Artigo – Gestão de pessoas e resultados: como fazer milagres?

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Já ouviu falar em Michael Porter, personalidade mundial? Ele é professor da Harvard Business School, com foco nas áreas de administração e economia. Autor de diversos livros sobre estratégias de competitividade (inclusive o “Repensando a Saúde”), estudou na Universidade de Princeton, onde se licenciou em engenharia mecânica e aeroespacial, e, em Harvard, onde fez doutorado em economia empresarial e se tornou professor, com apenas 26 anos. Reconhecidamente um dos maiores especialistas em gestão estratégica nas empresas, Porter um dia disse que o modelo de gestão de pessoas de uma organização impacta significativamente em sua vantagem competitiva no mercado e, por consequência, nos seus resultados.

Se você, leitor, relesse essa frase sem saber que Michael Porter é engenheiro espacial e economista, talvez arriscasse dizer que sua formação seria em psicologia ou que ele fosse algum gestor de RH com o discurso padrão de que são as “pessoas que fazem a diferença”. Pois bem, se estamos ouvindo essa frase de um doutor em economia empresarial, então, senhores diretores, é hora de romper o paradigma de que isso é simplesmente um discurso enlatado de RH. Mais do que isso, por favor, passem a ouvir um pouco mais os profissionais e psicólogos organizacionais que insistentemente vêm buscando construir na sua instituição um modelo de gestão de pessoas mais inteligente.

A propósito, hospitais, clínicas, laboratórios e operadoras – diante do cenário difícil e das crises no mercado – geralmente não têm fluxo de caixa suficiente para investir em pessoas ou na implantação de um modelo de gestão de talentos humanos. Por isso, seu absenteísmo e rotatividade começam a crescer e alguns diretores (grau de miopia gerencial 6,5) ainda culpam o RH e a psicóloga de seleção por isso.

Bem, minha decisão em escrever esse artigo foi contribuir com M. Porter e também com as instituições na área da saúde a fim de que possam encontrar alternativas de baixo custo e de alto impacto na implantação de modelos inteligentes de gestão de pessoas. Por isso, tenho duas boas notícias para dar ao leitor (e caso você não tenha poder de decisão dentro da sua organização, uma dica prática: tire uma cópia desse artigo e, distraidamente, deixe na mesa do seu diretor. Pequenas ações como essa, às vezes, têm um poder incrível de mudar a rota da nau hospitalar).

NOTÍCIA BOA Nº 1 = “O MELHOR MODELO”

Se o seu sonho dourado como gestor e como instituição é: alinhar os objetivos e metas da organização (ou setor) com sua Gestão de pessoas e resultados: como fazer milagres? equipe; melhorar fortemente a relação “líder-liderado” na sua área; reduzir a subjetividade e os erros grosseiros na seleção e na avaliação de desempenho; analisar e estabelecer planos de desenvolvimento aos colaboradores e, por consequência, melhorar o desempenho e a produtividade deles, a boa notícia é que isso não é um sonho dourado, mas uma metodologia, um modelo inteligente de RH que as melhores empresas se valem para potencializar seus resultados competitivos e que se chama gestão de pessoas por competências.

E o melhor é que existem empresas especializadas na área hospitalar com expertise para implementar essa ferramenta de gestão. O melhor caminho é escolher instituições que tenham experiência ao longo de décadas no tema e na área da saúde, pois, como em qualquer segmento, sempre há aventureiros que acreditam que implantar isso em hospital é tão fácil quanto copiar e colar um modelo industrial. Fuja dessas armadilhas. Não à toa, hospital é a empresa mais complexa de se administrar na face da Terra… já mencionava Peter Drucker.

NOTÍCIA BOA Nº 2 = “ALTERNATIVAS DE BAIXO CUSTO E ALTA QUALIDADE”

Aqui tenho que dizer que muitos hospitais, às vezes, não se interessam em vincular-se a federações ou confederações, o que é um erro estratégico. A boa notícia é que para implantar o modelo de competências no hospital, é possível aproveitar essas entidades e ter, com um baixo investimento (cerca de dois salários mínimos mensais), acesso a toda uma metodologia de “competências”. Sugiro a parceria feita pela CMB – Confederação das Misericórdias do Brasil com a empresa FATOR RH para implantação dessa ferramenta. Consulte o projeto Phoenix de Competências no site fatorrh.com.br/projetophoenix, que é de baixo custo, com o aval técnico da CMB para essa parceria no Brasil. Entre outros benefícios, a metodologia da FATOR RH já está alinhada com todas as certificações de qualidade (ONA, Qmentum e JCI), o que, além de produzir uma mudança de cultura organizacional, ainda prepara o RH para as certificações de qualidade.

Afinal, não há como fazer milagres, se você esperava isso nesse artigo, desculpe decepcioná-lo. Com gente, não tem milagres, tem gestão!!!

 

Prof. Fabrizio Rosso é administrador hospitalar, mestre em recursos humanos e autor dos livros: “Gestão ou Indigestão de Pessoas” e “Liderança em 5 Atos – Ferramentas Práticas para Gestores na área da Saúde”

Conteúdo originalmente publicado na Revista Hospitais Brasil edição 95, de janeiro/fevereiro de 2019. Para vê-la no original, acesse: portalhospitaisbrasil.com.br/edicao-95-revista-hospitais-brasil

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