflorados muito mais do que quando uma pessoa vive uma ansiedade sozinha, por exemplo”, explica o médico.

A ansiedade é muito próxima da preocupação, e a preocupação nada mais é do que um aspecto do medo, um temor de que as coisas piorem. “Todos esses componentes são necessários para a nossa evolução e sobrevivência. No caso do coronavírus, a preocupação é válida como forma de prevenção da disseminação do vírus, entretanto, o que não pode ocorrer é um exagero no tempo prolongado de ansiedade (a chamada ansiedade crônica) que aumenta o nível de tensão e o estresse interno e pode levar ao surgimento do medo específico ou até mesmo irreal e acarretar em outras doenças mentais mais graves”, comenta.

Essas crises, também chamadas de “ataques de ansiedade coletivo” produz o desconhecimento dos próprios sintomas. “Muitas vezes quem sente essa ansiedade coletiva já provou dos mesmos sintomas durante uma simples entrevista de emprego, por exemplo, mas quando é compartilhada entre outras pessoas que estão com a mesma sensação e pelo mesmo motivo, reproduz ainda mais o medo e a inquietude”, revela.

Dr. Diego fala que é um ciclo vicioso. Se uma pessoa afetada começa a ter taquicardia, por exemplo, é provável que quem está do lado possa achar que estar sofrendo um ataque do coração, por isso se assusta, aumenta a ansiedade os quadros só pioram. “A chave para minimizar os ataques é reconhecer os sintomas para não ampliá-los sem a devida necessidade, afinal: as autoridades mundiais garantem que ainda não há motivo para pânico diante da situação do coronavírus”, finaliza o médico.


Coronavírus: a possível pandemia e o desespero

O risco no Brasil se tornou iminente. Não só aqui, mas como no mundo, o medo da pandemia é uma realidade e esse fator afeta muitas áreas de um país. Aqui em nosso país já existem alguns casos suspeitos. E agora? Como podemos nos preparar? Uma saída ainda não convencional no Brasil, mas efetiva em outros países como os Estados Unidos, é a Telemedicina. É possível receber orientação médica online sem sair de casa. Para entendermos um pouco melhor como a Telemedicina poderia nos ajudar a enfrentar o Corona vírus, falamos com a Dra. Layla Almeida que faz parte da equipe de médicos especialistas da plataforma de Telemedicina Conexa Saúde.

No Brasil, segundo informações do Ministério da Saúde, até o dia 29 de janeiro havia 33 notificações compatíveis com casos suspeitos de infecção pelo vírus, com 20 casos excluídos e 4 casos descartados. No momento, 9 pacientes ainda são considerados casos suspeitos e seguem em vigilância ambulatorial e em avaliação de suas amostras biológicas. Segundo Dra. Layla Almeida, infectologista e coordenadora médica da plataforma Conexa Saúde, “Mesmo que o risco de epidemia no país ainda pareça ser improvável é preciso seguir uma ótica coerente de preparação de controle ao vírus mediante a possível epidemia global. Precisamos estar preparados”. Como? A doutora explica, ainda fala como a telemedicina pode ajudar nesta questão.

Existe realmente o risco de uma epidemia no Brasil?

“O risco de uma epidemia no Brasil ainda parece ser baixo. Não possuímos casos confirmados, de qualquer maneira é possível que em algum momento, com a dispersão global do vírus, que confirmemos algum caso por aqui. O mais importante é que o país está adotando as medidas de controle epidemiológico para controle da importação e disseminação do vírus. Nosso nível de alerta para risco de epidemia subiu para 2 (perigo iminente), o que faz com que sejamos ainda mais criteriosos com casos suspeitos. Até o momento, a suspeita para infecção por corona vírus ainda é muito restrita e pressupõe além de manifestação de febre e sintomas respiratórios, a associação do fato com a estadia na China nos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sintomas ou de contato com alguém que esteve na China neste período (14 dias). Pode ser que isso mude em pouco tempo! É preciso estar alerta, mas sem alardes.”

As pessoas já estão desesperadas. Vemos na TV muitas dúvidas quanto aos sintomas e prevenção. As idas ao hospital com suspeitas podem elevar?

“Existe essa possibilidade, principalmente porque os sintomas são gerais e pelo total desconhecimento dos critérios epidemiológicos para definição de caso suspeito.”

Como a telemedicina pode ajudar as empresas e, consequentemente, as pessoas em casos de suspeita?

“O trabalho já pode começar dentro das empresas, com o advento do uso da teleorientação para esclarecimento de dúvidas sobre o diagnóstico da doença, e assim atingir uma grande massa. Questões gerais que depreendem um déficit de educação básica em saúde e prescindem idas desnecessárias ao hospital podem ser orientadas por nossos médicos. Como por exemplo, pessoas com sintomas respiratórios, mas que não estiveram na China e nem tiveram contato com alguém que esteve por lá não caracterizam suspeita de Coronavírus. Eventualmente precisem de um médico presencialmente, mas não por conta da epidemia chinesa.”


