Posicionamentos das entidades sobre o Coronavírus

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CMB alinha estratégias com Ministério da Saúde no enfrentamento à doença

Diante da pandemia de Covid-19 (Coronavírus), declarada pela Organização Mundial da Saúde, com mais de 300 casos no Brasil, a CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas) está mobilizando a rede filantrópica de todo o país para auxiliar o Ministério da Saúde no enfrentamento à doença.

Na terça-feira (17), foi realizada reunião por videoconferência entre o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e o presidente da CMB, Mirocles Campos Véras Neto; o vice-presidente, Flaviano Feu Ventorim, o diretor geral, Mario César Homsi Bernardes e o representante das operadoras filantrópicas, Rogério Medeiros. Na ocasião, a CMB estabeleceu um canal direto com o órgão federal para troca de informações e pleitos, e o ministro pediu que a Confederação institua uma rede de fluxo de informações com suas Federações e hospitais para mapear leitos que possam atender aos pacientes com coronavírus.

A CMB encaminhou ofício aos presidentes das Federações das Santas Casas e hospitais filantrópicos de todo o país, solicitando o mapeamento da rede filantrópica instalada em seu Estado, por cidade e complexidade dos leitos (UTI e enfermarias). As entidades devem retornar as informações à CMB até sexta-feira (20). “Com estes dados, poderemos trabalhar junto ao Ministério da Saúde na consolidação da participação efetiva da rede filantrópica no enfrentamento do Covid-19”, salientou o presidente da CMB, Mirocles Campos Véras Neto.

A CMB comprometeu-se ainda a integrar os hospitais de pequeno porte a receberem os pacientes de média complexidade que buscam tratamento médico em unidades de saúde de médio e grande porte. Com essa medida, os hospitais de maior porte e que possuem maior número de leitos, aumentarão a capacidade para atender aos casos confirmados de coronavírus. “A partir de agora, a missão da CMB é reunir, constituir e inserir nossos hospitais de pequeno porte em uma rede de suporte ao atendimento em média complexidade, com o objetivo de desafogar os leitos dos hospitais maiores para o atendimento aos casos de coronavírus”, ressaltou Neto.


 

REFORÇO PARA ENFRENTAMENTO AO CORONAVÍRUS

No estabelecimento de ações emergenciais em prol da saúde da população, a Associação Médica Brasileira (AMB) constitui-se em parceira prioritária no somatório de esforços destinado ao combate à epidemia causada pelo CORONAVÍRUS – COVID-19.

Diante do contexto, e com a celeridade que a conjuntura exige, o Ministério da Saúde optou pela assistência médica emergencial à população via processo seletivo simplificado (Edital do Programa Mais Médicos) visando a adesão imediata de médicos para o preenchimento de 5.811 vagas pelo Programa Mais Médicos pelo Brasil.

Os profissionais serão distribuídos em 1.921 municípios de todo o País, além de 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), no intuito de dotar o Brasil de profissionais habilitados ao atendimento de casos da doença.

A AMB conclama a participação dos profissionais médicos brasileiros, com CRM, para preenchimento das vagas o desse edital, cujo período de inscrição foi prorrogado até às 18h do domingo (22/03). Essa prorrogação acontece para ampliar oportunidades aos médicos frente à dimensão da demanda. Interessados devem acessar o endereço eletrônico maismedicos.saude.gov.br, seguindo o tutorial disponibilizado no link.

A expectativa é de que parte dos médicos já comece a atuar nos municípios no início de abril. Importante frisar que o edital prevê até 5 (cinco) chamadas de modo a viabilizar a ocupação de todas as vagas ofertadas. Cada chamada segue imediatamente após o término da anterior, visando garantir o objetivo de suprir o atendimento à população no menor intervalo temporal possível.

FORÇA-TAREFA CONTRA COVID-19

A AMB está trabalhando em conjunto com o Ministério da Saúde e o CFM para definir formas de aumentar a força de trabalho disponível para o enfrentamento da pandemia do coronavírus. As duas primeiras reuniões aconteceram terça e quarta-feira desta semana. A preocupação é garantir maior disponibilidade de médicos para o atendimento à população, caso a epidemia se intensifique. “Precisamos garantir condições de trabalho e proteção contra o vírus para os médicos. Isso é fundamental para atrairmos médicos para esta frente de atuação e para proteger os que já estão atuando. A crise será pior se tivermos médicos contaminados, pois perderemos capacidade de atuação e ainda teremos esses indivíduos contaminando pacientes de outras enfermidades ou que eram apenas suspeitos de estar com o vírus”, alerta Lincoln Ferreira, presidente da AMB.

Dentre as possibilidades que estão sendo discutidas, está a utilização dos alunos de 5º e 6º anos dos cursos de medicina, que já atuam nos internatos, o que aumentaria a força de trabalho em até 40 mil pessoas. “Esses estudantes não podem atuar como médicos, pois não estão formados, mas já atuam nos hospitais, de forma supervisionada, como parte do processo de formação. Agora, sob supervisão e com foco em apoio, podem ser muito importantes para o atendimento dos brasileiros”, explica Diogo Sampaio, vice-presidente da AMB.

Outra forma de aumentar a captação de médicos foi a prorrogação do edital do Programa Mais Médicos, que se encerrava ontem, exclusivo para médicos com CRM. O novo prazo de inscrição vai até às 18h do próximo domingo (22/3) e pretende preencher 5.811 vagas do programa, distribuídos em 1.921 municípios de todo o país, além de 19 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Os interessados devem acessar o endereço eletrônico maismedicos.saude.gov.br.

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA INDIVIDUAIS (EPIs) – Na visão da AMB, a segurança dos profissionais de saúde, para que não se contaminem com o vírus, é fundamental para o êxito deste processo como um todo. Por isso, é crucial que ações extraordinárias sejam desenvolvidas para garantir o fornecimento desses equipamentos para estes profissionais. “É impensável e irresponsável colocar os médicos para atuar sem utilização de máscaras tipo N95 ou PFF2, óculos de proteção, luvas, gorro e capote impermeável”, alerta Diogo Sampaio, vice-presidente da AMB.

SUSPENSÃO DO ATENDIMENTO AMBULATORIAL ELETIVO EM TODO O PAÍS

Diante do quadro atual do Covid-19 e da necessidade de diminuir ao máximo a exposição das pessoas ao vírus, assim, reduzir a velocidade do contágio, a Associação Médica Brasileira recomenda aos médicos brasileiros a suspender o atendimento ambulatorial eletivo em todo o País. Isso vale para os ambulatórios privados e públicos. “Esses locais são de grande aglomeração de pessoas, com diversas enfermidades de níveis diferentes de vulnerabilidade imunológica. No estágio atual da pandemia, podem virar verdadeiros ‘centrais de contaminação e contágio’, agravando ainda mais a situação”, explica Diogo Leite Sampaio, vice-presidente da AMB.

A ação também visa garantir condições de atendimento aos usuários destes serviços que estejam em situação crítica, além de preservar uma capacidade de atendimento que suporte o aumento da demanda por parte dos infectados por coronavírus.

CIRURGIAS ELETIVAS – Recomendação semelhante vale para as cirurgias eletivas, que devem ser adiadas, se possível, ou realizadas na menor quantidade possível. Nesse caso, a preocupação é também com possível necessidade do paciente operado ter que ficar hospitalizado em período que possa coincidir com o aumento da crise do coronavírus, deixando assim o pós-operado em situação mais insegura.

Casos de pacientes que necessitem de cirurgias oncológicas ou cardíacas, devem ser analisados sobre perspectiva diferente, dada a criticidade e os riscos oriundos de possíveis adiamentos. Vale a zelosa avaliação clínica pelos profissionais envolvidos, considerando o estado de saúde do paciente e o impacto da realização ou não da cirurgia.

LINHA DE FRENTE – Tanto nas cirurgias eletivas, quanto nos ambulatórios, é extremamente necessário que os médicos preservem ao máximo seu próprio estado de saúde. “Não podemos perder quem está na linha de frente, pois isso deixaria o desafio do combate ao coronavírus ainda mais difícil”, alerta Diogo.

Equipamentos de EPI, como como máscaras tipo N95 ou PFF2, óculos de proteção, luvas, gorro e capote impermeável, são fundamentais. “Os médicos precisam ter sua saúde preservada e condições de trabalho que permitam enfrentar o coronavírus em condições de vencê-lo. A AMB disponibilizou um e-mail denuncia@amb.org.br para os médicos denunciarem os locais que não estejam suprindo as equipes de trabalho envolvidas no atendimento aos pacientes com estes equipamentos. Estes equipamentos também asseguram a saúde do paciente, evitando que um médico contaminado e assintomático, contagie seus pacientes”, explica Sampaio.


