Estudos mostram que espiritualidade tem relevância para 60% dos pacientes com doenças cardíacas em estágio avançado

Quando falamos em tratamento de doenças do coração, a lista de tarefas “a cumprir”, se baseia em pilares como medicamentos, alimentação saudável, atividade física, controle da pressão arterial e do diabetes, entre outros. Porém, cada vez mais, os especialistas entendem a relevância da espiritualidade para o acompanhamento de pacientes com cardiopatias, estejam eles em início de tratamento ou fora das possibilidades terapêuticas de cura, já em fase de cuidados paliativos.

Vale lembrar que espiritualidade não necessariamente está ligada a um credo religioso. De acordo com o DEMCA – Departamento de Estudos em Espiritualidade e Medicina Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC, o conceito é mais amplo e envolve um conjunto de valores morais, mentais e emocionais que norteiam pensamentos, comportamentos e atitudes. “A separação entre espiritualidade e religião é uma das mudanças sociológicas do nosso tempo. As instituições religiosas por anos mantiveram hegemonia sobre o cuidado com a espiritualidade e estamos ressignificando isso, nos alinhando a uma nova realidade”, diz Karla Carbonari, psiquiatra em formação e conferencista do 42º Congresso de Cardiologia da SOCESP, que acontece nos dias 16, 17 e 18 de junho, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Durante o evento, Karla irá apresentar a palestra ‘Espiritualidade e Cardiologia’.

Pela primeira vez, em 2019, a Diretriz de Prevenção da SBC destacou os benefícios da espiritualidade para o coração. De acordo com o documento, essas pessoas estarão menos vulneráveis diante do estresse, depressão e ansiedade e mais dispostas a praticar exercícios e manter pressão e colesterol em níveis aceitáveis.

O Grupo de Estudos de Cuidados Paliativos da SOCESP – Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – analisou dez estudos internacionais identificando de que forma a espiritualidade é integrada aos cuidados dos pacientes com cardiopatias avançadas. Em 60% dos estudos, a espiritualidade é mencionada como recurso de alívio para quem convive com o sofrimento, impactando positivamente na qualidade de vida.

“Você se sente em paz?” foi a pergunta feita em um dos estudos norte-americanos para avaliar o bem-estar espiritual daqueles com insuficiência cardíaca: aproximadamente 1/4 disseram ter pouca sensação de paz. Já uma pesquisa realizada no Quênia encontrou relatos de desconfortos físicos, psicológicos, espirituais e financeiros, além de carência de informações sobre a doença que os acometia. Assim, diante das queixas, ficou claro que se beneficiariam com abordagens holísticas feitas por equipes de cuidados paliativos. Em um estudo realizado no Reino Unido, as abordagens espirituais foram benéficas para pacientes com dores físicas e emocionais. Ter alguém para conversar, o apoio de cuidadores, demonstração de sensibilidade/fomento de esperança e suporte espiritual domiciliar estavam entre os desejos apontados pelos atendidos.

“Quando falamos em casos graves, a cura não é mais um elemento central”, ressalta a psiquiatra. “O aspecto mais relevante diante deste quadro é o alívio dos sintomas e a garantia de um espaço para produção de mudanças, buscando um novo sentido para as limitações que o adoecimento impõe, compreendendo a realidade somática, psíquica, social e espiritual de cada um.” Segundo ela, é preciso oferecer um cuidado que acolha o sofrimento a partir da singularidade. “Cada sujeito precisa ser visto como único naquele momento e o trabalho deve estar focado em restaurar vínculos entre sua essência e o sentido sagrado de sua existência”, completa a especialista, que também é integrante do Grupo de Estudos de Cuidados Paliativos da SOCESP.

Primeiro aplicativo para publicações científicas em português participará do Congresso da SOCESP

A agilidade das mídias sociais e das novas plataformas de comunicação agora também está disponível para a ciência brasileira. O primeiro aplicativo em português que existe no mercado para artigos, textos acadêmicos e científicos de saúde, o InforMed, e que foi desenvolvido pela mais tradicional editora de livros do segmento, a Manole, participará de um dos mais importantes Congressos de Cardiologia do Brasil – SOCESP.

O InforMed tem o mais relevante conteúdo de cardiologia do país formatado para que o cardiologista encontre apoio na sua decisão clínica. São artigos científicos de mais de 10 obras da especialidade entre elas ‘Manual de Ecocardiografia’, ‘Manual de Residência em Cardiologia’, ‘Tratado de Cardiologia – SOCESP’, ‘Cardiologia Diagnóstica Pratica HSL’ e ‘Manual de Condutas e Emergências do InCor’, entre outras.

A plataforma viabiliza o acesso a mais de 70 mil conteúdos científicos, com curadoria e revisão cuidadosa de especialistas renomados, que compõem o comitê editorial da Manole. “Todo conteúdo digital está indexado com termos médicos, apoiado no DECS/MeSH, o que permite uma busca correta para o profissional da saúde. São artigos, aulas, algoritmos, capítulos, diretrizes nacionais e internacionais, imagens, podcasts, fichas de medicamentos com interações e reações adversas para uma prescrição segura e assertiva, além de tabelas, vídeos e webinares. Todo o conteúdo tem funções que permite você escutar enquanto faz sua corrida matinal, por exemplo, e ainda acelerar o áudio se achar necessário”, explica Marcos Garcia Gerente de Produto e Tecnologia do Informed.

Com o InforMed, o profissional pode atualizar, otimizar suas habilidades clínicas, tomar decisões à beira-leito, estudar e estar em dia com tudo o que há de novo na medicina e na saúde, de maneira rápida, fácil e inteligente. O aplicativo é multiplataforma, podendo ser acessado de smartphones, tablets e computadores. “O usuário pode fazer anotações pessoais, escrever comentários, marcar um artigo como favorito e ainda compartilhar o conteúdo com o seu grupo de discussão clínica, enfim, é uma plataforma totalmente customizável”, explica o executivo.

O InforMed ainda permite buscas por relevância, através do sistema machine learning (por data, aula, nome do autor, etc.) ou por palavras chaves. É certificado em blockchain, ou seja, a informação que possui propriedade intelectual é protegida contra hackers e consegue restringir a difusão de cópias dos conteúdos digitais.

Informações: socesp2022.com.br

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