Workshop gratuito sobre coronavírus e gravidez acontece na Perinatal da Barra

Na sexta-feira (7), a Perinatal, no Rio de Janeiro (RJ, irá promover, gratuitamente, o workshop ‘Assistência em Perinatologia para o Coronavírus’. O evento, que acontece a partir das 8h30, na Perinatal da Barra, irá reunir especialistas para debater sobre o que podemos fazer em relação à doença. Estarão presentes o Dr. Renato Sá, Chefe da Obstetrícia da Perinatal; Dr. Roger Rohlloff, Chefe de UTI Materno-Fetal da Perinatal, Dra. Elizabeth Moreira, Chefe de Pesquisa Clínica do Instituto Fernandes Figueiras e Coordenadora de Ensino da Perinatal; e Dra. Danielle Borghi, Infectologista do Copa Star.

Assistência em Perinatologia para o Coronavírus

Local: Auditório Perinatal Barra | Av. Embaixador Abelardo Bueno 201 – Barra da Tijuca

Data: 07/02/2020

Horário: 8h30 às 11h30

Inscrições: sac@perinatal.com.br


Brasil é mencionado em mais de 1500 reportagens sobre o coronavírus

Surgido na China, o coronavírus já atravessou oceanos e chegou à América: os Estados Unidos já confirmaram sete casos e o Canadá, quatro. O Brasil tem monitorado 16 casos suspeitos, mas ainda sem confirmações. Mesmo assim, o mercado internacional tem comentado sobre a ameaça ao país latino. Um levantamento realizado pela Knewin, startup que aplica inteligência artificial para transformar negócios, observou os principais temas comentados na imprensa acerca da ameaça. Os tópicos vão desde os casos suspeitos no Brasil até um possível impacto nas exportações e na economia.

Foi analisada a semana de 27/01 a 03/02 na mídia internacional. Ao todo foram identificadas mais de 1500 matérias sobre o coronavírus que mencionam o Brasil. As notícias são majoritariamente negativas em todos os dias, com exceção de 31 de janeiro, quando o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, afirmou que o surto de coronavírus não havia afetado exportadores brasileiros

O pico de notícias ficou para o dia 29 de janeiro, quando foram divulgados nove casos suspeitos no Brasil. Os Estados Unidos e a Argentina são os países que mais publicaram matérias sobre o tema, seguidos por Alemanha, Portugal e México.

Além do acompanhamento dos casos suspeitos, a mídia internacional também tem falado sobre a quarentena dos brasileiros que serão resgatados da China, a relação comercial Brasil-China e como o coronavírus afeta a economia brasileira.


Perigo de contaminação pelo novo coronavírus exige cuidado redobrado enquanto são desenvolvidos testes laboratoriais para diagnóstico preciso da doença

Enquanto não é desenvolvida vacina e autoridades investigam a origem e outras formas de combate à mais recente mutação do coronavírus, o nCoV-2019, a orientação é a busca de exames por eliminação e os cuidados comuns para outras infecções respiratórias: evitar contato com pessoas doentes, lavar as mãos constantemente, cobrir nariz e boca ao espirrar e procurar assistência médica no caso de quadro de febre, tosse e falta de ar. Outra medida é tomar a vacina contra influenza no período que antecede o inverno – disponíveis nos postos de saúde para grupos considerados de risco e na rede particular para o restante da população.

“Vírus que afetam as vias respiratórias são altamente mutáveis, o que aumentam as chances de uma epidemia. Todos os anos, por exemplo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) muda a fórmula da vacina de gripe para garantir maior eficácia e diminuir o número de casos graves da doença. Agora, o esforço e empenho da equipe de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Pardini é no desenvolvimento de um teste laboratorial para diagnóstico do nCoV-2019 o quanto antes”, explica a médica infectologista do Grupo Pardini, Melissa Bianchetti Valentini. Ela adianta que, em paralelo, há outros exames disponíveis na rede de laboratórios que podem auxiliar no diagnóstico por eliminação. “É o caso, por exemplo, dos exames de painel molecular, que identificam outros vírus respiratórios (tipos de coronavírus). Se um deles for apontado como diagnóstico de um paciente, o tipo nCoV-2019 já fica descartado”, detalha Dra. Melissa.

O coronavírus afeta seres humanos e animais. Eventualmente, tipos de coronavírus que infectam animais podem infectar o ser humano, como é a suspeita do nCoV-2019. Diferentes tipos de vírus podem causar quadros de problemas respiratórios como influenza, parainfluenza, coronavírus, vírus sincicial respiratório, rinovírus entre outros. O quadro clínico é semelhante e somente exames laboratoriais com detecção de material genético do vírus conseguem distingui-los adequadamente.

Ainda que os exames de painel molecular estejam disponíveis em laboratório e o Grupo Pardini libere em breve o acesso ao teste para diagnóstico do tipo nCoV-2019, a Dra. Melissa alerta que o pedido do exame deve sempre ser feito, orientado e acompanhado por um médico. “Só o profissional saberá qual o melhor exame a ser feito para cada caso, bem como fazer a leitura correta das informações para diagnóstico mais preciso”, enfatiza.

O novo coronavírus acendeu sinal de alerta no final de 2019, quando foram descritos casos de pneumonia em uma cidade da China causada pelo recém-nomeado nCoV-2019. As pessoas infectadas tiveram contato com um grande mercado de frutos do mar e outros animais, sugerindo que esse contato é que deu início ao surto.