 

Federação dos Hospitais denuncia falta de materiais e medicamentos e aumento de mais de 1000% em insumos hospitalares

A FEHOESP e o SINDHOSP – Federação e Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo estão enviando ofícios ao Ministro da Saúde, Secretário de Estado da Saúde e Secretário Municipal da Saúde denunciando a falta no mercado e o aumento abusivo de preços de materiais e medicamentos de uso dos serviços de saúde. As entidades somam no Estado de São Paulo 55 mil serviços privados de saúde, responsáveis por 60% da assistência à saúde.

Segundo levantamento do Sindicato e da Federação, estão em falta crônica álcool gel a 70%, máscaras e vários medicamentos, que inclusive não estão relacionados ao Coronavírus. O problema atinge, principalmente, serviços de saúde de pequeno e médio porte. O sumiço dos insumos do mercado levou a aumentos abusivos como:

  • Máscara tripla com elástico – caixa com 50 unidades – passou de R$ 4,50 em janeiro 2020 para R$ 35,00 no começo de março/2020 e ontem (17/3/2020) passou a R$ 140,00.
  • Luva descartável de procedimento – 200 pares – custava em fevereiro 2020 R$ 14,70, passou a R$ 17,90 no começo de março 2020 e hoje custa R$ 22,00.
  • Álcool gel – 800 ml – passou de R$ 18,90 em janeiro para R$ 22,76 hoje. Mas não há previsão de entrega.
  • Omeprazol – 40 mg – 1 ampola – custava em 10/3/2020 R$ 5,72 e passou em 12/3/2020 para R$ 15,20
  • Catéter 22 – usado para soro – custava R$ 0,65 no começo do mês de março 2020 e passou hoje a R$ 2,46 a unidade. Mas está em falta no mercado.
  • Berotec-20 ml – para inalação – custava em 5/3/2020 R$ 2,45 e agora custa R$ 13,25.

Para o presidente da FEHOESP e do SINDHOSP, o médico Yussif Ali Mere Jr, é urgente que se coibam abusos para que os serviços de saúde possam garantir o atendimento digno e de qualidade à população. “Precisamos que as autoridades de saúde fiscalizem o que está ocorrendo e deem solução emergencial”, alerta.

O SINDHOSP e a FEHOESP estão enviando ofício ao Ministério da Saúde, SES e SMS bem como à FIESP para solucionar os problemas.


 

Anahp – Reinvindicações

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) protocolou junto aos Ministérios da Saúde e Economia um documento solicitando a criação de um canal direto com os órgãos do Governo, para que eles possam auxiliar efetivamente e prioritariamente no combate à escassez e à alta progressiva de preços referentes aos insumos hospitalares no combate ao Covid-19.

O documento é assinado em conjunto com a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), Confederação das Santas Casas de Misericórdia do Brasil (CMB), Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde) e Federação Brasileira de Hospitais (FBH).

Dentre as solicitações estão:

  • Grande parte dos EPIs é importada, assim sendo, esforços para liberação de cargas aduaneiras neste momento seriam de grande valia;
  • Avaliar alternativas no mercado nacional para reposição de uma possível escassez de materiais importados essenciais para o setor;
  • Possibilidade de liberação de kits alternativos para detecção do Covid19, a exemplo do que vem sendo feito pelo FDA;
  • Acompanhar e estabelecer alguma ação direcionada à prática abusiva de preços em um momento de crise em nosso país.

Abaixo seguem resultados de uma pesquisa realizada neste mês entre os hospitais Anahp (122 membros). A Associação reforça que a média de estoque varia em relação à demanda e ao avanço da pandemia, já que a procura da população por atendimento médico tem sido crescente

A Anahp reforça a importância das orientações preconizadas pelo Ministério da Saúde para a população: apenas procurar atendimento hospitalar em caso de sintomas graves e permanecer, o máximo possível, em isolamento social, a fim de evitar o aumento das transmissões no Brasil.


 

Anvisa atende reivindicação da ABIMO e simplifica processo para regularização de EPIs e ventiladores pulmonares no combate ao novo coronavírus

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acatou um pedido da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO) e, a partir de hoje (20) começa a simplificar o processo de regularização de produtos para atuar no combate ao novo coronavírus (Covid-19). A partir de agora, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, luvas, e aventais – além de equipamentos médicos, como ventilador pulmonar – poderão ser regularizados no país de maneira mais ágil, caso seja configurada a indicação de uso para prevenção ou tratamento da doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19). A Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) foi publicada hoje no Diário Oficial da União .

De acordo com o presidente da ABIMO, Franco Pallamolla, a atitude da Anvisa só demonstra a credibilidade das empresas brasileiras e quanto a Agência está disposta a atuar fortemente no combate à pandemia do novo coronavírus. Além disso, Franco destacou a união dos associados da ABIMO que, de maneira propositiva e com capacidade de entendimento e desprendimento, buscam soluções rápidas e eficazes para ajudar nessa crise de saúde pública sem precedentes recentes na história do Brasil.

“A Anvisa acatou imediatamente um pedido da indústria nacional, partindo da premissa de que não vamos medir esforços para colocar os produtos necessários para abastecer o mercado”, ressalta o presidente da ABIMO. Ainda de acordo com Franco Pallamolla, apesar dos esforços que a indústria nacional vem realizando, inclusive revendo o seu planejamento de produção, não é possível assegurar que a capacidade produtiva instalada seja suficiente para suportar a alta da demanda que se vislumbra.

A reunião, coordenada pelo Diretor da Anvisa, Fernando Mendes, e que contou com a Gerência de Regulamentação e a Gerência de Produtos para Saúde da agência, aconteceu em Brasília, no dia 19 de março, com diretores da ABIMO para tratar da necessidade de atender a demanda de ventiladores pulmonares.


 

Federação dos Hospitais recomenda agendamento prévio para vacinação de idosos contra gripe em clínicas privadas

A FEHOESP e o SINDHOSP – Federação e o Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo estão alertando os serviços de saúde e a população idosa para que o acesso às clínicas de vacinação particulares, com o objetivo de tomar a vacina contra a gripe, seja agendado previamente por telefone ou pela internet a fim de evitar aglomerações e contaminação.

As entidades decidiram fazer esse alerta porque já existe aumento da demanda pela vacina de gripe em clínicas de São Paulo. Algumas, inclusive, já esgotaram a venda do primeiro lote da nova vacina contra gripe. Mesmo não tendo efeito contra o novo Coronavírus (Covid-19), quem procura acredita que poderá ficar mais protegido caso seja infectado com o vírus.

As duas vacinas mais procuradas são a Pneumo-13 e a Influenza. Para o Coronavírus não tem proteção alguma. Mas a Antipneumocócica, principalmente para pessoas acima de 60 anos, protege das pneumonias mais significativas.

Segundo Yussif Ali Mere Jr, presidente da Federação, é absolutamente necessário que os idosos, maior grupo de risco na pandemia de Coronavírus, possam ser atendidos rápida e pontualmente nas clínicas de vacinas particulares, evitando-se aglomerações e contatos de vários pacientes ao mesmo tempo. “Se existe uma campanha nacional de quarentena, de isolamento social, precisamos criar uma logística eficiente para que a população idosa não fique em filas ou em aglomerações nos centros de vacinação”, destaca o médico.

Clínicas de vacinação particulares cadastradas no SINDHOSP

Município de São Paulo:  193 empresas

Região do ABC:                8 empresas

Interior do Estado:            113 empresas

Total do Estado:                314 empresas

Obs. Este número pode ser maior porque vários hospitais possuem serviços de vacinação.

A vacinação dos profissionais de saúde

O Sindicato e a Federação dos Hospitais enviaram ofício ao secretário de Estado da Saúde, José Henrique Guermann Ferreira, para saber qual será a logística para vacinação dos profissionais de saúde, que somam 762 mil 133 trabalhadores no Estado de São Paulo.

Explica o documento que, “em razão do momento atual, em que os trabalhadores da saúde estão sobrecarregados, em decorrência da epidemia de Coronavírus (COVID-19), é muito importante estabelecer escalas para o recebimento da vacina, a fim de que não haja interrupção nos postos de trabalho”.

No ofício, a Federação dos Hospitais quer informações “se a vacinação será aplicada no próprio local de trabalho, ou se a Secretaria pretende estabelecer outra forma, uma vez que se deve evitar que os trabalhadores da saúde fiquem em longas filas, o que pode possibilitar a contaminação pelo vírus e prejuízo na troca de plantões dentro dos hospitais e demais estabelecimentos de saúde, que não podem interromper suas atividades”.


