Hospitais ainda têm dificuldade em estabelecer marketing e comunicação institucional

O marketing e a comunicação institucional são um desafio para os diversos setores da sociedade. Porém, alguns deles apresentam uma dificuldade ainda maior em estabelecer um bom plano de ação. Para a especialista em gestão de saúde, fundadora e diretora-executiva da C2L, Camilla Covello, parte dessa problemática está nas peculiaridades da área. “A saúde é um setor de alta complexidade, isso, por si só, já dificulta. Mas, para além disso, temos as questões da legislação”, explicou a especialista.

As leis citadas por Camilla são o Decreto-Lei nº 4.113/42 e a Resolução CFM nº 1.974/2011 que estabelecem os critérios norteadores da propaganda  em Medicina, ressaltando que, no Brasil, só se pode fazer propaganda de um hospital, instituições de saúde ou de médicos,  se ela tiver um caráter informativo, obediência aos princípios éticos de orientação educativa e fornecer algum tipo de acesso ao público-alvo.

“O tipo de citação que devemos fazer seria algo como: ‘tem um hospital perto de você’ e ‘não venha aqui, porque somos melhores do que o hospital que você costuma frequentar’. Isso é uma informação para a população”, exemplificou Camilla.

Ainda que haja os desafios, ela acredita que planos de comunicação e marketing maduros serão cada vez mais necessários para as instituições. Ela defende que os pacientes estão mais empoderados e, para se conectar com eles, é preciso inovar. “Antigamente as instituições de saúde não sabiam nem com que público eles tinham que falar. Hoje eles já sabem quais tipos de ações eles devem fazer para atingir determinados públicos”, comentou.

Porém, para além dessa comunicação externa, a especialista em gestão de saúde e marketing ainda enxerga desafios na comunicação interna desses espaços – aquela realizada entre os profissionais e o paciente que já está hospitalizado. Ela destacou que o setor da saúde é composto por uma multiplicidade de seres humanos. “Ele é feito de pessoas e,  onde há pessoas, existem barreiras de comunicação”, ressaltou.

Como solução para esse problema, Camilla diz ver dois caminhos: a educação e a sensibilização. Ela defende que a linha de cuidado deve ser acompanhada de um plano de comunicação e enfatiza que cada ponto de contato com o paciente precisa ser considerado.

A gama de serviços informativos, que vai desde o marketing até essa comunicação tão específica, é necessária para que os médicos e instituições de saúde se posicionem perante a sociedade e aos concorrentes de uma maneira mais assertiva.

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