Artigo – Coronavírus: não há motivo para pânico

No Brasil, a identificação e acompanhamento de casos suspeitos de coronavírus nCoV-2019 significa que o SUS (Sistema Único de Saúde) está realizando sua função de vigilância e controle sanitário. Cerca de dezesseis casos já foram descartados, ou seja, os exames laboratoriais foram negativos para o vírus. As autoridades sanitárias, nos portos e aeroportos; os médicos e equipes de saúde, nos hospitais, unidades básicas de saúde, consultórios e clínicas; e o serviço de vigilância epidemiológica, estão atentos, informados e se comunicando para adotar os protocolos adequados de prevenção e cuidado. Uma combinação de três fatores – o fato de a China ser o país mais populoso do mundo, a mobilidade populacional característica do mundo globalizado e a alta infectividade – fazem o vírus circular pelo mundo muito rápida. É muito provável que um ou alguns casos sejam identificados no país, mas não devemos nos alarmar. A maior parte das infecções deve ser branda. Os casos graves parecem, até o momento, ser mais comuns em homens de mais idade, tabagistas e com doenças associadas. Nossa sugestão?  Mantenha-se informado, consultando fontes seguras de informação, adote os cuidados básicos de higiene e prevenção e fique tranquilo. O alerta, até o momento, é para os serviços de saúde e de monitoramento e vigilância, pois a melhor forma de conter uma epidemia é identifica-la logo no início.

O que é o coronavírus?

Este é o nome de uma família de vírus, identificada e conhecida desde a década de 1960. Diversos tipos de vírus ou cepas da família coronavírus são encontradas na natureza, em reservatórios vegetais ou animais e algumas infectam seres humanos. A transmissão entre humanos se dá de pessoa para pessoa, durante o período sintomático. O quadro clínico mais comum provocado pelos coronavírus são infecções respiratórias, em geral, leves e autolimitadas, ou seja, resolvem-se espontaneamente. Manifestam-se como um resfriado comum – a pessoa apresenta febre baixa e se queixa de coriza, mal-estar, dor de garganta e tosse. Muitos de nós já tivemos contato com vírus dessa família, sem qualquer repercussão mais grave. Os vírus, no entanto, podem sofrer mutações e provocar quadros de maior gravidade. Foi o que aconteceu em 2002, com a associação de uma nova cepa de coronavírus à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS). Mais de 8 mil pessoas foram identificadas nos cinco continentes do mundo (o que caracteriza uma pandemia) e cerca de 800 pessoas morreram. Em 2012, outro novo coronavírus foi isolado e associado a um surto de síndrome respiratória aguda na Arábia Saudita. A epidemia ficou limitada ao Oriente Médio e por essa razão ficou conhecida como MERS, sigla em inglês para Síndrome Respiratória do Oriente Médio.  Em dezembro de 2019, uma nova cepa foi identificada em Wuhan, na China, e associada a quadros respiratórios de maior gravidade. As pessoas com maior risco para apresentarem a forma grave da doença são os homens com mais de 60 anos, tabagistas e que apresentem também outras doenças, como hipertensão e doenças respiratórias.

As pessoas que foram para a China ou tiveram contato com pessoas com doença confirmada por Coronavírus devem ficar atentas para o aparecimento de sintomas (febre, coriza, dor de garganta, tosse, mal-estar). Se isso ocorrer devem procurar serviço médico e informar o histórico de viagem e contato.

É importante atentar para o fato de que, além de não se alarmar, a população deve adotar as recomendações de prevenção para todas as infecções respiratórias virais:

•  lavar sempre as mãos com água e sabão e evitar levar as mãos ao rosto e, principalmente, à boca;

•  ter um frasco com álcool-gel para garantir que as mãos sempre estejam esterilizadas;

•  manter hábitos saudáveis, alimentar-se bem e beber bastante água;

•  não compartilhar utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros;

•  evitar frequentar locais fechados ou com muitas pessoas.

Paula V. Carnevale Vianna é mestre em Infectologia, doutora em Medicina Preventiva e coordenadora do curso de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi em São José dos Campos


Instituto de Pesquisa HCor apoia estudo mundial sobre o novo Coronavírus

O Instituto de Pesquisa HCor apoiará, em conjunto com a Fiocruz, Ministério da Saúde, BRICnet, e outras sociedades médicas, um estudo mundial sobre o novo Coronavírus. Com organização da ISARIC, rede de pesquisa mundial focada no tratamento de doenças emergentes, o estudo tem como objetivo coletar dados clínicos de casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (nCoV).

“Os dados do estudo serão utilizados para informar autoridades no mundo e no Brasil sobre a progressão do surto e gerar uma resposta mais efetiva de saúde pública e atendimento ao paciente”, explica o Dr. Alexandre Biasi Cavalcanti, médico da UTI e Diretor do IP HCor.

Coleta de dados

Por meio de um questionário, médicos de todo o mundo que atendem casos hospitalizados com suspeita ou comprovação de infecção pelo novo coronavírus irão coletar dados dos pacientes, que serão enviados para um banco de dados central mantido pela Universidade de Oxford, responsável por armazenar e organizar todas as bases de dados. Os dados do Brasil serão usados para informar autoridades brasileiras sobre a doença.