 

Posicionamento da SBPC/ML sobre suspensão de exames laboratoriais por Coronavírus

A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica / Medicina Laboratorial (que representa os laboratórios de exame laboratorial) se manifesta sobre a decisão tomada por algumas Operadoras de Saúde de suspender a realização de qualquer exame laboratorial e/ou procedimento médico que não se enquadrem em situação de urgência e emergência, por ocasião da pandemia de coronavírus.

O presidente da SBPC/ML – Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, Carlos Eduardo Ferreira dos Santos, está à disposição para solicitações de imprensa sobre o tema.

Qualidade e efetividade dos novos exames laboratoriais para detecção do COVID-19

A SBPC/ML (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial), em conjunto com a SBAC (Sociedade Brasileira de Análises Clínica), a SBI (Sociedade Brasileira de Imunologia) e a SBM (Sociedade Brasileira de Microbiologia) divulgam posicionamento alertando sobre q qualidade dos novos testes laboratoriais que estão surgindo devido a demanda pelo diagnóstico de coronavírus. Até o atual momento ressaltamos que a única metodologia de diagnóstico validada é a que usa a técnica de reação em cadeia da polimerase em tempo real, o RT-PCR (sigla em inglês para transcrição reversa seguida de reação em cadeia da polimerase). Este método fornece um diagnóstico conclusivo, ao contrário de outros métodos que ainda estão sendo avaliados quanto ao seu desempenho. Estes métodos também estão sendo avaliados quanto aos resultados quando realizados na fase aguda da doença. Leia na íntegra o documento.


 

Sociedade Brasileira de Patologia deseja reduzir risco de contaminação em autpósias em casos de coronavírus

Diante do cenário de disseminação do novo coronavírus e do aumento exponencial dos casos positivos para Covid-19 no Brasil, a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) recomenda que, nos casos em que a Covid-19 tenha sido confirmada por exame laboratorial, se evite fazer a autópsia. Para tanto, é importante que, quando os pacientes morrem em hospitais em consequência comprovada desta doença, o médico já assine a declaração de óbito e não peça a autópsia.

“Quanto mais autópsias são feitas, maior é o risco de um profissional ser contaminado e transmitir o vírus para outras pessoas”, destaca a médica patologista e presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Kátia Ramos Moreira Leite.

Paralelamente a estas orientações, a SBP enviou um ofício ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, solicitando que os profissionais de saúde da área de patologia tenham o devido suporte no que se refere a proteção por Equipamento de Proteção Individual (EPI) e Coletiva (EPC), em especial, máscaras N95, a serem destinadas sobretudo aos Serviços de Verificação de Óbito (SVO) em todo o país.

PROTEÇÃO INDIVIDUAL

Para atenuar os riscos, a SBP está orientando os profissionais quanto à paramentação ideal e cuidados a serem tomados durante o procedimento. As principais orientações são:

– Usar um protetor facial de plástico ou uma máscara facial e óculos de proteção para proteger o rosto, olhos, nariz e boca de respingos de fluidos corporais potencialmente infecciosos.

– Usar luvas resistentes sobre as luvas de nitrila.

– Considerar usar tesouras manuais como uma ferramenta de corte alternativa. Se uma serra oscilante for usada, conecte uma cobertura de vácuo para conter aerossóis. Isso porque o SARS-CoV2 pode permanecer viável em superfícies ambientais por 24 horas ou mais, e também pode ser transmitido por aerossóis.

– Usar um roupão limpo, de mangas compridas, impermeável, para proteger a pele e as demais peças de vestuário.

– Lavar as mãos antes de se desparamentar. Cuidado para não sujar a vestimenta pessoal e lave as mãos após se desparamentar.

CUIDADOS DURANTE A AUTÓPSIA

– Permitir que apenas uma pessoa o auxilie no momento da autópsia.

– Limitar o número de pessoas que trabalham durante a autópsia, principalmente quando há suspeita de Covid-19. O ideal é ter apenas um técnico e um médico patologista.

– É fundamental ter cuidado ao manusear agulhas ou outros objetos perfurocortantes, assim como fazer o descarte seguro desses materiais.

– Para os médicos patologistas durante a autópsia, a contagiosidade do vírus pode se dar por secreções. É importante evitar que essas secreções respinguem ou disseminem pelo ar. Isso é particularmente importante quando está se usando serra. A sugestão é o uso de equipamentos que promovam menor lançamento de fragmentos teciduais como por exemplo alicates.

CONDUTAS DIANTE DOS GRUPOS DE RISCO

É recomendado afastar temporariamente o pessoal administrativo pertencente aos grupos de risco (>60 anos, portadores de doenças crônicas, cardio-pulmonar, oncológicas ou imunodeprimidos), sem penalidade na sua remuneração.

Para os casos em que houver, por exemplo, dois técnicos de autópsia ou médicos patologistas com mais de 60 anos e apenas um caso suspeito de contaminação por coronavírus, o indicado é que o gestor indique o profissional menos susceptível para esse procedimento.

OUTRAS ORIENTAÇÕES

A Sociedade Brasileira de Patologia, alinhada ao que preconiza a Organização Mundial de Saúde, recomenda que sejam mantidas as medidas de prevenção de disseminação do vírus, com atenção especial para os idosos, gestantes e pacientes portadores de doenças crônicas.

Havendo manifestação de quadro clínico suspeito como tosse, coriza, febre e dispneia é recomendado o afastamento e se possível a coleta do exame de identificação do vírus no dia 3, onde é mais provável o seu reconhecimento. Na indisponibilidade de realização do teste, o profissional deve permanecer afastado por período mínimo de 10 dias.

A Sociedade Brasileira de Patologia é uma entidade médica, de caráter científico, que manterá seus associados atualizados sobre as principais questões relacionadas com a epidemia de coronavírus e mantém os seus canais abertos para dirimir as possíveis dúvidas.


 

APM integra Comitê Civil contra o Coronavírus no município de São Paulo

O médico e vereador da Câmara Municipal de São Paulo Gilberto Natalini convidou a Diretoria da Associação Paulista de Medicina para participar do Comitê Civil contra o Coronavírus. A ideia do grupo é trocar e divulgar informações sobre sinais, sintomas e meios preventivos do Covid-19. O presidente da APM, José Luiz Gomes do Amaral, fará parte da equipe.

Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Governo Federal publicou uma portaria, nesta quinta, 19 de março, determinando o fechamento de fronteiras – que se aplica a rodovias e outros meios terrestres – do Brasil com países vizinhos na América do Sul.

Em São Paulo, o governador João Doria recomendou que templos e igrejas evitem celebrações que provoquem aglomerações. Anunciou ainda a antecipação das férias para professores da rede estadual da capital, interior e litoral e o fechamento de shopping centers e academias da capital paulista e da região metropolitana.

“O Brasil, com todas as dificuldades, está tentando tomar as providências para prevenir que a pandemia se torne incontrolável. Precisamos respeitar as decisões tomadas pelos órgãos competentes, seguir as orientações e desta forma proteger a si mesmo e as outras pessoas”, afirma Natalini.  As orientações do comitê serão divulgadas nas redes sociais.

A Associação Paulista de Medicina tem divulgado frequentemente, em seu portal e nas redes sociais, diversas informações de interesse dos médicos e da sociedade sobre o Covid-19.


 

CORONAVÍRUS – FEHOSPAR/AHOPAR/ SINDIPAR /FEMIPA

As diretorias da Associação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Ahopar), Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar), Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar) e Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa) se reuniram nesta quinta-feira (dia 19 de março) para tratar de medidas conjuntas na condução dos diversos desdobramentos da pandemia de Covid-19 e comunicam que:

– Os hospitais do Paraná estão empenhando todos os esforços sem qualquer limitação financeira, operacional, técnica ou de pessoal para oferecer à população o melhor atendimento no combate à disseminação do COVID-19;

– Estão dando aos profissionais de saúde todas as condições para que exerçam suas funções plenamente e esperam das autoridades a mesma atenção para que estes profissionais e toda a cadeia ligada ao setor tenha a estrutura necessária para trabalhar;

– Já solicitaram às operadoras de saúde que não alterem suas rotinas de trabalho;

– As falsas notícias têm criado pânico e têm atrapalhado o bom andamento dos atendimentos;

– A população só deve procurar pelo pronto-atendimento se tiver sintomas associados à doença e se realmente precisar de atendimento médico-hospitalar. Assim, além de não sobrecarregar os serviços, as pessoas não se expõem desnecessariamente;

– Mesmo os que possuem planos de saúde devem buscar orientação dada pelas Secretarias Municipais e Estadual de Saúde;

– Pedem aos profissionais da área que utilizem com parcimônia os insumos hospitalares, especialmente álcool gel, máscaras, luvas, aventais, toucas etc, pois já há dificuldade de encontrá-los no mercado;

– Os hospitais limitaram visitas hospitalares e a permanência de acompanhantes quando não necessário, isso para evitar a circulação de pessoas possivelmente contaminadas dentro das unidades hospitalares, medida essencial para conter a disseminação do vírus;

–  A melhor fonte de informação é a oficial e o compartilhamento de informações de origem duvidosa só gera prejuízos.

