Novo tratamento para refluxo, TIF chega a Valinhos (SP)

O cirurgião bariátrico e endoscopista Admar Concon Filho acaba de concluir a certificação para a realização do TIF (Transoral Incisionless Fundoplication), um novo tratamento para DRGE (Doença do Refluxo Gastroesofágico), feito por endoscopia, que é uma alternativa à cirurgia convencional de refluxo. A tecnologia permitiu que a certificação, feita com um grande especialista dos Estados Unidos, acontecesse à distância com a mesma qualidade do treinamento presencial. Entre os recursos utilizados, estão os clenical eyes, que são óculos que permitem a transmissão ao vivo de todo o procedimento para que os instrutores possam acompanhar o resultado.

No TIF, como na cirurgia para refluxo, o cirurgião reconstrói a válvula gastroesofágica para reforçar a barreira física ao refluxo ácido, mas sem qualquer incisão na parede abdominal, já que todo o processo é por endoscopia. “Os benefícios são os mesmos da cirurgia, mas sem ser uma cirurgia. Nós adaptamos um dispositivo TIF na ponta do endoscópio para reparar ou refazer a válvula, que é uma barreira natural do corpo ao refluxo”, explica Concon. As principais vantagens do procedimento, em relação à cirurgia, é a recuperação, que costuma ter menos dor e ser mais rápida.

O TIF é indicado para pessoas com Doença do Refluxo Gastroesofágico que são intolerantes aos inibidores de bombas de prótons, que não querem utilizar este tipo de medicamento por longos períodos, que possuem problemas anatômicos que impedem o funcionamento adequado da válvula ou que não querem – ou não podem – ser submetidas a uma cirurgia videolaparoscópica. Pacientes que já fizeram a cirurgia de refluxo convencional, mas que voltaram a ter o problema, também podem ser submetidos ao TIF. Segundo Concon, apesar de ser um procedimento endoscópico, é feito com anestesia geral, em centro cirúrgico.

Stretta

Além do TIF, existe um outro tratamento endoscópico para Doença do Refluxo Esofágico: o Stretta. Diferentemente do TIF, em que a válvula do estômago é refeita, o Stretta causa uma ablação nas camadas internas do esôfago, através de radiofrequência. Com isso, fortalece o músculo para que o conteúdo do estômago não retorne mais. “O Stretta é um tratamento intermediário entre os medicamentos e a cirurgia”, explica Concon.

Refluxo

A Doença do Refluxo Gastroesofágico é o retorno do conteúdo do estômago para o esôfago em direção à boca. Ele é causado por alguns motivos, sendo um deles quando o músculo entre o estômago e o esôfago se torna fraco. Com isso, o conteúdo do estômago, inclusive ácido e bile, volta para o interior do esôfago, causando os sintomas da DRGE, como azia, arroto, indigestão, náusea, boca amarga, tosse crônica após alimentação e aumento de gases.

3 COMENTÁRIOS

  1. Olá,tenho 39 anos e sofro com o refluxo.Meu clínico geral me receitou Domperidona 10mg como tratamento para meu problema,este medicamento será de uso contínuo.Bom,pelo menos por enquanto,a não ser que eu faça cirurgia.Ele me disse que nela é feita uma espécie de torção no esôfago,mas que eu posso engasgar com um simples grão de arroz,então neste caso esta cirurgia não é recomendada.Ele falou também sobre um anel que estaria em fase experimental nos Eua para tratamento do problema.Quais outros tipos de cirurgia existem como forma de tratar ou curar o refluxo,além do Tif ,anel e do Stretta? Sou daqui de Cuiabá – MT e não sei se por estas bandas fazem alguma dessas cirurgias.

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