No Brasil, o HCor colaborou, entre outros processos, com a tradução e versão inicial do protocolo de pesquisa, elaboração do termo de consentimento, além da submissão e negociação com a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

Tempo Recorde

Pelo quadro de urgência o estudo foi aprovado em tempo recorde pela CONEP. Aprovações para pesquisas com cooperação internacional podem demorar, em média, oito meses.


Desmitificando o coronavírus: o que é mito e o que é verdade

O novo coronavírus foi detectado em 23 países e até aqui são mais de 40.235 casos confirmados de pessoas infectadas. Paralelamente à preocupação com a disseminação global do vírus há uma apreensão quanto a esclarecer o que é verdade ou mito sobre a doença.

Os comentários e dúvidas estão nas redes sociais, nos grupos de mensagens de WhatsApp, e-mails e nas discussões do dia a dia. “Ainda não temos todas as respostas e desde que os primeiros casos foram relatados as autoridades mundiais buscam aprender mais sobre o vírus”, explica João Prats, infectologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. E ele responde o que é falso e o que realmente é verdade sobre o coronavírus.

O coronavírus é um vírus novo?

Embora a cepa de vírus nCoV-2019 seja considerada nova, ela vem de uma família de coronavírus identificada pela primeira vez na década de 1960. Seu nome vem das projeções em forma de coroa em sua superfície e é derivado de corona, o termo latino usado para coroa.

Ouvi dizer que foi por causa da sopa de morcegos que as pessoas foram infectadas, é verdade?

Os morcegos têm sido implicados na disseminação de vários vírus mortais entre humanos, incluindo Ebola, raiva, Sars e Mers. Mas até aqui não se sabe se eles têm alguma relação com esse novo coronavírus. Além disso, a sopa não infectaria ninguém porque a fervura mataria o vírus. Potencialmente perigosa seria a manipulação das carcaças e contato com o sangue do animal.

Há relação entre tomar chá de erva-doce várias vezes ao dia e impedir a doença?

Não há comprovação científica nessa recomendação, inclusive a erva-doce não tem relação alguma com o medicamento indicado para tratar e prevenir gripe como tem sido divulgado em algumas mensagens que circulam pela internet.

O uso de máscaras impede o contágio?

Não. O uso de máscaras é uma medida errada para prevenção de infecções de modo geral porque basta a pessoa coçar o nariz ou tocar os olhos para estar exposta. As máscaras teriam de ser completamente vedadas como aquelas usadas em ambientes hospitalares para tratar casos de tuberculose, por exemplo, além de proteger o nariz e os olhos. Porém, esse tipo de equipamento não é recomendado para uso extra-hospitalar. Higienização das mãos é bem mais interessante nesse sentido.

Álcool gel mata o vírus?

Sim, o álcool funciona porque tem um efeito imediato sobre a camada de gordura que recobre o vírus. Entretanto, não é um efeito duradouro e, por isso, é recomendado que as pessoas lavem as mãos e usem o álcool gel muitas vezes ao longo do dia.

Vitamina C reforça a imunidade?

Não, a vitamina C nunca teve eficácia demonstrada em estudos de prevenção de infecções e, inclusive, ela em excesso deixa a urina ácida, o que pode precipitar a formação de cálculos renais em pessoas predispostas.

Lavar as mãos muitas vezes ao dia impede a infecção?

Lavar as mãos sempre ajuda muito e é a melhor coisa a se fazer pela saúde, mas apenas lavar as mãos não impede uma transmissão de vírus.

O Carnaval seria uma oportunidade para disseminação do vírus?

Sim. Nesse ambiente encontramos algumas condições ideais para que o vírus se espalhe: há aglomeração de pessoas com contato próximo e condições de higiene menos adequadas.

Todo contato físico é um risco?

Para uma pessoa doente contaminar outra é preciso mais do que um abraço, por exemplo. Esse vírus não se propaga tão facilmente como o vírus do sarampo. Se alguém espirra, as partículas do coronavírus são pesadas e não ficam por muito tempo suspensas no ar. Isso o torna menos contagioso, ainda que o contato com as secreções em superfícies e nas mãos, por exemplo, sejam importantes para a disseminação do vírus.

Há alimentos que impedem que o organismo seja afetado ou reforçam a imunidade?

Nenhum alimento tem esse poder de impedir que alguém seja afetado ou reforce a imunidade a ponto de combater um vírus. O que sempre recomendamos é que as pessoas tenham uma alimentação balanceada e sigam hábitos saudáveis, que são bons para a saúde de forma geral.

Meus amigos disseram que um medicamento específico, indicado para tratar e prevenir gripe, pode ajudar. É verdade?

Há estudos que estão sendo feitos para verificar a eficácia de se usar o oseltamivir em combinação com o lopinavir + ritonavir (associação de medicamentos usada para combater o HIV), mas por enquanto não há evidência de que isso irá funcionar para combater o novo coronavírus.

Se eu tomei as vacinas contra gripe estou protegido?

Tomar as vacinas é muito importante, mas são vírus diferentes e, por isso, a vacina para a gripe não protege contra o coronavírus.

Há algum risco de que animais de estimação espalhem o vírus?

