
Além da assistência humanizada prestada aos internados, a atuação dos profissionais da psicologia vem se tornando a cada dia um serviço essencial, proporcionando suporte no processo de enfrentamento ao isolamento durante o tratamento e recuperação de pacientes diagnosticados com Covid-19. Recentemente, no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), em Jundiaí (SP), Waldeir Lopes Sobrinho, de 46 anos, foi mais um paciente acolhido pela equipe da instituição com um momento de descontração e leveza. Por intermédio da psicóloga clínica e hospitalar do HSV, Juliana Oliveira Brochado, o paciente, após duas semanas de internação recebeu cartas e fotos de familiares e amigos queridos.
A psicóloga que acompanha e auxilia dia a dia na internação dos pacientes, explica que a iniciativa surgiu em meio a uma sessão de vídeo chamada para a esposa, Andreia Lopes. “Ela sugeriu que a família e amigos mais próximos enviassem fotos e escrevessem cartas que levassem a ele o sentimento de acolhimento e, de certa forma, pudesse animá-lo em meio a esses dias de internação. Eu acolhi o pedido e assim, com mensagens de força e carinho, além de versos bíblicos com menções de fé e esperança, Waldeir seguiu essa caminha em meio ao isolamento com um olhar diferente, um olhar de esperança e vida!”. Juliana ainda enfatiza que em tempos atuais de pandemia, muitos pacientes apresentam sentimentos de tristeza, solidão e ansiedade, e que a vídeo chamada e os atendimentos individuais são um caminho de aproximação do internado com a família, ajudando na sua recuperação e processo de hospitalização.
Como forma de agradecimento à assistência e cuidado da equipe com o paciente, Andreia fez questão de entregar pessoalmente uma cesta de chocolates com uma carta de agradecimento: “À toda a equipe, saibam que seu trabalho é muito importante para nós. Obrigada pela dedicação e em especial por cuidar tão bem do Waldeir. Que Deus abençoe a cada um de vocês e seus familiares, lhes dando muita saúde e força para contribuírem usando esse maravilhoso dom”, dizia a carta. “Realizamos o atendimento com paciente/família diariamente, apresentando resultados de humanização para promover a qualidade do vínculo familiar, e poder contribuir com aspectos que aproximam e fortalecem ambos os lados, é muito importante e gratificante para mim”, finaliza Juliana. O paciente teve alta médica no dia 09 de maio, depois de ficar internado por 20 dias.