José Octavio da Silva Leme Neto – presidente em exercício da Ahopar

Flaviano Feu Ventorim – presidente do Sindipar e da Femipa

Rangel da Silva – presidente da Fehospar


CFM pede para Anvisa estender o prazo de validade de receitas médicas de uso controlado em até 90 dias

A possibilidade de prorrogação do prazo de validade de receitas médicas de medicamentos controlados foi o tema de um pedido encaminhado na sexta-feira (20) pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Essa decisão contempla substâncias enquadradas como antipsicóticos, antiepiléticos, antidepressivos, entre outros.

ACESSE O OFÍCIO COM O PEDIDO ENCAMINHADO  

No entendimento do CFM, diante da excepcionalidade da situação de combate à COVID-19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, pode – por ato administrativo específico – autorizar a prorrogação de receitas já emitidas por até 90. Eventuais prescrições futuras também seriam contempladas pela decisão.

Também nesta sexta-feira, o CFM pediu à Anvisa que permita a comercialização e a dispensação de medicamentos que contém cloroquina e hidroxicloroquina somente sob prescrição médica. O pedido foi feito pela autarquia no intuito de proteger a saúde dos brasileiros e garantir o uso racional dos insumos existentes, em decorrência de notícias que apontam o uso de medicamentos com esses princípios em sua composição para o tratamento da COVID-19.

ACESSE A NOTA DIVULGADA PELO CFM

De acordo com o CFM, a compra e o uso indiscriminado desses medicamentos não é recomendada. “A automedicação pode representar grave risco à saúde e o consumo desnecessário pode acarretar desabastecimento dessas fórmulas, prejudicando pacientes que delas fazem uso contínuo para tratamento de doenças reumáticas e dermatológicas, além de malária”, ressalta o CFM.


 

CFM pede à Anvisa que venda de cloroquina e hidroxicloroquina ocorra só com receita médica

Para proteger a saúde dos brasileiros e garantir o uso racional dos insumos existentes, o Conselho Federal de Medicina (CFM) solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que permita a comercialização e a dispensação de medicamentos que contém cloroquina e hidroxicloroquina somente sob prescrição médica. Em nota publicada nesta sexta-feira (20), a autarquia faz alerta sobre notícias que apontam o uso de medicamentos com esses princípios em sua composição para o tratamento da COVID-19.

Acesse a íntegra do documento enviado à Agência

De acordo com o CFM, a compra e uso indiscriminado desses medicamentos não é recomendada. “A automedicação pode representar grave risco à saúde e o consumo desnecessário pode acarretar desabastecimento dessas fórmulas, prejudicando pacientes que delas fazem uso contínuo para tratamento de doenças reumáticas e dermatológicas, além de malária”, ressalta o CFM.

CONFIRA ABAIXO A ÍNTEGRA DA NOTA: 

COMBATE À COVID-19

CFM faz esclarecimento sobre uso de cloroquina e hidroxicloroquina

Diante de notícias veiculadas sobre uso de medicamentos que contém cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento da COVID-19, o Conselho Federal de Medicina (CFM) esclarece que:

  1. Até o momento, nenhum tratamento antiviral específico para tratamento de COVID-19 é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) ou pelo governo brasileiro;
  2. Embora novos tratamentos e vacinas estejam em fase de estudo, até o momento não há estudos conclusivos que comprovem a eficácia e segurança do uso de medicamentos que contém cloroquina e hidroxicloroquina para o tratamento da COVID-19;
  3. Portanto, a compra e uso indiscriminado desses medicamentos não é recomendada: a automedicação pode representar grave risco à saúde e o consumo desnecessário pode acarretar desabastecimento dessas fórmulas, prejudicando pacientes que delas fazem uso contínuo para tratamento de doenças reumáticas e dermatológicas, além de malária;

Nesse sentido, de proteger a saúde dos brasileiros e garantir o uso racional dos insumos existentes, o Conselho Federal de Medicina solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que, por meio de ato normativo próprio, a comercialização e a dispensação de medicamentos com esses princípios em sua composição sejam restritas aos pacientes que apresentarem prescrição médica.

Brasília, 20 de março de 2020.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)


 

Federação dos Hospitais alerta que cancelamentos de atendimentos não urgentes sobrecarregam serviços de emergência e propiciam contaminação por Coronavírus

O cancelamento de consultas agendadas, exames e cirurgias eletivas pelas operadoras de saúde tem provocado, na prática, aumento de demanda nos prontos-socorros dos hospitais, aumentando o risco de contaminação dos pacientes.

Em ofício enviado à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a FEHOESP – Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo alerta que as operadoras de saúde não estão seguindo orientações dadas pela Agência para adoção de outras tecnologias que possibilitem, de forma não presencial, a troca de informações para diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças, já que existem normatizações dos conselhos de classe para a adoção da telemedicina, como vídeo  via ligações de aplicativos (Whatsapp e Skype).

No ofício,  a FEHOESP destaca que “tendo em vista a publicação desta Agência reguladora sugerindo que consultas, exames ou cirurgias, que não se enquadrem em casos de urgência e emergência sejam adiadas, a fim de evitar a exposição desnecessária dos usuários aos riscos da transmissão comunitária ao Covid-19, temos recebido numerosas reclamações de prestadores de serviços de saúde, que receberam comunicado das operadoras solicitando o cancelamento por tempo indeterminado de todas as  consultas agendadas”.

Serviços de saúde devem permanecer abertos

Para a Federação dos Hospitais, algumas operadoras – de forma oportunista – proibiram todos os atendimentos que não sejam urgentes. Porém, para realização ou não do procedimento cabe decisão ao médico. “Os planos de saúde não devem interferir, de forma generalizada em todos os procedimentos, visto que existe uma solicitação médica. Os planos estão tentando interferir no processo que não é de sua competência, responsabilidade ou alçada”, destaca Luiz Fernando Ferrari, vice-presidente do SINDHOSP – Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo.

A Federação defende que as unidades ambulatoriais, clínicas e centros de diagnóstico permaneçam abertos para cuidar da saúde das pessoas, que têm outras patologias, especialmente doentes crônicos, e evitar que as condições dessas pessoas se agravem e elas tenham que ir às emergências ou ocupar leitos hospitalares. “Só deve procurar o pronto-socorro pessoas em situações específicas. Por isso, precisamos das clínicas abertas”, explica o médico Yussif Ali Mere Jr.

Segundo o presidente da FEHOESP, a entidade solicita uma ação direcionada com maior ênfase nos atendimentos de forma não presencial, servindo-se, para isso, das tecnologias disponíveis.

“A telemedicina resolveria o atendimento a pacientes em tratamentos continuados, além de não colocar em risco doentes e usuários à transmissão comunitária quando do deslocamento de profissionais de saúde e pacientes para o devido atendimento médico. Colabora, também, desviando o usuário dos prontos-socorros e prontos-atendimentos, liberando o atendimento a pacientes em estados mais graves”, destaca o médico.

A FEHOESP questiona em seu comunicado à ANS se a posição das operadoras de saúde não se baseia apenas em interesse de maior controle orçamentário das despesas assistenciais.

O presidente da FEHOESP ressalta que o mais importante é resguardar a segurança dos pacientes e, ao mesmo tempo, continuar garantindo atendimento de qualidade. “E o teleatendimento é um instrumento primordial para se garantir, nesse momento, a assistência aos doentes, especialmente pacientes crônicos”, destaca.

O cancelamento de consultas agendadas, exames e cirurgias eletivas pelas operadoras de saúde tem provocado, na prática, aumento de demanda nos pronto-socorros e pronto atendimentos dos hospitais, aumentando o risco de contaminação dos pacientes.

Em ofício enviado à ANS, a FEHOESP- Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo alerta que as operadoras de saúde não estão seguindo orientação dada pela ANS, para adoção de outras tecnologias que possibilitem, de forma não presencial, a troca de informações para diagnóstico, tratamento e prevenção de doenças, já que existem normatizações dos conselhos de classe para a adoção da telemedicina como vídeo ligações de aplicativos (Whatsapp e Skype).