Não, de forma alguma. Mesmo na China, onde o vírus está circulando, não se sabe de casos de que animais domésticos tenham sido responsáveis pela transmissão do vírus, mas sempre é bom lavar as mãos após ter contato com cães, gatos e bichos de estimação para se proteger de outros microorganismos que podem ser transmitidas por meio desse contato.

Existem doenças que tornam pessoas mais vulneráveis ao vírus?

Sim, há pessoas que têm maior risco de ficar doentes, dentre elas os idosos, os imunossuprimidos e quem sofre de doenças crônicas, como pessoas com câncer, doenças cardíacas e pulmonares graves, pessoas vivendo com HIV, quem faz diálise e transplantados.

Existe risco em receber correspondência ou um pacote vindo da China?

Não há risco. É seguro. As pessoas não seriam infectadas por cartas ou pacotes vindos da China porque o vírus não sobrevive muito tempo fora de um organismo vivo.

Usar soro fisiológico várias vezes para limpar as narinas podem evitar a infecção?

Não. O soro é usado para umidificar as narinas e trazer alívio para os sintomas como coriza ou obstrução nasal, por exemplo, mas a fórmula não traz nenhum tipo de componente que tenha atividade contra o vírus.

Comer alho pode ajudar a prevenir a infecção pelo novo coronavírus?

Nenhum alimento isoladamente demonstrou eficácia clínica na prevenção de infecções por vírus, tampouco como potencializador da imunidade. Com o alho não é diferente.

Desinfetantes vendidos em supermercados podem ajudar a limpar o ambiente e evitar esse vírus?

Sim, os desinfetantes, principalmente aqueles à base de cloro, ajudam a manter o ambiente limpo e podem acabar com o vírus. O coronavírus é envolto por uma cápsula de gordura que o protege e, por isso, detergentes e desinfetantes funcionam para eliminá-lo.

Tomar antibióticos pode ajudar o organismo a combater o vírus?

Antibióticos não têm efeito algum contra vírus e se não há nenhuma doença ele poderá matar as bactérias benéficas da flora intestinal, podendo deixar a pessoa vulnerável a outras doenças. Antibióticos devem ser usados criteriosamente para combater infecções causadas por bactérias e aqui estamos falando de um vírus.


Coronavírus: Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro define plano de contingência

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) já tem em mãos um plano de contingência caso o surto de Coronavírus que se alastrou pela China, na Ásia, chegue ao Rio de Janeiro. Ele é capaz de provocar epidemias e pode evoluir a pandemias. Para proteger o cidadão fluminense do 2019-nCoV, a SES definiu objetivos estratégicos, a fim de evitar a disseminação desse novo vírus entre uma população sem imunidade para este subtipo viral.

O plano emergencial é claro: a intenção é sistematizar ações e procedimentos de responsabilidade da esfera estadual de governo. Ficou decidido que a SES vai apoiar em caráter complementar os gestores municipais no combate a um possível surto de Coronavírus, precavendo-se e organizando o enfrentamento de tudo aquilo que sair da normalidade.

“Estamos nos antecipando a um possível problema e trabalhando de maneira integrada com o Ministério da Saúde, para ampliar o número de leitos com isolamento. Teremos, dependendo da demanda, leitos em unidades municipais, estaduais e federais”, explicou o secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos.

Riscos durante o Carnaval

O secretário também reafirma que a SES está monitorando a chegada de passageiros vindos da China nos portos e aeroportos do estado. Essa iniciativa não é voltada para o Carnaval, mas também vai servir para o período festivo, considerando a grande possibilidade de estrangeiros no país nesse período, o que aumenta o risco de circulação de doenças.

“Caso o vírus ainda não tenha começado a circular no nosso estado durante o período de folia, isso não será um problema adicional. O plano já está em operação e vai servir para lidar com essas ‘ameaças’ que uma data como o Carnaval traz”, explicou Edmar.

Seguindo a recomendação do Ministério da Saúde, de acordo com o nível de alerta da OMS, a SES já começou a preparação do plano de contingência em funcionamento no Nível Zero. Os demais níveis de acionamento (um, dois e três) são organizados de acordo com parâmetros epidemiológicos, como números de casos.

O primeiro objetivo estratégico do plano de contingência é intensificar medidas de segurança para limitar a transmissão humano a humano, incluindo as infecções secundárias entre pessoas próximas e profissionais de saúde.

Caso uma pessoa apresente sintomas e sinais de doenças respiratórias, ela será identificada imediatamente, isolada e atendida da forma como preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde.

O terceiro item abordado no tópico sobre os objetivos estratégicos do plano aponta para a comunicação do problema: informações sobre os riscos e casos registrados no Estado do Rio de Janeiro devem ser informados à sociedade o mais rápido possível para, entre outras coisas, combater a desinformação e as perigosas fake news.


InterSystems lança funcionalidade de detecção do coronavírus para TrakCare®

A InterSystems, lança uma funcionalidade global para seu sistema unificado de informações de saúde TrakCare® para detectar e dar suporte a pacientes com 2019-nCoV, a nova infecção por coronavírus que se originou em Wuhan (China).

A funcionalidade já está disponível para os usuários das últimas edições do TrakCare, e clientes na China e em vários outros países, incluindo Reino Unido e Emirados Árabes Unidos.

