Rizotomia por radiofrequência traz qualidade de vida a quem sofre de dores na coluna

As dores lombares ocorrem em diversas faixas etárias e nem sempre têm uma causa específica. Geralmente, elas aparecem em pessoas que trabalham com muito esforço físico, em obesos ou por causa genética. No Brasil, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 15 milhões de pessoas sofrem com problemas como artrose na coluna e, em todo o mundo, somam 540 milhões.

No início do problema, os tratamentos mais comuns como a reeducação postural, fisioterapia, atividade física auxiliam bastante na diminuição das dores, proporcionando uma vida mais ativa. Porém, em casos mais avançados, a qualidade de vida é afetada, sendo necessário o tratamento com corticoides, opioides ou até mesmo um procedimento cirúrgico

Dr. Renato Andrade Chaves, neurocirurgião, especialista em cirurgia de cérebro e de coluna explica que, hoje em dia existe uma técnica capaz de reduzir ou eliminar as dores, sem a necessidade de cirurgias invasivas, que é de baixo risco e pode solucionar o problema, por um tempo consideravelmente longo.

É a rizotomia percutânea por radiofrequência, um procedimento rápido, eficaz e sem cortes. Por meio de eletrodos em formato de agulhas, posicionados precisamente sobre os nervos responsáveis pela dor, é realizada a aplicação de uma radiofrequência, que reduz a condução do impulso doloroso. O procedimento leva poucos minutos e favorece o alívio das dores em 80%, em alguns casos chegando a 100% de melhora, por um período entre sete a nove meses.

O procedimento não necessita de cortes, nem pontos, sendo realizado com auxílio de aparelhos de radiologia ou ultrassom. Além disso, ele é destinado a pessoas que sofrem de dor crônica, resultante da artrose e que não querem ou não podem ser submetidas a procedimentos mais agressivos, como cirurgias.

O paciente recebe alta logo após o procedimento e já percebe a redução ou eliminação da dor imediatamente. Dessa forma, é possível suspender ou diminuir drasticamente o uso de medicamentos analgésicos e realizar atividades físicas, que antes seriam impossíveis devido a dor, garante Dr. Renato.

Redação

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