No ofício, a FEHOESP destaca que “tendo em vista a publicação desta agência reguladora sugerindo que consultas, exames ou cirurgias, que não se enquadrem em casos de urgência e emergência sejam adiadas, a fim de evitar a exposição desnecessária dos usuários aos riscos da transmissão comunitária do Covid-19, temos recebido numerosas reclamações de prestadores de serviços de saúde, que receberam comunicado das operadoras solicitando o cancelamento por tempo indeterminado de todas as  consultas agendadas, tendo como consequência, o não pagamento não sendo acatada a recomendação”.


 

Cremesp consegue liminar que impede profissionais de promover falsos tratamentos alusivos ao Covid-19

O juiz da 22ª Vara Cível Federal de São Paulo deferiu, em 19 de março, o pedido de tutela provisória de urgência, requerido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), que dispõe sobre a divulgação de falsos tratamentos, como a ozonioterapia, em enfrentamento ao coronavírus (covid-19), pela fisioterapeuta Poliane Cardoso, criadora da primeira rede de estética especializada em procedimentos com ozônio.

A decisão judicial consolida uma vitória histórica, que gera precedentes jurídicos como referência para os próximos casos de mesma natureza, como os de outros cinco profissionais não-médicos denunciados ao Poder Judiciário pelo Conselho, por charlatanismo. Estes processos ainda encontram-se sob tramitação.

Inúmeras provas demonstrando a ampla disseminação de informações inverídicas por parte de Poliane, que intitulava a terapêutica como uma “poderosa arma para combater o surto de coronavírus”, foram apresentadas pelo Cremesp, e serviram de alicerce para a determinação da Justiça, que caracterizou o caso como uma exploração de vulnerabilidade da população, situada atualmente em um cenário de pandemia, em decorrência do covid-19.

A ozonioterapia, conforme já decretado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução nº 2181/2018, não possui nenhuma comprovação científica, devendo ser utilizada apenas em estudos experimentais, com protocolos devidamente aprovados por Comitê de Ética em Pesquisa.

”A defesa das prerrogativas médicas é missão precípua deste Conselho, em favor da segurança do paciente e da sociedade. Esta vitória judicial é um reflexo da incansável luta atual que a Medicina trava contra a divulgação de tratamentos não reconhecidos cientificamente por parte de médicos ou não-médicos”, defende a coordenadora do Departamento Jurídico do Cremesp, Lyane Gomes de Matos Teixeira Cardoso Alves.

A concessão da liminar, portanto, veda Poliane de promover e realizar qualquer terapêutica envolvendo o uso de ozônio como forma de tratamento à pandemia. O descumprimento da Lei resultará em pena de aplicação de multa diária.

Falsos tratamentos

Diante do atual cenário de pandemia do covid-19, em que a população encontra-se em situação de fragilidade, o Cremesp reforça que não há nenhum método cientificamente atestado que combata o novo vírus. Qualquer divulgação, por parte de médicos ou não-médicos, de curas, imunizações ou medicamentos relativos ao caso, são falsas e podem comprometer a saúde do paciente.

O Conselho conta a ajuda da comunidade médica e da sociedade em geral para continuarem vigilantes em relação aos falsos tratamentos, charlatanismo e fake News.


 

Indústria de equipamentos médicos e odontológicos se unem na produção de insumos para enfrentamento do coronavírus

O combate à pandemia de coronavírus está mostrando o poder de união da indústria brasileira de equipamentos médicos-hospitalares. Com a publicação da RDC 350, de 19 de março, alguns fabricantes, por exemplo, podem produzir álcool gel para atender o mercado interno. Este é o caso da Neodent, empresa do Grupo Straumann, conhecida no mercado nacional por fabricar implantes dentários.

Segundo o vice-presidente Jurídico e Compliance para a América Latina do Grupo Straumann, Jafte Fagundes, a unidade de fabricação de resinas em Pelotas (RS) permite a produção de álcool gel. “Como temos essa estrutura, decidimos entrar na produção para dar suporte ao mercado. Temos capacidade de produção imediata, neste primeiro momento, para cerca de 4 mil litros”, informa.

O segmento de equipamentos também está se adaptando para atender as demandas. A Braile Biomédica, fabricante de produtos cardiovasculares, biológicos, eletromédicos, endovasculares e oncológicos, está trabalhando no desenvolvimento de um respirador simplificado, direcionado para Unidades de Tratamento Intensivo. “Nossa equipe está trabalhando juntamente com médicos intensivistas e todas as áreas da empresa estão envolvidas para atender o mercado de saúde o mais rápido possível”, explica a diretora-presidente, Patrícia Braile.

Outro dispositivo que está em desenvolvimento é o ECMO (Oxigenação por Membrana Extra-Corpórea), que permite a filtragem do sangue. É utilizado para fornecer oxigênio ao coração e aos pulmões de pacientes que apresentam insuficiência em alguns desses órgãos. “Ele é utilizado normalmente em cirurgias, mas pode ser colocado no paciente por até 30 dias, dependendo da enfermidade”, destaca Patrícia.

Dentro desse cenário, a ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios) exerce papel determinante na articulação do setor junto às autoridades, encaminhando estudos, estratégias e indicando a disponibilidade da indústria em atender o setor de maneira eficiente. “Nossos associados estão buscando soluções rápidas e efetivas para ajudar no enfrentamento da pandemia e não vamos medir esforços para colocar os produtos necessários para abastecer o mercado”, ressalta o presidente da ABIMO, Franco Pallamolla.

Segundo ele, as indústrias estão revendo todo o planejamento de produção, já que se trata de uma demanda muito acima de qualquer conjuntura, para atender de forma adequada as necessidades mais urgentes, principalmente da área de saúde, por dispositivos médicos e equipamentos voltados para o enfrentamento do coronavírus.


 

Hospitais do Paraná destacam ações das instituições para enfrentar o novo coronavírus

O presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa) e do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Paraná (Sindipar), Flaviano Feu Ventorim, e os presidentes da Associação dos Hospitais do Paraná  (Ahopar), José Octávio da Silva Leme Neto, e da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar), Rangel da Silva, realizaram, na segunda-feira (23), uma coletiva de imprensa para falar sobre as medidas adotadas pelos hospitais no combate à pandemia de Covid-19.

De acordo com Ventorim, os hospitais têm, hoje, uma estrutura organizada de atendimento e estão mantendo uma boa rotina de trabalho. Porém, apesar disso, a preocupação agora é com os itens básicos de proteção individual, como máscaras e luvas, por exemplo. “Houve um consumo intenso, inclusive da população, e o estoque que tínhamos para alguns meses foi consumido em duas semanas. Por isso, estamos adotando medidas para controle, para sanear essas situações, colocando algumas travas importantes na hora de distribuição, para não faltar nenhum equipamento de proteção para aqueles que estão na linha de frente, que são os profissionais de saúde”, destacou. Ele lembrou, ainda, que é importante a população se conscientizar de que não deve comprar esses insumos sem necessidade, gerando um desabastecimento no mercado.

Para garantir o atendimento à população, as instituições têm adotado algumas orientações do Ministério da Saúde, como o cancelamento de cirurgias eletivas e atendimento ambulatorial eletivo. No momento, a indicação é atender somente urgência e emergência, e a exceção são os pacientes crônicos, que precisam de continuidade no tratamento.

Outra medida apontada por Ventorim foi com relação à proibição de visitas nos hospitais, pois há uma grande preocupação com os colaboradores envolvidos no dia a dia das instituições de Saúde. “Por orientação do Ministério da Saúde, cancelamos visitas para justamente limitar o número de pessoas dentro de um hospital. Precisamos evitar que pessoas que estejam com COVID-19 e não tenham sintoma entrem no hospital e contaminem os demais. Isso protege os colaboradores e também a população de modo geral. Ainda não estamos em um momento crítico e, por isso, queremos tomar medidas extremas agora para que possamos estar preparados em uma eventual necessidade, se a situação se agravar”, garantiu.

Leitos

Ventorim destacou que o Paraná tem, hoje, 15.191 leitos, sendo 10.805 do Sistema Único de Saúde (SUS). Desse total, são 2.022 leitos de UTIs adulto – 1.218 do SUS. Na avaliação dele, o Paraná tem uma boa relação de leito-paciente quando comparado aos números do Brasil. Também é importante reforçar que há a possibilidade de se transformar enfermarias em leitos de cuidado intensivo, mas isso vai depender da demanda e da logística de equipamentos e insumos.

