Unimed Sorocaba adere à Campanha do Dia Mundial do Rim

Idealizado pela Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN), o Dia Mundial do Rim (DMR) tem como objetivo reduzir o impacto da doença renal no mundo todo. Comemorado na segunda quinta-feira do mês de março, este ano a data foi celebrada no dia 10/03.

A campanha, que tem o objetivo de alertar para a detecção precoce, tem como mote “Saúde dos Rins para Todos: Educando sobre a Doença Renal”. Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), que coordena a campanha no Brasil, a falta de conhecimento sobre a doença renal, em todos os setores da saúde, colabora para o aumento dos casos mais graves, sendo que atualmente mais de 140 mil pacientes realizam diálise no país.

A SBN alerta também para o número crescente de pacientes com DRC (Doença Renal Crônica) avançada, sendo que até 2040 estima-se que essa possa ser a 5ª maior causa de morte no planeta, sendo uma ameaça global à saúde pública.

A Unimed Sorocaba aderiu à campanha promovendo, nos dias 9 e 10 de março, ações orientativas para os pacientes dos três turnos do Centro de Nefrologia e Diálise (CND) do Hospital Unimed Sorocaba – Dr. Miguel Soeiro. “Essa campanha é muito importante, pois alerta sobre a prevenção e a detecção precoce, para que intervindo em fase inicial, seja possível mudar e controlar o curso da doença, uma vez que ela é progressiva”, explica o médico nefrologista e coordenador do CND, Dr. Carlos Caniello.

Fatores de risco

De acordo com Dr. Caniello, as principais causas da doença renal são hipertensão e diabetes. “A maioria dos pacientes que fazem hemodiálise possuem como doença de base essas duas comorbidades, mas a lesão irreversível nos rins pode ser causada também por histórico familiar, obesidade e tabagismo. Um dos grandes problemas é que ela tem uma evolução silenciosa, uma vez que o paciente não tem sintomas e quando ele descobre já está em um estágio avançado da doença, sendo necessários tratamentos como diálise e transplante renal”, explica o médico.

Prevenção

Uma forma de prevenção, segundo o especialista são os exames de diagnóstico. “Principalmente aqueles pacientes que têm as doenças de base – hipertensão e diabetes – devem fazer uma avaliação em relação à função renal. É uma avaliação bem simples por meio de uma análise clínica e exames de diagnóstico, tais como urina tipo 1 e dosagem de creatinina sérica”, observa.

Por se tratar de uma enfermidade que não tem cura e que já afeta uma em cada dez pessoas no mundo, os cuidados com os rins são fundamentais. “É importante evitar situações nocivas para a saúde, como obesidade, tabagismo, excesso de ingestão de álcool e sódio e a automedicação”, explica o médico.

Tratamento

O Hospital Unimed Sorocaba – Dr. Miguel Soeiro, por meio do Centro de Nefrologia e Diálise (CND) oferece tratamento de diálise para pacientes renais. “Essa unidade começou a funcionar em 2008 e realiza aproximadamente 1.100 sessões de diálise por mês. Atualmente são atendidos cerca de 80 pacientes ambulatoriais, que permanecem em média quatro horas na unidade, três vezes por semana. O CND conta com uma equipe multidisciplinar de médicos, enfermeiros, psicólogo, assistente social e nutricionista. A Unidade atende também os pacientes internados com insuficiência renal aguda e que precisam de suporte”, explica Dr. Caniello.

O especialista enfatizou que os pacientes que fazem hemodiálise são aqueles que têm a doença avançada, no estágio cinco. “Existe uma gama enorme de pacientes que não sabem que têm doença renal e isso precisa ser detectado”, destaca.

Esse foi o caso do paciente Júlio César dos Santos, que aos 31 anos descobriu que tinha insuficiência renal. “Eu sou hipertenso e nunca imaginei que isso poderia ocasionar um problema renal. Comecei a dialisar há três anos e não tinha nenhuma informação de que minha doença poderia danificar os rins. Hoje eu levo essa informação para todas as pessoas que eu conheço para que elas possam se cuidar”, alerta.

Segundo Priscila Rondello, que recentemente fez um transplante renal, o tratamento de hemodiálise foi um processo de muita luta. “Comecei a fazer hemodiálise por causa de uma diabetes tipo 1, detectada aos 12 anos de idade. Conheci pessoas importantes neste processo, principalmente da equipe da hemodiálise da Unimed Sorocaba, que me ensinaram a ver a vida com outros olhos. Foram anos de aprendizados, de angústias, de amizades, de carinhos e cuidados, de amigos novos e amigos que se foram. Cada um faz parte da minha história e são como minha família”, ressalta.

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