Hospital Japonês Santa Cruz resgata origens e fortalece atuação

Criado em 1939, em São Paulo (SP), com a missão de auxiliar os imigrantes japoneses e oferecer um atendimento médico-hospitalar de excelência no Brasil, o Hospital Santa Cruz resgata suas origens, incorporando as raízes ao seu nome e passando a se chamar Hospital Japonês Santa Cruz. A mudança na nomenclatura marca os 82 anos da instituição.

O hospital lança ainda um novo logotipo, que também reforça esse resgate e o vínculo com o Japão. “A nova marca reafirma nossa essência e história, firmadas no compromisso de levar atendimento de qualidade e humanizado”, fala o presidente do conselho deliberativo do Hospital Japonês Santa Cruz, Renato Ishikawa.

A identidade visual da marca remete à sakura, flor da tradicional árvore japonesa que simboliza o amor, a felicidade, a renovação e a esperança. Histórias relatam que os imigrantes japoneses, ao chegarem ao Brasil, olhavam para o ipê e se lembravam, com carinho, da sakura que enfeitava o Japão, assim, recordavam-se de casa e do significado por detrás da flor. A coloração verde remete ao equilíbrio, harmonia, esperança, saúde e vitalidade.

O enlace, que também compõe o logotipo, representa os laços, tradição importante no Japão e traz a mensagem de que, ao amarrar um barbante em alguma coisa, podemos deixar uma alma nesse nó, uma vez que os laços conectam as almas, os desejos e as pessoas. “O novo logotipo tem esse significado: conectamos nossos corações e fortalecemos os laços entre os países Brasil e Japão e entre o Hospital Japonês Santa Cruz e seus pacientes”, ressalta o diretor-presidente do Hospital Japonês Santa Cruz, Mario Sato.

Apoio do Japão

A aproximação entre o Hospital Japonês Santa Cruz e o governo do Japão resulta em uma série de apoios que contribuem para o aperfeiçoamento dos serviços prestados. Um deles, via JICA – Agência de Cooperação Internacional do Japão, é para a abertura do Centro Oncológico do Hospital Japonês Santa Cruz, através do programa de concessão de subsídios às entidades de imigrantes. No Brasil, segundo estimativas do Inca (Instituto Nacional de Câncer), serão contabilizados 625 mil novos casos da doença a cada ano do triênio 2020-2022. “Com esse valioso suporte, esse espaço para a oncologia está sendo planejado para oferecer serviços de primeira categoria, com departamentos de quimioterapia e radioterapia equipados com dispositivos de última geração e equipe clínica altamente capacitada”, ressalta Sato.

Também apoiada pela JICA, através da Cooperação Follow Up, outra ação realizada foi o trabalho para prevenir a infecção hospitalar pelo novo Coronavírus.

A parceria com universidades japonesas, como as de Osaka, Kyushu e Tsukuba, é outro ponto de destaque no estreitamento de vínculos com o Japão, intensificando, de maneira bilateral, o conhecimento e fomento à pesquisa, aprimorando os conceitos e os métodos aplicados na instituição. “Todo esse amparo nos fortalece e nos permite aprimorar cada vez mais o nosso trabalho, para prestar atendimento digno e de qualidade, não só à comunidade japonesa, mas a toda a população”, salienta Sato.

A proximidade com o Japão também se aplica à forma de atendimento. O Hospital Japonês Santa Cruz atua com base no conceito Omotenashi, palavra que no Japão descreve a cultura local da hospitalidade centrada no cuidado. “A expressão quer dizer ‘cuidar de todo o coração” e é uma filosofia de vida praticada pelos japoneses no cotidiano, com o objetivo de oferecer a melhor experiência possível para as pessoas, sem esperar nada em troca”, explica Ishikawa. “É com base nisso que trilhamos a trajetória da nossa instituição e que mantemos dia após dia para oferecer um cuidado humanizado, defendendo aquilo que tem valor imensurável e que a nós é confiada: a vida”, conclui.

Redação

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