A funcionalidade permite que os médicos rastreiem os pacientes com 2019-nCoV, usando as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e um link para o aplicativo de monitoramento de Casos Globais do Coronavírus de Wuhan, fornecido pelo Johns Hopkins Center for Systems Science and Engineering nos EUA.

Os ícones indicarão se a detecção foi realizada e seus resultados. Não existe um tratamento globalmente aceito para o 2019-nCoV. No entanto, a recomendação da OMS aos hospitais é isolar os pacientes e proteger os outros da infecção, e o elemento final da nova funcionalidade do TrakCare aconselhará os médicos sobre quaisquer medidas que devam ser tomadas.

“A InterSystems acompanha de perto os requisitos mundiais de saúde, para que possa responder a questões capazes de ajudar a abordar o problema em tempo hábil”, disse Hazem El Oraby, diretor médico do TrakCare da InterSystems. “Estamos orgulhosos de ter implementado isso rapidamente para nossos usuários.”

“Este é um ótimo exemplo de como o TrakCare pode ser atualizado em tempo real para responder de forma urgente às ameaças e aplicado rapidamente nas organizações e para os médicos que o necessitam – particularmente, aqueles que usam a edição mais recente de nossos sistemas”, completou El Oraby.

Atualmente, o TrakCare está implementado em 27 países do mundo inteiro, incluindo a China e toda a região da Ásia-Oceania. Na semana passada, o TrakCare recebeu a designação Best in KLAS para Global Electronic Medical Records na região da Ásia-Oceania.


HDT em parceria com a Sociedade Goiana de Infectologia realiza palestra sobre coronavírus e febre hemorrágica brasileira 

O Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anaur Auad (HDT), gerido pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG), em parceria com a Sociedade Goiana de Infectologia, promoveu na terça-feira (4), às 19h30, no auditório da unidade, uma palestra de atualização sobre Febre Hemorrágica Brasileira e Coronavírus, ministrada pelos infectologistas, Luiz Alves e Moara Santa Bárbara. O encontro contou com a participação de médicos, residentes de Infectologia e multiprofissionais, além dos colaboradores do hospital.

Luiz explicou que as febres hemorrágicas são um grupo de doenças causadas por parasitas de animais e caracterizadas por febre e manifestações hemorrágicas. “Seus principais sintomas são febre, dores de cabeças, na garganta, no estômago e atrás dos olhos, manchas vermelhas no corpo, mal-estar, dores musculares, constipação, tonturas, e sangramento de mucosas, como boca e nariz”.

O tratamento é realizado de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente. A melhor forma de prevenção é evitar o contato com roedores silvestres encontrados em matas e áreas rurais. Aos profissionais de saúde a recomendação é o uso de equipamentos de proteção individual, como luvas, aventais descartáveis, óculos protetor e máscara N95, além da higienização correta das mãos. “As febres hemorrágicas podem apresentar extrema gravidade e alta letalidade, por isso é sempre importante à busca o mais rápido possível ao pronto socorro”, destacou o médico.

Já os coronavírus compõem uma família de vírus que podem acarretar desde um resfriado comum até síndromes respiratórias graves. A infectologista relatou que o surto da doença, que se iniciou em Wuhan na China, é uma nova variante do coronavírus, denominada 2019-nCov. “A forma de transmissão da patologia é de pessoa a pessoa pelo ar, por meio de tosse ou espirro, pelo contato com objetos e superfícies contaminadas e pelo toque ou aperto de mão”, pontuou Moara.

Seus sintomas incluem febre, tosse e dificuldade respiratória, e para se enquadrarem na definição de quadro suspeito, além desses sintomas, o paciente deve ter tido contato próximo com pessoas sintomáticas provenientes de áreas com transmissão local ativa. Durante sua exposição, Moara ainda explicou que medidas de prevenção são as de maior relevância para controle da doença. “Os procedimentos servem para qualquer tipo de infecção, sendo eles: sempre higienizar as mãos corretamente, cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar e evitar aglomerações de pessoas. Em ambiente hospitalar, a pessoa sintomática deve utilizar máscara comum até ser avaliada”.


Hutrin monta quarto de isolamento e alerta equipe contra o coronavírus

Por precaução, o Hospital de Urgências de Trindade (Hutrin) preparou um quarto de isolamento e, com ajuda do médico infectologista Guillermo Sócrates, alertou o corpo clínico e os colaboradores para os procedimentos que devem ser adotados em caso de suspeita de coronavírus. “Não há nenhum caso registrado – nem em Trindade e nem no Brasil – e esperamos que não haja, mas precisamos estar preparados”, explica Getro de Oliveira Pádua, diretor do hospital.

Além de cumprir a determinação da Secretaria de Saúde da Goiás (SES-GO), de preparar um espaço para tratar um possível doente, o Hutrin reforçou as informações para o corpo clínico. Na quinta-feira, o infectologista passou informações sobre a doença e as melhores formas de prevenção, fazendo um alerta para todos reforçarem os cuidados com higiene, como lavar as mãos regularmente, cobrir boca e nariz ao tossir e espirrar, além de evitar contato muito próximo com pessoas que apresentem sintomas como febre alta, tosse, dificuldade para respirar e problemas gástricos. São dicas que servem também para a prevenção de todos.

