Qual o papel da terapia ocupacional no tratamento pós-Covid?

Apesar do bom andamento da campanha de vacinação brasileira contra o Coronavírus, o período de recuperação após a infecção segue trazendo inúmeras sequelas aos pacientes. Para explicar quais são os sintomas mais comuns e como lidar com eles, a terapeuta ocupacional Syomara Szmidziuk falou a colegas e interessados no assunto no Crefito-PR, com ênfase na terapia neurocognitiva.

“Quero destacar o problema da Covid longa, que pode durar até mais de um ano e trazer sérias complicações, como problemas de raciocínio, fadiga, névoa cerebral, dor de cabeça, problemas de sono e tonturas, entre outras questões cognitivas e motoras”, explica a terapeuta.

Um estudo realizado pelo hospital Mount Sinai, de Nova York, analisou o caso de 150 pessoas e registrou que a duração da Covid longa comumente ultrapassa um ano, o que traz inúmeros empecilhos à vida profissional e familiar dos pacientes. O coordenador da pesquisa, David Putrino, relata que a maioria ainda tem dificuldades de socialização no pós-Covid e na realização de inúmeras tarefas.

Nesse processo, o terapeuta ocupacional presta um serviço muito importante, ligado à recuperação da capacidade de realizar as atividades de vida diária.

“Cada caso é avaliado individualmente, com a aplicação de terapias específicas. São pessoas que sentem muita fraqueza nas pernas, levam meses para se recuperar, e, frequentemente, apresentam tosse seca, que pode evoluir para o estado crônico, com fôlego curto, dificuldade para se locomover, subir escadas, entre outras atividades”, explica Syomara. Ela destaca ainda que a Covid longa é mais comum em pacientes que sofrem com o quadro grave da doença – mas ela pode ocorrer mesmo em casos de poucos sintomas, e é preciso estar atento às necessidades de cada caso para a plena recuperação.

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