Preocupações

De acordo com o presidente da Femipa e do Sindipar, Flaviano Feu Ventorim, a preocupação no momento é com relação a medidas duras que estão sendo tomadas por alguns municípios, como fechar limites da cidade ou paralisar o transporte coletivo. “Fechar os limites dificulta a entrega de materiais e insumos e também a logística dos colaboradores, pois sabemos que, no interior, é muito comum que os profissionais de Saúde trabalhem em diferentes cidades. Além disso, eles precisam de transporte para chegar até o trabalho. Nesse sentido, nossa sugestão é que os prefeitos tenham esse cuidado na hora de adotar medidas. Em Curitiba, por exemplo, houve redução de horários de transporte, mas não paralisação. Assim, conseguimos organizar a sistemática de chegada nos hospitais”, ressaltou.

Para melhorar esse cenário, a primeira indicação dos hospitais do Paraná é para que as pessoas fiquem realmente em casa. Segundo ele, essa medida ajuda a diminuir o contágio de COVID-19; protege dos males da sociedade contemporânea que exigem ida aos hospitais, como acidentes; e reduz a exposição das pessoas ao sarampo e à dengue, doenças que ainda estão circulando pelo Paraná. “São ações que ajudam a reduzir o volume de pessoas dentro dos hospitais, garantindo que sobre espaço para aqueles que realmente precisam. O grande risco que corremos no sistema de saúde é justamente a doença chegar de forma abrupta e atingir muitas pessoas de uma vez. Por isso as medidas de contenção são tão importantes. Também indicamos que haja uma forte campanha de vacinação contra a gripe. Assim, conseguimos tomar medidas mais rápidas de atendimento em pessoas vacinadas que apresentem sintomas, pois a H1N1 já pode ser descartada”, afirmou.

Novas demandas

Para se antecipar às demandas, Ventorim comentou que cada hospital está criando a sua forma de se estruturar e de planejar seus fluxos internos, organizando o fluxo de pessoas e separando pacientes com problemas respiratórios dos demais, por exemplo. Nesse cenário, ele reforçou que as instituições de Saúde têm contado com o apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e do governo do Estado. Uma das ações, por exemplo, foi buscar indústrias paranaenses que possam mudar sua linha de produção para atender às necessidades urgentes da saúde.

“Estamos tomando todas as medidas possíveis para proteger as pessoas. Talvez tenhamos que solicitar à população que fez estoques de materiais que traga esses produtos aos hospitais para que possamos proteger aqueles que estão na linha de frente, que estão envolvidos no atendimento ao doente. Há um esforço muito grande dos governantes para ajudar nesse momento difícil, e precisamos nos unir e olhar pelo outro”, reforçou.

Ainda sobre isso, José Octávio da Silva Leme Neto, presidente da Ahopar, salientou que os hospitais estão criando comitês de gestão de crise para discutir, diariamente, as ações e próximos passos. Ele reforçou que as entidades que representam o setor estão dando total apoio às instituições, inclusive na articulação com o governo e na troca de experiências.

Rangel da Silva, presidente da Fehospar, finalizou a coletiva, lembrando à imprensa que é preciso reforçar à população os protocolos de atendimento, pois esse é um momento de “combate à guerra e é preciso ter doentes nos lugares corretos”. “De acordo com o plano de contingência do Estado, cada macrorregional terá um hospital de referência e os demais serão de retaguarda”, completou.


Sociedade de Ortopedia orienta os seus associados a como atuar durante a epidemia do coronavírus

A Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) está orientando seus 18 mil associados em todos os Estados brasileiros a se engajarem na luta contra o coronavirus – Covid-19.

A recomendação foca três aspectos. Primeiro, que nessa situação de pandemia todos os ortopedistas continuem a trabalhar, a cumprir suas atividades nos postos de urgência, plantões e hospitais e que limitem as intervenções cirúrgicas a casos emergenciais, como fraturas e politraumatismo, mas que não deixem de oferecer seus serviços tão necessários à população brasileira.

Os ortopedistas deverão, entretanto, seguir as determinações do Ministério da Saúde no que se refere às medidas extraordinárias de higiene e desinfecção, para evitar que venham a se contaminar.

A SBOT está usando como slogan ‘Cuidem e se Cuidem’ e orienta também seus associados a que providências tomar no caso da suspeita de que um paciente esteja infectado pelo Covid-19. E também no caso, que tem ocorrido, quando um paciente procura o ortopedista que o atendeu no passado e em quem confia, questionando o que fazer diante da suspeita de que esteja contaminado pelo coronavírus. Neste caso também, insiste a SBOT, a orientação é seguir as normas estabelecidas pelo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, ele mesmo um ortopedista. A SBOT divulgou e tem dado visibilidade a essas recomendações a seus associados amplamente, pelas redes sociais e pelo site da entidade.


 

Imunoterapia Específica em Época de Pandemia de Covid-19

Estamos vivendo dias de apreensão e insegurança sem precedentes com a presença do novo coronavírus entre nós. Embora cada um espere que a pandemia do COVID-19 seja contida e atenuada o mais rápido possível, todos temos compromissos pessoais e deveres profissionais para com nossos pacientes e a sociedade em geral. A ASBAI se alia à resposta pandêmica durante esta emergência global e propõe ações em uma situação altamente específica e temporária, em que há um estado de emergência e risco de pandemia que supera o risco de adiamento de uma consulta para distúrbios alérgicos / imunológicos.

O distanciamento social é uma medida essencial de saúde pública para diminuir a propagação do COVID-19 e achatar a curva de prevalência. Deve-se considerar o adiamento das intervenções eletivas do sistema de saúde sempre que possível. As atividades essenciais de saúde devem ser realizadas da maneira mais segura possível

Implicações práticas

As implicações práticas de COVID-19 nos serviços de alergia incluem: (i) quarentena de 14 dias imposta ou voluntária ao médico e seu staf, (ii) restrições de atendimento em consultório após infecção do médico por COVID-19, (iii) redução das consultas novas e de acompanhamento, para imunoterapia de alérgenos (ITA) e testes diagnósticos. Essas preocupações são reais e válidas e, compreensivelmente, não há soluções fáceis para esses problemas. É essencial que qualquer membro da equipe fique em casa quando estiver doente ou tiver tido contato domiciliar com paciente infectado.

A melhor abordagem é limitar o número de pacientes de ITA em seguimento e os horários em que estes recebem as aplicações para diminuir o número de pacientes na sala de espera a qualquer momento. Faz sentido estender o intervalo da ITA para também limitar o número de pacientes em tratamento imunoterápico. É necessário considerar os riscos e benefícios gerais da administração de imunoterapia individualmente para cada paciente.

Os parâmetros atuais da prática dizem que a ITA de manutenção pode ser administrada a cada 2-6 semanas, personalizada para o paciente. Assim, para a maioria dos pacientes a frequência da imunoterapia subcutânea de manutenção com aeroalérgenos pode ser estendida com segurança. Durante a fase de indução da ITA isso pode não ser o mesmo, pois geralmente não é recomendado aumentar doses com intervalos maiores. Quando possível, não iniciar ITA nestes dias de pandemia. Seguem abaixo as orientações práticas:

  • Para pacientes com rinite alérgica sem asma, a imunoterapia não deve ser iniciada.
  • Para pacientes com rinite alérgica e asma, a imunoterapia não deve ser iniciada, a menos que haja circunstâncias incomuns, como um paciente com exposição inevitável a um gatilho que resultou em anafilaxia ou hospitalização relacionada à asma, onde nenhuma alternativa é viável a curto e médio prazo.
  • A imunoterapia aplicada fora do consultório médico pode ser considerada em circunstâncias excepcionais para os pacientes na fase de manutenção do tratamento. Para pacientes que recebem imunoterapia com veneno que são claramente informados sobre riscos e benefícios e concluíram um processo de consentimento informado, não tiveram  reação sistêmica prévia, não têm comorbidades ou uso de medicamentos que tornariam a anafilaxia mais grave / difícil de tratar, se forem educados sobre o processo de armazenamento, manuseio e administração adequados da imunoterapia com alérgenos, tiverem acesso e orientação pessoal e/ou de familiar sobre os sinais e sintomas de anafilaxia e uso  de adrenalina, a administração domiciliar pode ser considerada durante a pandemia. Para serviços com número grande de pacientes sugere-se atendimento dos pacientes com horário marcado para evitar aglomerações em salas de espera.
  • Para pacientes atualmente em ITA com alérgenos inaláveis para rinite alérgica com ou sem asma, considere ampliar o intervalo entre as injeções para cada 2 semanas na indução (sem aumentar a concentração) e a cada 6 semanas para manutenção; ou, preferivelmente, suspender o tratamento até que as medidas pandêmicas sejam levantadas.
  • Não deve haver alteração para início da imunoterapia de veneno (ITAv) de pacientes com histórico de reação sistêmica ao veneno, pois é uma condição com risco de vida e é um serviço essencial. Os pacientes em ITAv de manutenção podem ser espaçados a cada 2-3 meses, se estiverem em manutenção há pelo menos um ano. ITAv NÃO deve ser iniciada ou continuada em pacientes com grandes reações locais ou com história de reação cutânea generalizada isolada.