“Essa família de vírus causa doenças respiratórias que vão de um simples resfriado a uma síndrome respiratória aguda grave (SARS), que pode levar a óbito”, explica o médico. Lembrando que ainda não há um tratamento definido, ele reforçou para a equipe do Hutrin que o uso do álcool para higienizar as mãos deve ser ainda mais frequente. “Assim como a gripe, o vírus fica em período de incubação por um tempo ainda não definido e você pode ter tido contato com alguém infectado e não saber, por isso tome mais cuidado do que o normal”, orienta Guillermo.

A preocupação do Hutrin se justifica pelo histórico da doença. O coronavírus está saindo da China. Já há casos confirmados também na Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Vietnã, Singapura, Malásia, Camboja, Nepal, Vietnã, Sri Lanka, Arábia Saudita, Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Reino Unido e Alemanha. No Brasil há nove suspeitas, segundo o Ministério da Saúde.

Diferente de gripe

Segundo os protocolos do Ministério da Saúde, são consideradas suspeitas de contaminação por coronavírus pessoas que apresentem febre e tosse ou dificuldade de respirar e que tenham história de viagem com transmissão local nos últimos 14 dias ou entraram em contato com pessoas suspeitas, também nos últimos 14 dias. Ou seja, não é qualquer sintoma de gripe ou de problema respiratório que é considerado caso suspeito de coronavírus.

Centro de Operações Estratégicas do Coronavírus

A Secretaria da Saúde esclarece que não há registro de casos suspeitos de coronavírus em Goiás. No entanto, ativou oficialmente o Centro de Operações Estratégias (COE), por meio de portaria a ser publicada nesta sexta-feira, 31, no Diário Oficial do Estado (DOE). O grupo é composto por equipe multiprofissional, com finalidade de definir e monitorar ações de vigilância epidemiológica, assistência e comunicação.

Com especialistas em emergência em saúde pública, o COE implantou um plano de contingência no qual foram definidas as ações em vigilância epidemiológica, como protocolos de critérios para casos suspeitos, orientação dos profissionais de saúde para lidar com possíveis casos e monitorá-los. Nesse período, deverão ser utilizadas as mesmas precauções usadas em anos anteriores para os casos da gripe H1N1.


Ensino Einstein libera conteúdo gratuito sobre coronavírus na internet

A área de ensino da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein passou a oferecer, de forma gratuita, palestras informativas sobre as atualizações mais recentes acerca do coronavírus para profissionais de saúde.

Os conteúdos são transmitidos ao vivo na internet dentro da página do Ensino e Pesquisa Einstein (www.facebook.com/EnsinoePesquisaEinstein), onde permanecem acessíveis para consulta após o encerramento da transmissão. Entre os temas já abordados estão os aspectos epidemiológicos, clínicos e laboratoriais sobre a epidemia.

Todo o material é produzido pelos profissionais do Hospital Israelita Albert Einstein. Para esta quinta-feira, 12, está prevista uma atualização sobre dados epidemiológicos.

Agenda:

  • Quinta-feira, dia 13/02, às 12h: Palestra Atualização de Dados Epidemiológicos – Dr. Fernando Gatti de Menezes

Vídeos já disponíveis:


Farmacêuticos serão treinados para orientar população sobre doença causada pelo novo Coronavírus – COVID-19

Diante da expansão e do aumento do número de mortes em função da COVID-19, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, CRF-SP, irá capacitar os farmacêuticos do Estado para auxiliar as pessoas que procurarem a farmácia com sintomas da doença. O lançamento da campanha “Farmacêuticos contra o novo coronavírus” acontece no próximo dia 18 de fevereiro, na sede do CRF-SP e será transmitido ao vivo pelo portal da entidade. Entre os principais temas que serão abordados estão as formas de transmissão e prevenção, a identificação de sinais, casos suspeitos e notificação, além de diagnóstico laboratorial e tratamento. A campanha contará ainda com um folder voltado à população, além de uma capacitação online.

Pelo fato da farmácia ser, em grande parte das vezes, o primeiro local de procura por atendimento de um profissional de saúde, é fundamental que os farmacêuticos estejam preparados para identificar os sinais e sintomas da doença, assim como encaminhar para atendimento médico, os casos suspeitos. Outro aspecto importante é orientar sobre o perigo da automedicação, que muitas vezes pode mascarar o sintoma e adiar o diagnóstico de algo mais grave.

Hoje são mais de 18 mil farmácias no Estado de São Paulo que atendem pacientes com as mais diferentes demandas. Por isso, o foco do CRF-SP é munir o farmacêutico com informações, materiais técnicos, fichas de atendimento e manejo que devem ser utilizados quando o paciente estiver com suspeita de COVID-19.

Os riscos das fake news

Como profissionais de saúde, os farmacêuticos devem estar cercados de informações sobre o assunto para desmentir qualquer alarde que possa se espalhar por meio de notícias falsas. Uma das fake news que circulam pelas redes sociais relacionada ao COVID-19 aponta o uso de vitamina C + zinco como tratamento para combater a doença. Essa notícia foi desmentida pelo Ministério da Saúde em seu portal e pode trazer um risco real à saúde do cidadão. O excesso de vitamina C pode causar cálculo renal, além de interagir com outros medicamentos como anticoncepcionais causando a variação dos níveis de hormônios da pílula.

Resumo da COVID-19:

O QUE É?

• Trata-se de uma doença causada por um vírus que pertence à família dos coronavírus

TRANSMISSÃO

• Gotículas de saliva

• Espirro

• Tosse

• Catarro

• Contato próximo, como toque ou aperto de mão

• Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com boca, nariz ou olhos

SINTOMAS

• Febre

• Tosse

• Dificuldade para respirar

Em casos mais graves pode causar pneumonia e até morte

O vírus pode ficar incubado por duas semanas até o aparecimento dos sintomas.

TRATAMENTO

Não há tratamento específico para COVID-19, mas indica-se:

• Repouso e ingestão de líquidos

• Uso de antitérmicos e analgésicos, se necessário

• Uso de umidificador no quarto ou banho quente para auxiliar no alívio da dor de garanta e tosse

PREVENÇÃO

• Lave as mãos  frequentemente com água e sabão ou higienize-as com álcool gel se não estiverem sujas

• Cubra a boca ao tossir ou espirrar

• Utilize lenço descartável para higiene nasal

• Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca

• Não compartilhe objetos de uso pessoal

• Evite contato próximo a pessoas que apresentem sintomas da doença

• Evite contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações

• Mantenha os ambientes limpos e ventilados

FIQUE ATENTO!

Quem esteve em área com casos confirmados da doença e apresentar sintomas suspeitos, deve:

• Evitar o contato com outras pessoas

• Procurar um serviço médico

• Seguir os cuidados recomendados para prevenção

• Utilizar máscara para evitar a propagação do vírus


Pró-Saúde promove treinamento sobre coronavírus em hospitais gerenciados

Com o alerta mundial sobre o novo coronavírus (Covid-19), o governo brasileiro definiu protocolos e unidades de referência para o atendimento em todo o país.

A Pró-Saúde, entidade filantrópica que realiza a gestão de 23 hospitais em todas regiões do país, está promovendo um treinamento interno voltado aos profissionais da equipe assistencial para garantir atendimento seguro e adequado aos pacientes que apresentarem sintomas da doença.

Ao todo, cinco hospitais em diferentes regiões do Brasil já começaram o treinamento. Unidades localizadas no Espírito Santo, Mato Grosso e Pará fazem parte da ação em decorrência da localização estratégica e por se tratar de referência importante para atendimentos de média e alta complexidades.

De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento não há nenhum caso confirmado do vírus no Brasil.

No Espírito Santo, o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, iniciou os treinamentos na quarta-feira, 12. A unidade é referência para Grande Vitória e Sul do Estado no atendimento de trauma. No caso do HEUE, os profissionais foram orientados sobre como identificar os casos suspeitos envolvendo o Covid-19, prevenção e protocolos de isolamento. O hospital é gerenciado pela Pró-Saúde desde 2015, por meio de contrato de gestão com a Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (SESA).

Já em Mato Grosso, o Hospital São Luiz, em Cáceres, promove treinamento para profissionais de saúde do município a partir desta quinta-feira, 13. O curso faz parte de uma iniciativa e parceria entre as secretarias Estadual e Municipal de Saúde. O treinamento, com as orientações na assistência, será realizado pela infectologista do São Luiz, unidade própria da Pró-Saúde.

No Pará, das dez unidades gerenciadas pela Pró-Saúde no Estado, três hospitais foram selecionados em conjunto com a Secretaria de Saúde Pública do Estado e Ministério de Saúde. O Hospital Regional Público da Transamazônica (HRPT), em Altamira, Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, e Hospital Regional do Sudeste do Pará (HRSP), em Marabá, são unidades que, juntas, são referência para 54 municípios que somam 2,8 milhões de habitantes.

“Os treinamentos contribuem para aumentar a segurança no atendimento, além de auxiliar no combate a doença e evitar a propagação do vírus. As unidades gerenciadas pela Pró-Saúde possuem toda a estrutura necessária e profissionais qualificados, e são referência em suas regiões na assistência à população”, explica Sandra Miziara, gerente Assistencial Corporativa da Pró-Saúde.

Sobre o coronavírus e sintomas

O coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente (nCoV-2019) do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China, que já registrou mais mil mortes provocadas pela doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública global por conta da epidemia e, recentemente, definiu a nomenclatura da nova cepa do coronavírus como Covid-19.

Entre os sintomas estão: febre e sintomas respiratórios como tosse, dor de garganta e dificuldade em respirar. Em casos mais graves, há registro de pneumonia, síndrome respiratória aguda grave, insuficiência respiratória e sepse. É importante estar atento para casos de histórico de viagem para China nos últimos dias.

Como reduzir o risco de infecção pelo coronavírus?

Entre orientações de prevenção, fique atento as seguintes situações:

• Evitar contato próximo com pessoas com infecções respiratórias agudas;
• Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou com o meio ambiente e antes de se alimentar;
• Usar lenço descartável para higiene nasal;
• Cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir;
• Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
• Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas e manter os ambientes bem ventilados.

Caso apresente algum dos sintomas descritos acima, associado ao histórico de viagem recente para área de transmissão, a China, ou contato com alguma pessoa com suspeita de infecção pelo Covid-19, comunique a unidade de saúde mais próxima.

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