É importante ressaltar que somente os especialistas que tenham a estrutura física do consultório ou clínica em condições de cumprir todas as recomendações do Ministério da Saúde e CFM, incluindo duas salas de espera, duas salas de atendimento e a possibilidade de distanciamento de 2 metros entre os pacientes, enquanto aguardam o atendimento, poderão manter os atendimentos clínicos e a imunoterapia alérgeno-específica.

DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DE IMUNOTERAPIA E IMUNOBIOLÓGICOS DA ASBAI


 

Vacinação contra Influenza (gripe) em pacientes alérgicos ao ovo: orientações e recomendações em época de coronavírus

A vacina contra gripe é um instrumento capaz de reduzir a circulação do vírus Influenza entre a população, especialmente no início do outono. Em época de pandemia de coronavírus, o controle de qualquer outra infecção respiratória funciona como importante medida para prevenir a contaminação por outro vírus potencialmente perigoso.

A alergia ao ovo responde pela segunda principal causa de alergia a alimentos na infância e o fato de a vacina da gripe ser cultivada em fluidos de ovos embrionários de galinhas suscita algumas dúvidas sobre a segurança de se vacinar pacientes alérgicos a ovo.

Respaldado em evidências científicas atualizadas e robustas a respeito da segurança da vacinação contra gripe em alérgicos a ovo, o Departamento de Alergia Alimentar da ASBAI esclarece:

– Pacientes alérgicos a ovo de qualquer gravidade podem receber a vacina a partir o 6º mês de vida;

– Pacientes com história prévia de anafilaxia ao ovo devem preferencialmente ser vacinados em ambiente seguro, com supervisão médica;

– Não está indicada a aplicação da vacina influenza em doses fracionadas para alérgicos ao ovo;

– Testes cutâneos epidérmicos ou intradérmicos com a vacina não são preditivos para reação à vacina influenza;

– Não há necessidade de precaução adicional posterior à administração da vacina, mas a observação por tempo maior pode ser orientada a critério médico;

– A prática recomendada para aplicação de todas as vacinas em crianças deve incluir a capacidade de reconhecer e tratar reações de hipersensibilidade agudas;

– Reações à vacina da gripe podem ser secundárias a hipersensibilidade a outros componentes da vacina e em casos de reações prévias, o paciente deverá ser avaliado por um especialista para as orientações de como proceder nas doses futuras.

Tendo em vista o perfil de segurança e o benefício da imunização, especialmente diante da atual epidemia do coronavírus, a ASBAI posiciona-se altamente favorável à vacinação contra gripe em pacientes alérgicos ao ovo.


 

Em tempos de Covid-19, SBD divulga orientações para pacientes em condições especiais de saúde

 A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) formulou um conjunto de recomendações para auxiliar pacientes em condições especiais de saúde no manejo de seus tratamentos durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. A entidade mobilizou seus especialistas para compilar informações acerca de possível impacto do microorganismo e da doença causada por ele – Covid-19 – em protocolos clínicos de doentes que se tratam de problemas de saúde, como acne, lúpus e hanseníase, bem como de transtornos inflamatórios imunomediados.

“Nesse momento, é essencial ter informação correta e orientações claras”, afirma Sérgio Palma, presidente da SBD. “Para esses pacientes, isso é ainda mais importante e é nossa tarefa disponibilizar todo o apoio possível para que passem por esse período com mais segurança”, acrescenta. Com essa preocupação, a SBD publicou três documentos aqui no seu site, que podem ser consultados a  qualquer momento .

Baseadas em artigos científicos e outras evidências relacionadas ao coronoavírus, as recomendações aos portadores de hanseníase incluem a obediência aos cuidados preconizados pelos órgãos sanitários e de saúde, especialmente o Ministério da Saúde. No entendimento da SBD, é fundamental que seja mantida a ingestão da dose mensal de poliquimioterapia – PQT, supervisionada por profissional de saúde, conforme norma nacional em vigor.

No caso de pacientes do grupo de risco para o coronavírus, como idosos acima de 60 anos, pneumopatas, diabéticos e outros, a entidade aceita que seja criada uma alternativa de administração do medicamento para evitar que eles sejam expostos ao risco de contágio pela COVID-19 no momento de se deslocar até o serviço de saúde para receber a dose supervisionada.

Conheça a íntegra do documento aqui

Em outro documento, a SBD orienta profissionais da saúde e pacientes com doenças inflamatórias imunomediadas reumatológicas, dermatológicas e gastrointestinais. O texto fornece orientações para o momento atual, sendo que elas podem sofrer alterações frequentes, mediante mudanças nas diretrizes do Ministério da Saúde e de outros órgãos, bem como à luz de novos conhecimentos científicos, que estão sendo publicados diariamente sobre a Covid-19.

A entidade reitera a recomendação dos órgãos públicos quanto ao maior rigor na higiene das mãos e isolamento social como vetores de prevenção ao contágio do Covid-19. No trabalho divulgado, a Sociedade tranquiliza os que estão em tratamento. Segundo o relatório divulgado, na literatura científica, até o momento, não existem informações suficientes sobre o efeito do uso dessas medicações em uma possível infecção pela Covid-19.

Deste modo, todo paciente em uso de imunossupressores deve ser orientado a entrar em contato com seu médico assistente, caso apresente sintomas como tosse persistente, febre e dispneia, a fim de receber orientações sobre como proceder em relação às medicações. A SBD destaca que pacientes em uso de imunossupressores, de maneira geral, são considerados de alto risco, sendo que mediante comprovação de infecção, estas medicações devem ser interrompidas temporariamente, como habitualmente já é conduta nos quadros infeciosos.

Na sequência, assim que os sintomas da doença desaparecerem, a medicação deve ser reiniciada. A SBD enfatiza que estas medidas devem sempre ser discutidas individualmente, considerando risco de atividade da doença e do quadro infeccioso pelo especialista que acompanha o caso.

A entidade alerta que esses pacientes devem manter contato sistemático com seus médicos. Se houver a manifestação de algum dos sintomas da infecção, devem procurar atendimento no menor espaço de tempo possível. A SBD também sugere que sejam evitadas viagens, especialmente para as localidades onde esteja confirmada a transmissão da doença.

Conheça a íntegra do documento aqui

A Sociedade Brasileira de Dermatologia também preparou orientação especial para pacientes em tratamento contra acne com isotretinoína oral. Para isso, a entidade mobilizou a ajuda de especialistas e pesquisadores no assunto. “Buscamos as melhores fontes de conhecimento técnico e experiência clínica, de forma a prestar o melhor serviço possível a população”, comenta Palma. No documento, a entidade alerta que a isotretinoína oral é uma medicação utilizada há 40 anos no tratamento de acne grave nódulo cística e de acne vulgar moderada resistente a tratamentos habituais e que sua prescrição é feita mediante criteriosas avaliações individual, clínica e laboratorial, em um tratamento em que o acompanhamento médico é permanente.

Após avaliar estudos publicados nos mais importantes periódicos da especialidade, a SBD informa que não foi identificada relação de uso da isotretinoína em pacientes com acne e riscos de infecção ou de alteração na evolução do microorganismo causador da Covid-19.

Conheça a íntegra do documento aqui

Rio de Janeiro, 24 de março de 2020.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE DERMATOLOGIA
Gestão 2019-2020


 

Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP): AMAMENTAÇÃO E TRANSMISSÃO DA COVID-19

Segundo o Ministério da Saúde (MS), até o momento não há evidências científicas robustas que estabeleçam uma relação entre a transmissão do novo coronavírus e a prática da amamentação. Assim, considerando os benefícios do aleitamento materno para a saúde da criança e da mulher – e que não há suspensão da amamentação na transmissão de outros vírus respiratórios -, o aleitamento deve ser mantido em casos de infecção pela COVID-19, desde que a mãe esteja em condições clínicas adequadas para fazê-lo.

O documento do MS traz também algumas precauções que devem tomadas neste momento, uma vez que mãe infectada pode transmitir o vírus por meio de gotículas respiratórias durante o contato com a criança, entre as quais:

. Lavar as mãos por pelo menos 20 segundos antes de tocar no bebê ou antes de retirar o leite materno (extração manual ou na bomba extratora);
. Usar máscara facial (cobrindo completamente nariz e boca) durante as mamadas e evitar falar ou tossir durante a amamentação;
. A máscara deve ser imediatamente trocada em caso de tosse ou espirro ou a cada nova mamada;
. Seguir rigorosamente as recomendações para limpeza das bombas de extração de leite após cada uso;
. Considerar a possibilidade de solicitar a ajuda de alguém que esteja saudável para oferecer o leite materno em copinho, xícara ou colher ao bebê. É necessário que a pessoa que irá oferecer ao bebê aprenda a fazer isso com a ajuda de um profissional de saúde.


 

Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial responde 6 dúvidas sobre o teste de Coronavírus

Muitas são as orientações que os especialistas, por meio da mídia, têm passado à sociedade sobre os cuidados e prevenção da propagação do COVID-19. Porém, o que poucas pessoas sabem é como são feitos os exames laboratoriais quando a infecção é diagnosticada e em que momento os resultados são divulgados ao paciente.

Com o intuito de sanar algumas dúvidas, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML), entidade médica que representa os laboratórios clínicos, responde seis questões importantes sobre o procedimento:

·         Posso ir diretamente ao laboratório e solicitar o teste?

Não. O teste só poderá ser feito mediante o encaminhamento médico. O profissional de saúde precisa avaliar o paciente, constatar que ele apresenta indicação clínica e solicitar a realização do teste.

·         Os testes são feitos apenas em hospitais privados ou os públicos também atendem a essa demanda?

Diversos hospitais do sistema público e privado, além de centenas de laboratórios de análises clínicas do Brasil já coletam o teste.

·         Como é feito o teste? O procedimento é demorado?

O procedimento de coleta do teste é rápido e simples. Com hastes flexíveis chamadas de swabs, o profissional de saúde colhe três amostras de secreção: uma da narina direita, outra da esquerda e, por fim, da mucosa da garganta. É fundamental que o profissional que estiver fazendo a coleta utilize todos os equipamentos de proteção, como luvas, óculos, avental e máscaras. Depois disso, o material é encaminhado aos laboratórios de análise.

·         Em quanto tempo o paciente recebe o resultado e diagnóstico?

O tempo de entrega dos resultados varia de laboratório para laboratório. Alguns disponibilizam em até 24h, outros em até sete dias. É importante ressaltar que não se trata de um teste simples. O resultado oficial fica disponível para o paciente pela internet, nos laboratórios em que este serviço é disponível e para o médico no sistema do hospital de atuação.

·         Os laboratórios brasileiros estão preparados para atender a população?

Os laboratórios brasileiros estão ajustando sua capacidade produtiva, e os insumos para realização do teste do COVID-19 são limitados, por isso a recomendação de que seja utilizado de maneira a atender os casos com recomendação médica. A SBPC/ML junto com outras entidades de classe estão trabalhando em conjunto com Ministério da Saúde e Órgãos reguladores para avaliar a incorporação de novos testes diagnósticos que permitam ampliar este atendimento à população.

·         Quais cuidados os profissionais de saúde devem ter no momento que fazem o exame na pessoa infectada pelo COVID-19?

Se para a população todo o cuidado é pouco, essa premissa torna-se ainda maior para os médicos e enfermeiros. Como estão em contato direto com o paciente infectado, eles precisam estar devidamente protegidos, utilizando aventais descartáveis e de manga longa, máscaras, óculos ou escudos de proteção, calçar luvas descartáveis após a higienização adequada das mãos.

Estamos falando de um vírus com alto poder de contágio. Sabemos que o povo brasileiro é muito afetivo; abraços, beijos e apertos de mãos fazem parte da rotina de todos. Porém, mesmo esses pequenos gestos podem trazer grandes problemas. Portanto, evitá-los pode ser importante na prevenção. Lavar constantemente as mãos com água e sabão, utilizar álcool gel 70% para a higienização ao usar transporte público, restaurantes, entre outros, usar produtos de limpeza nos ambientes, como água sanitária, sabão e álcool, são atitudes que podem minimizar os impactos da transmissão do Coronavírus. Se cada um de nós fizer a nossa parte, todos serão beneficiados.


COVID-19: NOTA SOBRE ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO DA SAÚDE – 24 de março de 2020

Crises são caracterizadas por constantes mudanças de cenário. De uma hora para a outra, as variáveis podem se modificar radicalmente, fazendo com que estratégias previamente traçadas possam, com grande volatilidade, se tornar ineficazes. Assim, constitui erro capital, nas crises, sustentar opiniões ou posições que perderam a validade em decorrência da evolução dos fatos. Por isso, o enfrentamento da situação com total transparência torna-se fundamental. É preciso que todos entendam o cenário, as mudanças que nele impactam e, por consequência, a busca de novas estratégias e ações.

Nesse sentido, o Ministério da Saúde, capitaneado por Luiz Henrique Mandetta, tem atuado de forma precisa e responsável. Os transparentes relatos com atualizações constantes sobre a pandemia da COVID-19 nos ajudam a entender o cenário atual, as perspectivas de soluções, e estimula nossa participação colaborativa.

O respeito com o qual o Ministério vem tratando os médicos e demais profissionais de saúde, bem como o empenho para resolver questões relevantes à classe, como a disponibilização de EPIs, aumento de respiradores, leitos de UTI, estratégias e logística para o enfrentamento desta pandemia encoraja ainda mais a categoria para avançar na linha de frente e cumprir seu papel, resguardando a segurança de todos e a assistência à população.

A incansável luta contra outra praga desta crise, as fakenews, também tem sido louvável. É necessária, uma vez que a propagação de notícias falsas e alarmistas pode criar danos enormes à saúde e ao bem-estar da população.

A hora é de união e colaboração e de apoio ao Ministro Mandetta e toda sua equipe ministerial. Precisamos estar atentos, alertas, críticos quando necessário, propositivos na segurança dos médicos e demais profissionais de saúde, mas sempre seremos colaborativos.


 

ABIMO defende centralização da gestão de recursos médico-hospitalares pelo governo federal durante a crise do coronavírus

A Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO), reforçando sua solidariedade com toda população brasileira que está corajosamente enfrentando os problemas relacionados à pandemia do coronavírus, vem alertar para necessidade de um efetivo arranjo de esforços públicos e privados na gestão de distribuição de insumos e de dispositivos médicos.

Como se sabe, nossa indústria é responsável pela oferta de insumos e produtos para todo o sistema de saúde. E, por meio de um complexo produtivo bastante diversificado, e que inclui as importações, respondemos pela oferta de materiais de baixa e elevada sofisticação tecnológica, tais como máscaras, luvas, aventais, kits diagnósticos, respiradores e outros tantos itens essenciais para o combate à pandemia.

Ocorre que nossa produção está sofrendo violentamente com os efeitos da crise econômica e pandêmica global (alta do dólar, escassez de insumos, aumento exponencial da demanda). Para se ter ideia do panorama atual, hoje o país utiliza, em um único dia, a mesma quantidade de determinados dispositivos médicos que utilizava em um mês inteiro.

Assim, acompanhamos com demasiada inquietação a falta de melhor organização das requisições que estão sendo realizadas para atender demandas pontuais, fruto do art. 3º da Lei 13.979/2020. A forma indiscriminada com que estão ocorrendo, ou seja, sem critérios técnicos, pode colocar em jogo casos de urgência, levando a um possível desabastecimento de instituições de saúde necessitadas em todo o país.

Por esta razão, defendemos urgentemente que, para o enfrentamento da atual emergência de saúde pública, as autoridades tenham melhor planejamento emergencial e coordenação, centralizando as requisições no Ministério da Saúde, o qual terá apropriadas condições para estabelecer critérios técnicos, claros e verificáveis por qualquer autoridade e mesmo pela sociedade brasileira.

Somente desta forma – com centralização das requisições e o cumprimento de critérios técnicos – as autoridades poderão decidir por outras alternativas que, outrossim, são convenientes para o caso e capazes de evitar o colapso na produção, importação e distribuição de equipamento médico-hospitalar.

Lamentavelmente, enquanto isto não ocorrer, requisições emanadas, inclusive pelo Poder Judiciário, poderão ser menos úteis e menos proveitosas, colocando em risco desnecessário outras pessoas, grupos sociais e instituições.

Assim, continuaremos a insistir no diálogo inteligente, permanente e na união de todos os setores para a superação desta crise mundial.

São Paulo, 27 de março de 2020.

Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios (ABIMO)